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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Identifique e distinga Alvito

Zé LG, 27.09.10

Indique cinco adjectivos que possam identificar e distinguir o concelho de Alvito dos outros.

Foi este o desafio que o Professor Salomão lançou aos participantes numa reunião preparatória do Plano de Marketing Territorial de Alvito, com vista a definição de uma marca que possa identificar o concelho, por integrar o que mais o distinga dos outros. Uma marca que possa ajudar a atrair pessoas a fixarem-se no concelho, a nele desenvolverem as suas actividades ou a visitarem-no.

Foi um exercício interessante e que me parece poder, de facto, contribuir para os objectivos propostos. Desafio-os, por isso, a experimentar indicar os cinco adjectivos que melhor identificam o concelho de Alvito e o tornam distinto dos outros.

 

A casamentos e batizados so vao os convidados

Zé LG, 26.09.10

Este e um velho principio de boa educação que alguns parecem esquecer.

Será passível haver quem pense que um dos potenciais participantes num encontro/convívio de militares, de um batalhão ou companhia, que estiveram na guerra e que não podendo participar peça a organização para se fazer representar pelo primo? Ou que um dos potenciais participantes num convívio de amigos, não podendo participar, envie uma qualquer pessoa em sua representação?

Por estranho que pareça e tendo em conta o que se esta a passar na preparação de um encontro/convívio, parece que existe quem seja capaz de assim proceder, criando uma situação delicada aos organizadores.

Espera-se que façam um apelo a boa educação que devem ter tido e corrijam o erro que estão a cometer e evitem dificuldades a organização.

Fazem o mal e a caramunha

Zé LG, 25.09.10

Os dois partidos mais votados – PS e PSD – estão a dar mais um importante contributo para o aumentar, ainda mais, o descrédito da política e dos políticos com mais esta telenovela, cujo guião tem como fim a justificação de novas medidas penalizadoras dos mesmos de sempre. Para aumentar a dramatização e criar um clima de maior suspense, a telenovela vai prosseguir com a retórica do costume – acusações em público, combinações em privado, que depois se tornam públicas para voltarem às acusações e, de novo, às combinações…

Criaram - directamente, através do governo nacional, com as políticas postas em prática ao longo de mais de 30 anos, e, indirectamente, através desta construção europeia, que tem vindo a reforçar, progressivamente, as políticas liberais e neo-liberais, com as consequências que estão à vista -, uma crise que vai obrigar a cortes na despesa e aumentos da receita, em simultâneo, para tentar reduzir o défice orçamental e a dívida pública, que atingiram valores difíceis de controlar.

Brincam ao jogo das palavras para procurarem ir ao encontro das suas principais clientelas e fingirem que ainda não perceberam o inevitável, resultante das suas políticas, na tentativa de ver quem menos consegue perder e não com a preocupação de encontrarem as melhores soluções para Portugal e para o povo.

A opção, ao contrário do que pretendem fazer-nos crer, não é a de saber se corta na despesa ou se aumenta a receita, porque cortar nas despesas e aumentar as receitas, à custa de aumento de impostos é o caminho que, agora, tem de ser feito. A verdadeira opção a tomar é a da escolha das despesas que devem ser cortadas e as receitas que devem ser aumentadas.

O que ambos – o PS, porque está no poder, e o PSD, porque ambiciona ir para lá -, pretendem é, através desta telenovela, apresentar como inevitáveis cortes nos vencimentos e pensões e outros benefícios sociais e aumentos de impostos, que têm de ser pagos por todos às mesmas taxas, como o IVA, com o argumento de que são as medidas que mais depressa contribuem para a redução da despesa e o aumento da receita. Não é por questões de celeridade nem facilidade ou, muito menos ainda, de justiça. É apenas por uma questão de opção de classe, fazer os que menos têm pagar para os que mais têm, para que estes não sejam beliscados ou possam ter ainda mais. É o que temos vindo a assistir. As crises não atingem todos, nem todos da mesma maneira.

A esta altura, os que tenham a paciência de ler este texto, pensarão que “lá está ele a criticar, mas propostas nada”… Vamos então às propostas.

Na despesa, podem ser feitos cortes com a extinção de institutos, empresas e serviços públicos que para pouco ou nada servem; podem voltar a ser utilizados os serviços e funcionários públicos para fazer estudos e outros serviços, acabando com o regabofe das assessorias e encomendas a escritórios e gabinetes dos “amigos”; pode ser aumentada a fiscalização dos apoios concedidos pelo Estado, principalmente dos maiores concedidos às empresas; pode ser aplicada a austeridade à gestão pública, através de cortes nos vencimentos e outros benefícios acima de valores injustificáveis, pelo menos, na situação que o país atravessa; e muitos outros nesta linha de justiça social.

Na receita, podem ser aumentados impostos que recaiam principalmente sobre quem mais tem ou ganha, podem ser cortadas isenções a quem delas não necessita, ou, pelo menos, não necessita tanto, e também – porque não? - podem ser criados novos impostos que reforcem esta preocupação dos que têm ou ganham mais contribuírem mais para a redução do défice e da dívida pública. E porque não, como já alvitrei, criar uma “conta-corrente” entre o Estado e as empresas, através da qual estas pagariam mais de IRC do que actualmente e beneficiariam de apoios do Estado quando tivessem prejuízos?

Isto, para além de medidas apontadas, urge dinamizar o aparelho produtivo nacional, tornar a Justiça mais justa e combater eficazmente a corrupção, designadamente a maior.

Presidentes de Câmara do Alentejo do pós 25 de Abril vão reunir-se no Monte do Sobral

Zé LG, 24.09.10

Convite

Depois de 25 de Abril de 1974 o Poder Local foi uma das maiores conquistas da Democracia Portuguesa com provas dadas ao longo destes 35 anos. Durante esse período os Autarcas, especialmente os Presidentes de Câmara, tiveram um papel fundamental na consolidação da Democracia e do Poder Local, mas, sobretudo naquilo que foi realizado em benefício das populações.

No Alentejo o Poder Local transformou, radicalmente, as condições de vida das populações, na medida em que foi possível disponibilizar-lhes, independentemente do local onde vivam, os equipamentos e infra-estruturas capazes de satisfazer as necessidades indispensáveis para uma vida condigna. Todo este trabalho teve a vossa participação empenhada e por isso, é um digno representante daqueles que modificaram a nossa região e que não deve ser esquecido.

Assim, uma comissão organizadora considerou interessante criar as condições para que todos aqueles que tiveram essa acção, na nossa região, possam voltar a encontrar-se, independentemente da sua actual vida pessoal e profissional, pelo que convidamos V. Ex.ª para um almoço/ encontro que designamos como “ Encontro de Presidentes de Câmara do Alentejo, eleitos depois de 25 de Abril de 1974” a realizar no dia 9 de Outubro, pelas 12 horas em Monte do Sobral, no concelho de Viana do Alentejo.

A Comissão Organizadora

António Hemetério Cruz

Fernando Caeiros

Manuel Bento Rosado

Victor Barão Martelo

"O Alentejo e a 1ª República"

Zé LG, 24.09.10

é o título de um colóquio, organizado pela Câmara Municipal de Beja, o Instituto Politécnico e o Centro de Estudos Documentais do Alentejo (CEDA), com actividades em Beja, nesta sexta e sábado, e Aljustrel e Mértola, no domingo, para “Assinalar a passagem do 1º centenário da República e fazer uma retrospectiva deste fenómeno no Alentejo, com atenção particular para o distrito de Beja”, nas palavras de Miguel Bento, da Comissão Organizadora.

Para hoje, para além da sessão de abertura, têm lugar três painéis dedicados aos temas “A República e os movimentos sociais e laborais”, “A 1ª República: Política e Políticas” e “A 1ª República em perspectiva regional”. Mário Soares faz amanhã, por volta das 17h30 horas, o encerramento do colóquio em Beja, no auditório do IPB, local onde decorrem os trabalhos.

Declarações de Pulido Valente preocupam trabalhadores comunistas

Zé LG, 23.09.10

Pulido Valente frisou, em entrevista à Rádio Pax, que foram tomadas medidas “drásticas” e “impopulares” mas que se “impunham” para controlar as despesas e que o processo vai continuar, esperando “estabilizar”, em meados do próximo ano, a situação financeira do Município de Beja.

Os trabalhadores do PCP da Câmara Municipal de Beja manifestaram o seu descontentamento com as declarações feitas por Jorge Pulido Valente, naquela entrevista, em que acusou a CDU de pressionar os trabalhadores comunistas para criarem dificuldades ao executivo, considerando que “As declarações proferidas indiciam desrespeito e falta de consideração para com todos os trabalhadores do Município, ao deixarem implícita a ideia de todos serem autómatos e seres não pensantes, que se deixam influenciar facilmente por ideias conspirativas”.

Os trabalhadores do PCP na Câmara de Beja olham para as palavras do presidente da Câmara “como o prenúncio de uma perseguição que o executivo chefiado por Jorge Pulido Valente pode estar a preparar contra os trabalhadores comunistas do Município, lançando publicamente campanhas difamatórias e falsas, com o objectivo de ir influenciando a opinião pública local para preparar terreno e melhor justificar essas perseguições, que podem inclusivamente culminar com o despedimento ao abrigo das novas regras de avaliação de desempenho dos trabalhadores”.