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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PS quer expulsar mais de 200 militantes…

que se candidataram, nas últimas autárquicas, em listas opositoras às do partido.

Em princípio, acho que qualquer militante que se candidata ou apoia uma lista opositora à do seu partido se deve desvincular dele, antes de concretizar aquela sua decisão.

Os partidos são – ou deviam ser -, organizações políticas democráticas, com  ideário, programa e estatutos próprios  aprovados pelos seus fundadores e aceites pelos que a ele aderam voluntária e livremente.

Se algum dos seus militantes, nos momentos decisivos para a afirmação do partido, opta por outra formação que se confronta com o seu partido é correcto que dele se desvincule ou, se não o fizer, que seja dele expulso de acordo com as normas democráticas estabelecidas.

Existem, porém, situações em que tais procedimentos não são de concretizar, como por exemplo, no caso em que a direcção do partido impõe uma lista candidata a umas quaisquer eleições sem respeitar as regras estatutárias definidas, designadamente não dando hipóteses a outros militantes de se candidatarem sem ouvir os militantes nem as estruturas competentes, porque, neste caso, é a direcção que não cumpre os estatutos, pelo que não tem legitimidade para obrigar os militantes a fazê-lo.

O PS gosta de se apresentar como o supra-sumo da democracia, da pluralidade, da liberdade e do respeito pelas pessoas. É, por isso, frequente assistirmos a dirigentes seus a acusarem outros partidos, designadamente o PCP, sempre que expulsam militantes seus de monolitismo, sectarismo, estalinismo e outros mimos do género.

E agora o que dirão destas expulsões que, segundo alguns dos visados, não se terão pautado pelo cumprimento das normas estatutárias e democráticas, incluindo os aspectos formais e processuais? Será que agora já  consideram que o PS também é monolítico, sectário, estalinista e que tenta afastar, através de procedimentos administrativos anti-democráticos todos os que se opõem à direcção e, designadamente, ao chefe, para utilizar a terminologia de Narciso Miranda, um dos visados nesta “purga”?

Imagine que…

… que o primeiro-ministro mandou chamar a uma reunião do Conselho de Ministros o director da RTP e o jornalista de fez uma notícia, com o título “É assim que o governo apoia os empresários?”, em que um empresário acusou a fiscalização do Ministério do Ambiente de o andar a perseguir, por ter levantado um auto de contra-ordenação por uma situação que – garantiu o empresário – a sua empresa não praticou, para os interpelar sobre as razões da publicação daquela notícia.

O que diria Portugal inteiro da forma como o primeiro-ministro lidou, ou lida, com a liberdade de imprensa?

Ora, terá sido assim que procedeu o presidente da Direcção da AMBAAL perante a publicação no Diário do Alentejo de uma notícia semelhante à referida, relacionada com a sua Câmara Municipal.

Que comentários lhe merecem, caros leitores, este procedimento?

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