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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"O Partido com Paredes de Vidro: o Partido, o Ideal e o Projecto Comunista"

No âmbito do ciclo de iniciativas “Álvaro Cunhal: uma vida dedicada aos trabalhadores e ao povo, ao ideal e projecto comunistas”, o PCP disponibiliza em formato digital, a partir de hoje, no seu Sítio na Internet, o livro «O Partido com Paredes de Vidro», quando passam 25 anos sobre a sua primeira edição.

Com esta iniciativa, que contará também com um debate a decorrer amanhã, na Casa do Alentejo, em Lisboa e que contará com a presença de Jerónimo de Sousa, pretende-se divulgar e promover esta obra de Álvaro Cunhal que constitui uma das mais significativas e valiosas contribuições de sempre sobre as características do partido comunista, a partir da experiência do PCP, sobre o ideal e o projecto comunistas, afirmando-se como uma obra de grande importância na situação actual e para projectar os caminhos do futuro.

Veja aqui um trabalho editado pela direcção do PCP que pretende ser um breve contributo para dar a conhecer o seu percurso e aprofundar o estudo da sua obra.

Jorge Gaspar condecorado pelo PR

Depois de ter recebido o Prémio Lisboa pela sua carreira, como aqui alvitrámos, o Prof. Doutor Jorge Manuel Barbosa Gaspar foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique (Grande Oficial) pelo Presidente da República, na Sessão Solene comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Para mais informações sobre o Prof. Doutor Jorge Gaspar consulte aqui.

Alvito deve sentir orgulho por uma personalidade de mérito reconhecido como o Prof. Jorge Gaspar ter aqui casa, ter feito investimentos e ter criado um centro de estudos que promove iniciativas de grande valia que atraem ao concelho investigadores, técnicos e artistas consagrados.

Já não há objecção de consciência?

Escrevo estas linhas no rescaldo da segunda semana de Maio, densa em acontecimentos.

José Sócrates pôs a circular que “o mundo mudou nas últimas três semanas” e que o país esteve à beira da banca rota porque a banca internacional esteve para cortar o crédito, o que impedia o Estado de saldar os seus compromissos imediatos. Se assim foi, porque não nos informou claramente o governo? E como é que uma ameaça de banca rota apareceu e desapareceu sem que nada de concreto tivesse, entretanto, acontecido? Até onde vai o virtual e onde começa a realidade?

Pegando na deixa, o PSD, de Passos Coelho, para evitar eleições já e tentando ganhar credibilidade e mostrar que “antes do partido está o país”, deu a mão ao governo e negociou um pacote de medidas de austeridade, que só não foi mais longe porque o governo não quis. Logo apareceram os mesmos do costume, com Mário Soares à frente, a elogiar o bom senso e até a sua estatura de homem de Estado. Até onde vai a desvergonha dos arranjinhos desta gente para salvar a face, os interesses e o sistema!...

O Papa Bento XVI visitou Portugal e, através de uma campanha de comunicação bem urdida, quase fez esquecer os inúmeros escândalos e problemas que a igreja enfrenta e saiu com melhor imagem pública do que entrou. Os mais altos dignitários da nação prestaram-lhe vassalagem, incluindo os que não professam essa ou outra qualquer religião.

Cavaco Silva promulgou a lei dos casamentos gay, apesar de discordar em consciência, mas por a situação obrigar o país a concentrar-se no que é mais importante. E isto depois de ter andado num beija-mão subserviente ao papa. Para Cavaco Silva, a consciência, moral, ética e religiosa, é algo que se pode trocar pelos interesses “do país”, ou seja, pelo seu interesse em ser reeleito Presidente da República.

O PCP apresentou uma moção de censura política ao governo, encerrando “um juízo sobre o rumo de desastre nacional imposto ao país nos últimos anos pela política de direita, e aos seus principais promotores”… e “expressão da necessidade de ruptura e mudança, de exigência inadiável de uma política assente na produção nacional, na criação de emprego, no desenvolvimento, na justiça social, nos direitos e em melhores salários, na soberania nacional”. Logo apareceram os “guardiães do sistema” a multiplicarem-se em declarações, com José Sócrates à cabeça a afirmar que "acho absolutamente lamentável e condenável a atitude de irresponsabilidade do partido comunista", porque "num momento destes, deitar o governo abaixo não é correcto" nem "contribui em nada para resolver os problemas do país". Vamos, pois, ficar à espera de que, quem se sente “o dono da política económica portuguesa”, diga quando é o momento correcto para deitar abaixo o governo… e, se não for pedir muito, quando é que resolvem os problemas do país.

Parece serem inevitáveis medidas de austeridade. Aquilo que é questionável é o sentido dessas medidas. Quando o governo, com o beneplácito do PSD, aumenta a taxa do IVA em 20% (de 5% para 6%) dos produtos de primeira necessidade e em 5% (de 20% para 21%) no geral e fala em equidade está tudo dito, para quem não ande distraído.

E quanto à crise não existem responsáveis? Será que quem tem (des)governado o país, incluindo a dúzia de ex-ministros das Finanças que foram alertar o PR para a gravidade da situação e a necessidade de serem tomadas medidas draconianas, não têm qualquer responsabilidade na situação?!

Para que nem tudo fosse mau, num período tão curto, o Benfica voltou a ser campeão, cinco anos depois, e pôs milhões de pessoas a festejar por todo o país e na diáspora, e o Porto salvou a época ganhando a Taça de Portugal, o que lhe permitiu fazer uma festinha na Invicta.

Duas notas finais:

A teoria marxista preconiza que no socialismo “todos devem trabalhar” e “a trabalho igual salário igual” ou “a cada um segundo o seu trabalho”.

Parabéns à Mais Alentejo, pelo 10º aniversário, assinalado com a sua 100º edição, o que é caso raro, senão único, neste tipo de revistas e com esta qualidade, na comunicação social do Alentejo.

Alvito, 18.05.2010

Publicado na edição nº 100 da revista Mais Alentejo.

Comentários recentes

  • Anónimo

    ????????????????????

  • Anónimo

    Ninguém comenta a capa verde?

  • Anónimo

    Obrigado caro amigo. Um grande abraço. Ricardo (Se...

  • Ana Matos Pires

    Sim, vai seguir mail e o jornal fará o que entende...

  • Anónimo

    Dra,, esse reparo devia ser enviado directamente a...

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