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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Jerónimo de Sousa acusa PSD de propor medidas com "mais de cem anos"

Zé LG, 06.06.10

"O PSD meteu uma cara nova à frente do partido, bem vestido e bem falante, mas é curioso verificar que uma das medidas centrais que propõe tem mais de cem anos: o despedimento selvagem, o fim da proteção constitucional aos trabalhadores contra os despedimentos por razões políticas ou ideológicas", acusou Jerónimo de Sousa, na Romagem a Catarina Eufémia, em Baleizão, onde fez o discurso de que extraímos os trechos seguintes:

Homenageamos Catarina e ao invocar o seu nome é a longa e heróica luta dos trabalhadores agrícolas do Alentejo que temos presente. Essa longa luta contra a opressão, a miséria, pelo direito a trabalhar a terra que gerações de homens e mulheres regaram com o suor do seu trabalho e que, como Catarina, aspiravam a uma vida digna para si e para os seus e ver liberta a sua terra, onde uns eram senhores e outros escravos.

A Reforma Agrária foi, desde o início, alvo de ataques e de uma descarada campanha de mentiras e calúnias. Sempre atacados violentamente pelas forças reaccionárias, os trabalhadores tiveram que enfrentar uma sistemática ofensiva prosseguida por todos os governos do PS, PSD e CDS, juntos ou separados. Uma ofensiva que durou 14 anos que pôs o Alentejo a ferro e fogo, numa ostentação e intervenção brutal de forças e de repressão.

O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva constitui uma das mais importantes alavancas para o desenvolvimento do Alentejo. Mais do que nunca é preciso garantir o seu correcto aproveitamento a favor das populações e da criação de emprego. È por isso imperiosa a intervenção do Estado que ponha fim à especulação e promova com uma estratégia clara o desenvolvimento local e se avance com a criação de um banco de terras do Estado que permita o acesso à terra regada a jovens agricultores, a trabalhadores e a pequenos agricultores com terra insuficiente.