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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

É tempo de retomar e cumprir Abril

Zé LG, 25.04.10

Na Sessão Comemorativa realizada na Assembleia da República, o PCP lembrou que as desigualdades e as injustiças aprofundam-se ao invés de serem combatidas, à pobreza de tantos contrapõem-se as mal explicadas fortunas de muito poucos. José Soeiro, deputado eleito por Beja, que interveio em nome do PCP, terminou assim o seu discurso:

Sejamos claros. Os problemas gravíssimos que afectam o País não resultam da natureza progressista da Constituição da República, da existência constitucional de um sector público na economia, da salvaguarda de direitos sociais fundamentais dos trabalhadores e das populações ou do modelo de representação, partilha e interdependência do poder institucional. Bem pelo contrário, os problemas que temos são o resultado do incumprimento da Constituição.
É tempo de retomar e cumprir Abril, é tempo de respeitar, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e não de pensar na sua subversão. É tempo de fazer corresponder as políticas concretas às belas palavras que todos proferimos em momentos solenes como o presente. É tempo de governar com o povo e para o povo pois só assim podemos dignificar e dar sentido à política. Só assim podemos credibilizar e prestigiar a Democracia que tem que ser política mas também económica, social, cultural e sobretudo participada. Só assim salvaguardaremos a nossa Soberania e a nossa independência nacional. Só assim seremos dignos do mandato que o povo nos confiou.

1º passo para acabarem com o Comboio no Alentejo?

Zé LG, 25.04.10

Mas o que é isto?
Parece que ninguém está preocupado com o real problema que foi dado a conhecer a muita gente através deste post...
O que é que o Paiva ou 25 de Abril e os comunas têm a ver com este assunto?
O problema é grave, deixar de haver comboios do Alentejo para Lisboa vai afectar muita gente, desde os mais novos até aos idosos.
Discutam o assunto e deixem as "politiquices" para outros artigos.
De qualquer forma estou solidário com os que vão ser prejudicados com esta atitude da CP.
As Câmaras de todo o Alentejo deviam no mínimo reunir-se e lutar para que isto não aconteça.
Acaba por ser o 1º passo para acabarem com o Comboio no Alentejo.
Mas sinceramente não estou espera que a nossa Autarquia e as outras façam qualquer coisa.
Será que a Autarquia tem conhecimento deste inconveniente? Será que pode intervir?
Ao menos pode tentar...

Comentário de lmsm a 25 de Abril de 2010 às 01:49, deixado aqui.

 

Desafio os utilizadores do inter-cidades, que visitem o Alvitrando, a deixar aqui os seus comentários acerca deste pertinente assunto.

Cavaco aproveita 25 de Abril para piscar o olho à Esquerda

Zé LG, 25.04.10

"A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril", notou o chefe de Estado, numa intervenção na sessão solene na Assembleia da República que assinala a comemoração do XXXVI aniversário do 25 de Abril.
Lembrando que o 25 de Abril foi feito em "nome da liberdade" e de uma sociedade mais justa e solidária, Cavaco Silva reconheceu que é nessas áreas que "porventura" o balanço destas três décadas de democracia se revela "menos conseguido".
Contudo, frisou, "a sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam".
A este propósito, o Presidente da República recordou uma passagem da sua mensagem de Ano Novo em 2008, quando referiu que "sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores".
Reconhecendo que este seu alerta não foi "bem acolhido por alguns", Cavaco Silva disse não estar surpreendido que "agora sejam muitos os que se mostram indignados" com os prémios, salários e compensações que, segundo a comunicação social, são concedidos a gestores de empresas que beneficiam de situações vantajosas no mercado interno. 
Retirado daqui.

 

Pertinentes e oportunas palavras do PR, que, no entanto, não podem ser desligadas das eleições presidenciais, que se realizam no início do próximo ano, nas quais tentará atrair eleitorado do centro-esquerda e mesmo da esquerda.

Grândola Vila Morena

Zé LG, 25.04.10

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Canção de Zeca Afonso, usada como senha para a saída do MFA para a Revolução do 25 de Abril de 1974.

E Depois do Adeus

Zé LG, 25.04.10

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

 

Canção (vencedora do festival da canção de 1974), com composição de José Niza, com música de José Calvário, interpretada por Paulo de Carvalho, que serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974.

Faleceu Fernando Servo

Zé LG, 23.04.10

Faleceu Fernando António da Silva Servo, cujo funeral se realizou esta manhã, em Pedrógão do Alentejo, concelho de Vidigueira, localidade onde residia. Nasceu em Lisboa em 1934.
Caldeireiro de profissão foi candidato à Câmara da Vidigueira pelo Bloco de Esquerda nas penúltimas e últimas eleições autárquicas, depois de ter sido militante e dirigente regional do PCP durante muitos anos. Foi ainda presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa, nos anos 70, e presidente da Federação dos Reformados Pensionistas e Idosos do distrito de Beja.

 

Fernando Servo era um homem generoso e voluntarista, muito empenhado nas causas em que acreditava. À família enlutada apresento as minhas condolências.

Toda a Biodiversidade deste Alentejo na 27ª OVIBEJA

Zé LG, 23.04.10

A 27ª OVIBEJA celebra o Ano Internacional da Biodiversidade com uma exposição temática e interactiva sobre a diversidade natural no Alentejo. Uma mostra que apresenta o Homem, o homem do campo, como fiel da balança neste precário equilíbrio resultante da coexistência humana com as demais espécies, nos diversos ecossistemas naturais.

A exposição interactiva incide essencialmente sobre o “mosaico agrícola” da região alentejana, alertando para a riqueza da diversidade natural que está subjacente a culturas como o olival, a vinha, os cereais e o montado, que é o exemplo acabado de uma agricultura sustentável e, do ponto de vista ecológico, equilibrada.

O agricultor como guardião da ruralidade e como agente decisor na manutenção dos equilíbrios e na preservação do meio ambiente é, por conseguinte, o anfitrião desta exposição que conduz os visitantes numa viagem pela paisagem natural alentejana, interagindo com uma vasta diversidade de espécies de fauna e flora.

Através do um conjunto de actividades dinâmicas, que obrigam a entender o Homem como parte integrante da Natureza, o visitante da exposição sobre a Biodiversidade no Alentejo vai calcular a sua própria “pegada ecológica” e perceber como pode reduzir ou compensar o seu impacto no meio ambiente.

A Exposição desenvolve-se através de um percurso organizado que contextualiza outros produtos e actividades existentes na 27ª OVIBEJA. Trajecto onde as raças de animais domésticos autóctones merecem especial atenção. O mesmo acontece com os produtos regionais de qualidade, como o vinho, o queijo, o pão ou o azeite. A fileira do azeite, aliás, continua a merecer forte destaque na 27ª OVIBEJA com a reabertura ao público do Pavilhão AzeiteAlentejo.

“A Terra A Quem a Trabalha” - reportagem da TSF

Zé LG, 23.04.10

As memórias da reforma agrária ainda estão bem vivas nos campos do Alentejo.

Trinta e cinco anos depois da campanha de ocupação de terras, é importante resgatar as memórias das pessoas que deram corpo a um movimento que abriu brechas na sociedade portuguesa. Tanto tempo depois, ainda há paixão na voz de quem ajudou a levantar do chão mais de quinhentas Cooperativas ou Unidades Colectivas de Produção, e alcançou direitos numa área onde não existia qualquer legislação laboral. Mas o mais importante, consideram os protagonistas da reforma agrária, foi conquistarem a dignidade de se sentirem donos do seu destino.

“A Terra A Quem a Trabalha” é uma reportagem de Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges, que pode ser ouvida aqui.

Quem é que me explica

Zé LG, 22.04.10

porque andam as patrulhas da GNR com os jipes a 50 km/hora, mesmo nas estradas nacionais?

Ainda agora tive que andar a essa velocidade, atrás de mais três carros que seguiam um desses jipes, durante um quílómetro ou dois, numa zona de traço contínuo.

Nalgumas casos - em curva ou alto de estrada, por exemplo -, esta situação pode ser perigosa.

Lembro-me de um comandante de posto da GNR me dizer que aproveitava as deslocações ao comando territorial para puxar pelo jipe, que não desenvolvia por esse motivo.

Haverá alguma razão razoável que explique este procedimento? Fico a aguardar que alguém me explique. Até lá continuo convencido de que se trata de uma mania de algum guarda, que fez escola e se tornou rotina, que nada de mal teria se não pudesse ser perigosa...

“As amas dos expostos da roda de Montemor-o-Novo no inicio do séc. XIX”

Zé LG, 22.04.10

São a razão de ser do passeio pedestre pela cidade, enquadrado na iniciativa municipal “Dias Tranquilos”, que próximo sábado, sob orientação da Dra. Maria da Graça David de Morais, tentará saber a resposta à seguinte questão: “Ainda bastante desconhecidas da história social, quem eram estas mulheres que aceitavam amamentar e tratar crianças expostas?”. A partir de um passeio.

ADPM alerta para a extinção da ovelha campaniça

Zé LG, 22.04.10

A ovelha campaniça está em risco de extinção, devido às actuais políticas agrícolas, que impedem a criação destes animais, considerados património genético da região, afirma a Associação da Defesa do Património de Mértola (ADPM), que alerta ainda para a necessidade de promover a raça e os seus subprodutos, como o queijo e lã.
Estes e outros assuntos são discutidos hoje, num workshop a decorrer na vila de Mértola.

XI Feira do Mel, Queijo e Pão de Mértola este fim-de-semana

Zé LG, 22.04.10

Resistindo às mudanças gastronómicas produzidas pela sociedade global,

onde a comida de “plástico” chega diariamente a todas as casas,

os produtos tradicionais do concelho continuam a manter uma qualidade difícil de igualar.

O queijo, o pão, o mel e os enchidos são alguns dos ingredientes

que irão estar patentes neste certame.

A sua realização mais não pretende que colaborar para a sua promoção e divulgação,

retribuindo assim o contributo que os mesmos têm dado na valorização deste território.

Veja programa da Feira aqui.

 

Correcção: Por engano publiquei o cartaz e anunciei o programa da feira do ano passado, que já corrigi na sequência de um comentário aqui deixado, pedindo desculpa pelo lapso.

Utilizadores protestam contra suspensão do Intercidades entre Lisboa e Évora e Beja

Zé LG, 22.04.10

Os utilizadores diários do Intercidades da linha ferroviária do Alentejo vão envergar, a partir de segunda-feira e durante uma semana, uma t-shirt preta com o logótipo da CP e a mensagem «Próxima paragem: estragar a sua vida», como forma de protesto contra a suspensão temporária das ligações ferroviárias de Lisboa com Évora e Beja, a partir do próximo mês de Maio, com a duração de um ano, devido à segunda fase das obras de modernização da estrutura.

Lembrando que a Linha do Alentejo foi reaberta há cerca de três anos, depois de obras de beneficiação, a comissão de utentes daquela linha lançou também uma petição na Internet, que pretende reunir 4.000 assinaturas, para ser entregue na Assembleia da República que “é o único órgão que, se tomar uma decisão favorável às nossas pretensões, consegue revogar a decisão da Refer», no endereço www.petitiononline.com/flexi001/petition.html, que já reúne mais de 1.500 assinaturas.

Fortes chuvadas provocam inundações em Beja

Zé LG, 21.04.10

A chuva, acompanhada de trovoada, que começou a cair com forte intensidade ao início da noite, provocou dezenas de inundações em habitações e em vias que chegaram mesmo a estar interditas ao trânsito. Os pedidos de ajuda aos Bombeiros Voluntários de Beja, começaram a chegar quase de imediato, tal a intensidade e quantidade de chuva caída. Também os serviços municipais activaram brigadas de operários com vista a desobstrução de valas e sarjetas.