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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Está enganado Senhor Bispo!

Não são os “lobbies anti-igreja” que descredililizam a instituição” mas sim os que cometeram o «pecado grave» e criminoso do abuso e exploração sexual de menores.

Afirmar que «os lobbies dos poderes anti-igreja (…) montaram uma campanha que tem como objectivo denegrir e derrubar o actual Papa, Bento XVI, e isto desde a sua eleição em 2005», como o Senhor faz, é procurar iludir a situação e “sacudir a água da batina”, para, através da vitimização, atirar a responsabilidade própria - da instituição e particular dos criminosos que dela e de crianças à sua guarda abusaram -, para outros que, quando muito, poderão estar a aproveitar os podres para atacar a igreja.

Teria sido mais correcto se tivesse limitado a lembrar que o abuso e exploração sexual de menores, além de crime, é um «pecado grave» e a exigir a aplicação da justiça civil, sem tibiezas nem tentativas de atenuar a sua dimensão no seio da igreja. Não é por os outros também “pecarem” que os vossos “pecados” são menores.

Daniela Mercury axé 27ª Ovibeja

A rainha do axé, Daniela Mercury, é a estrela maior da programação cultural da 27ª Ovibeja, subindo ao palco da Grande Feira do Alentejo na noite de 1 de Maio, não sendo de estranhar que boa parte do alinhamento do concerto passe pelos temas do seu mais recente álbum “Canibália”. (www.danielamercury.art.br)

A restante programação das “Ovinoites” inclui:

28 de Abril - o tradicional Espectáculo de Tunas; 

29 de Abril – os Fonzie, que se estreiam no palco central da Ovibeja (www.fonzietime.com)

30 de Abril - os Blasted Mechanism, que repetem, a sua presença na Ovibeja, com as canções do último álbum de originais, “Mind at Large” (www.blastedmechanism.com);

E todas as madrugadas há DJ’s a animar a pista da Arena Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Beja: Frederico Barata (28/4); Christian F (29/4); Manuel Rendeiro (30/4) e Pedro Tabuada (1/05).

 

Afinal as mudanças não geraram polémica em Viana do Alentejo

Escrevi aqui, há dias, que “A mudança de funções e de local de trabalho de alguns trabalhadores, …, ordenadas pelo actual Executivo da Câmara Municipal de Viana do Alentejo provocaram forte polémica”.

Ora, pelos comentários feitos aquele meu alvitre, parece que as referidas mudanças não geraram qualquer polémica, uma vez que, praticamente todos as apoiaram.

A ser assim, resta-me pedir desculpa à Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a todos os que se sentiram afectados pelo meu alvitre, por ter dado destaque a um assunto que, pelos vistos, não o justificava.

PCP em força, hoje, no Distrito de Beja

Jerónimo de Sousa em acção de solidariedade com a luta dos mineiros da SOMINCOR

Esta noite, pelas 22h30, o Secretário-Geral do PCP estará num contacto em solidariedade com a luta dos trabalhadores das Minas Neves-Corvo, em Castro Verde.

Eurodeputados do PCP no Distrito de Beja

Também hoje, os deputados do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo e João Ferreira, estarão de visita ao Distrito de Beja para um conjunto de encontros e visitas com diversos agentes económicos e sociais, com o objectivo de aprofundar o conhecimento, informação e acção do PCP sobre as realidades locais.

Da parte da manhã  a eurodeputada Ilda Figueiredo deslocar-se-á a Moura para um contacto com os rendeiros da Herdade dos Machados e o eurodeputado João Ferreira participará em reuniões com a AABA e com a EDIA.

Ao início da tarde será realizada uma acção de contacto e esclarecimento com a população junto ao Hospital de Beja, que contará com a presença de Ilda Figueiredo.

Pelas 17h30 terá lugar uma Tribuna Pública, nas Portas de Mértola, em Beja, que marcará também o encerramento da campanha “Com o PCP, lutar contra as injustiças. Exigir uma vida melhor.”.

O dia terminará com um Debate Público, pelas 21h00, no Fórum Municipal de Castro Verde, intitulado “Lá se fazem, cá se pagam! O Tratado de Lisboa e a Estratégia 2020 – Ofensiva contra os direitos, os recursos e a soberania nacional.”.

É preciso tocar a reunir

Há vinte anos proferi, enquanto presidente da AMDB, uma declaração no acto de assinatura do contrato para a elaboração do PIDDBE – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Beja, a que dei o título “Rompamos de vez com as falsas fatalidades de que temos sido vítimas!”.

Nessa declaração, apontei um conjunto de carências e problemas que afectavam o Distrito de Beja e que, tal como o título sugeria, não se tratavam de fatalidades.

O facto da região ser a mais atrasada, com cada vez menos gente, duplamente envelhecida, com pouca formação profissional e um nível de desemprego superior ao do resto do país e simultaneamente ter grandes recursos naturais, culturais e ambientais não se tratava de uma fatalidade.

Tal como não era por fatalidade que a região se tinha limitado a ser um corredor de passagem, a agricultura se encontrava atrasada, não era implementado o Plano de Rega do Alentejo nem eram aproveitados os múltiplos fins de Alqueva, o aeroporto de Beja não era utilizado simultaneamente para usos civis, as estradas que permitissem ligações fáceis Beja – Mértola – Vila Real de St.º António, Sines – Beja – Ficalho – Sevilha e Beja – Odemira – Costa Alentejana tardavam em ser arranjadas, a via-férrea que liga Beja ao Algarve não era melhorada e o ramal de Moura tinha sido encerrado, não era acrescentado mais valor às matérias-primas regionais, a riqueza aqui gerada não era aqui reinvestida, na distribuição dos fundos comunitários a nossa região foi a menos beneficiada, o PDR previu o agravamento da situação de subdesenvolvimento em que nos encontrávamos, a Regionalização continuava congelada, sendo exercidos os poderes que deverão caber às Regiões por órgãos desconcentrados do Poder Central sem ter em conta as aspirações das populações.

No passado dia 7 de Fevereiro, publiquei no meu blogue, Alvitrando, aquela minha intervenção, expurgada de alguns, poucos, pontos que, entretanto, ficaram desactualizados ou com menos interesse, com o objectivo de salientar como o tempo parece não passar nesta região, tal é o tempo que os problemas que a afectam levam a ser resolvidos.

Duas décadas passadas, com três Presidentes da República, oito governos do PS, PSD e PP e diversas maiorias na região, quer no Parlamento quer dos municípios, quase sempre do PS, e o que mudou desde então? É claro que algo mudou, mais que não fosse por força da inércia – o empreendimento de Alqueva e o Aeroporto de Beja estão quase prontos, embora, duas décadas (!!!) depois, ainda não estejam prontos e a funcionar – e outros projectos foram executados e existe outro dinamismo nalguns sectores. Mas no essencial, no que eram então os traços que caracterizavam esta região, o que mudou?

Tal como há vinte anos, parece evidente que não é por fatalidade que isto acontece, mas por (falta de) vontade política de quem detém o poder. E se é certo que os governos não têm mostrado serem amigos desta região também não deixa de ser verdade que os poderes regionais e locais não têm conseguido pôr de parte divergências naturais e unirem-se em torno do essencial. Como escrevi então: Para isso é preciso tocar a reunir e reunir todas as vontades, sem excepção, e definir um modelo de desenvolvimento integrado, com propostas e projectos concretos e prontos, definindo o papel que cabe a cada interveniente no processo e o maior denominador comum para o desenvolvimento da nossa região, pelo qual nos saibamos bater e lutar.

A vontade dos homens e as vontades dos poderes constituídos também se mudam. É isso que tem de acontecer e rapidamente para que o desenvolvimento e o progresso da nossa região e o bem-estar das nossas gentes se concretizem, sob pena de perdermos irremediavelmente esse comboio.

Alguns comentários feitos à publicação daquela minha declaração no Alvitrando, com a imediata e voluntarista disponibilização de algumas pessoas para participarem na elaboração de um do proposto “Caderno Cívico para a Revitalização do Alentejo”, revela existir uma outra postura de muita gente, que já não se acomoda perante as falsas fatalidades que nos atingem.

Alvito, 22 de Fevereiro de 2010

Publicado na revista Mais Alentejo nº 98.

“Se não forem tomadas medidas urgentes grande parte do país pode ficar despovoado”

afirma Manuel Castro e Brito, em entrevista que pode ler  aqui, cuja introdução é:

Falta um mês para que a 27ª Ovibeja abra as portas. De 28 de Abril a 2 de Maio a cidade de Beja vai receber, mais uma vez, milhares de visitantes. Manuel Castro e Brito, da Comissão Organizadora, diz que, apesar da crise, a resposta dos expositores é idêntica a anos anteriores e que a Feira vai ser “um sucesso”. Sobre o actual ministro da Agricultura, Castro e Brito considera que “há mais diálogo, mas a máquina do ministério continua emperrada”. O presidente da ACOS – entidade organizadora da Feira – critica também as grandes superfícies comerciais “por onde passa 85% por cento do que consumimos” mas que “secam tudo à sua volta”. Castro e Brito diz que, por isso, não é de estranhar que os donos dessas cadeias de distribuição sejam “dos homens mais ricos do mundo”, concluindo que é preciso ser-se claro quanto ao tipo de sociedade que se pretende: “a que preserva o ambiente e a agricultura” ou a que “só dá lucros aos gurus financeiros”.

Rendeiros do Carvalhal e Comporta manifestaram-se pela renovação de contratos de arrendamento

Rendeiros do Carvalhal, freguesia de Grândola, e da Comporta, freguesia de Alcácer do Sal, que exercem a sua actividade na área da Herdade da Comporta, integrada no grupo Espírito Santo, que reivindicam a renovação dos seus contratos na opção de arrendamento rural, juntaram-se e, em mais de 50 veículos percorreram as estradas entre as duas freguesias e manifestaram-se junto a uma organização internacional de hipismo. Pretendem encontrar garantias para continuar a sua actividade agrícola, orizícola principalmente, que já foi dos seus pais, que já foi dos seus avós, naquelas terras, muito antes do grupo Espírito Santo existir. Estão preocupados com o futuro e com as suas famílias. E acreditam que o turismo é compatível com a continuidade da sua actividade. Vão continuar a lutar por isso e procuram o apoio das autarquias.

Pinturas rupestres em gruta sob o altar de Ermida de Alegrete

Uma equipa da Licenciatura e do Mestrado de Arqueologia da Universidade de Évora (UE) descobriu um conjunto de pinturas rupestres esquemáticas de cor avermelhada numa gruta, cujo acesso se faz através de uma pequena porta oculta sob o altar da Ermida de Nossa Senhora da Lapa, espaço de culto erguido nos campos circundantes à vila de Alegrete, no concelho de Portalegre.

Ainda que parcialmente cobertas por cal, estas pinturas, do período do Neolítico e Calcolítico, revelam uma continuada sacralização do espaço, ao qual está associada uma antiquíssima lenda relacionada com um cavaleiro medieval. "As pessoas visitam aquele espaço todos os anos, principalmente quando se realiza a romaria em honra de Nossa Senhora da Lapa, mas a comunidade não sabia bem o que ia visitar, nem tinha conhecimento daquelas pinturas", relatou Jorge Oliveira, professor responsável pelos trabalhos de arqueologia da UE, que considera aquela ermida construída entre os séculos XVI e XVII de "elevado interesse religioso" e de "elevado interesse etnográfico" o culto desenvolvido pelos populares em redor de uma lenda relacionada com um cavaleiro medieval.

"Do ponto de vista patrimonial (igreja, gruta e pinturas rupestres) é de uma importância extrema este achado"… "A gruta tem um potencial arqueológico interessante que nos vai possibilitar uma escavação que nos poderá levar à identificação de que tipo de vivencias ou depósitos arqueológicos é que estão no chão desta gruta".

A equipa vai iniciar, hoje, os primeiros trabalhos de estudo daquele sítio histórico, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia de Alegrete e a UE.

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