Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
A apropriação individual de bens gerados pelo conjunto da sociedade portuguesa é um verdadeiro escândalo, de autênticas máfias enquistadas no aparelho de Estado e dele vivendo “à grande e à francesa”, tal como anteriormente, antes do 25 de Abril, era já insuportável a apropriação do poder político por um pequeno grupo de indivíduos, sem voto livre nem universal para a generalidade dos cidadãos.
Sem a democracia económica, tendendo para a igualdade, sobretudo de quem desempenha funções públicas, a democracia política fica amputada. Se cada homem tem direito a um voto, do ponto de vista político, porque é que, em termos económicos, o esforço diário do trabalho de muitos(geralmente os mais penosos e pesados do ponto de vista físico) há-de vale valer muito menos do que o trabalho de outros?
Por aqui terão que passar também as revoluções do futuro, os novos 25 de Abril que a sociedade portuguesa gerará, por certo, no seu seio. Porque a sonegação dos direitos económicos da maioria,tomados às mãos de uma pequena minoria, é tão grave como a sonegação dos direitos políticos que Portugal viveu durante longos 48 anos em pleno século XX.
É desta forma que termina um texto de Carlos Júlio, publicado aqui, que pelo seu interesse sugiro a leitura integral.
O presidente da Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre, avança amanhã com a candidatura à Presidência da República.
Fernando Nobre foi apoiante da candidatura de Mário Soares em 2006, mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas últimas eleições europeias e nas últimas autárquicas fez parte da comissão de Honra de das candidaturas de António Costa (PS), Lisboa, e António Capucho (PSD), Cascais.
É licenciado em Medicina e foi o criador (e é o presidente) da AMI, organização humanitária, em 1984, em resposta ao desafio lançado pelo então Ministro da Saúde, Maldonado Gonelha, de criar em Portugal uma organização semelhante à organização francesa Médicos sem Fronteiras, de que fez parte.
Rui Pedro Soares, um dos gestores nomeados pela ‘golden share' do Estado na Portugal Telecom (PT), renunciou hoje ao cargo de administrador executivo na operadora.
«O PCP assinala os 35 anos da Reforma Agrária, essa realização maior da Revolução de Abril, esse acontecimento inspirador, nos dias de hoje, da necessária ruptura com a política de direita. 35 anos depois, a realização de uma reforma agrária, que responda às necessidades de produção nacional, ao aproveitamento de recursos, ao objectivo da criação de milhares de postos de trabalho, de emprego com direitos, à soberania e desenvolvimento do país , constitui um objectivo e uma condição necessária ao progresso do país.”
“A Reforma Agrária não foi a caricatura que dela fizeram muitos daqueles que ao longo dos anos tentaram reescrever a história.”
“Ao assinalar os 35 anos do início daquela que foi conhecida como «a mais bela conquista da revolução» – conquista que a Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976, viria a consagrar – o PCP valoriza o momento em que, pela primeira vez na história do nosso país, trabalhadores libertados da exploração tomaram conta da terra, organizaram e dirigiram a produção agrícola e conseguiram a transformação completa das estruturas agrárias, a diversificação e o progresso da produção, a liquidação do desemprego e a melhoria radical das suas próprias condições de vida.”
Marcelo Rebelo de Sousa faz tudo para encontrar justificações para a manutenção do sistema tal como está. Se isso se faz com a intervenção do PSD ou não pouco importa, o que (lhe) interessa é manter o sistema, assegurar que a direita, directamente ou através de quem faça as suas vezes, continue no governo e que este continue a servir os mesmos interesses de sempre.
Se o “gato fedorento” Ricardo Pereira fizesse uma nova rábula de Marcelo Rebelo de Sousa, desta vez, sobre a situação actual do país faria uma coisa (com muito mais piada, certamente), mais ou menos, assim.
José Sócrates é mentiroso? Sim! Isso é grave para um primeiro-ministro? Sim! Deve-se demitir ou ser demitido? Não!
O Orçamento de Estado é adequado para tirar o país da situação de crise em que se encontra? Não! Deve ser aprovado? Sim!
O país com um primeiro-ministro mentiroso e um mau Orçamento de Estado tem credibilidade junto das instâncias internacionais? Não? Portugal precisa de credibilidade? Sim! José Sócrates deve ser substituído por outro elemento do PS como primeiro-ministro? Não! Deve ser formado um governo de iniciativa presidencial? Não! Devem-se realizar eleições antecipadas? Não?
É preciso mudar alguma coisa? Tudo! Para isso é preciso fazer alguma coisa? Nada?
O anonimato implica sempre consciência do acto, é uma opção; o anonimato é quase sempre um tributo ao autoritarismo.
Digo quase sempre, porque existe um anonimato filho da generosidade e da partilha, em que quem dá, fá-lo por solidariedade, não por reconhecimento.
Admito-o em muitas circunstâncias. Quando se debatem ideias o que importa são essas mesmas ideias, mais do que quem as expõe; muitas vezes o facto do interlocutor ser conhecido, pode até centrar a discussão em factores exógenos.
O anonimato pode até justificar-se quando a denúncia de uma situação implica riscos para quem o faz. Não é falta de coragem, é bom senso.
Mas quando se ataca alguém, tem-se consciência disso e quando se ataca refugiando-se no anonimato, implicitamente reconhece-se a superioridade, pelo menos moral, de quem se ataca. Admite-se que de cara descoberta se não teria argumentos suficientes para beliscar a dignidade do outro.
Admite-se que é preferível viver numa sociedade em que a frontalidade, a coragem de assumir-se por inteiro, ainda não faz sentido.
Presta-se uma homenagem ao autoritarismo.
Parabéns a quem o faz, mostrando o péssimo, ajuda a entender o que é bom.