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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

A minha participação na comunicação social

Com o recente desaparecimento do Dr. Flores e do abandono do Vítor Silva, sou já o mais antigo colaborador desta Revista. Iniciei esta minha colaboração, através da publicação de uma crónica – contra a corrente - por edição, faz agora, precisamente, oito anos. Embora o Director António Sancho me tenha convidado antes, só aceitei colaborar com a Mais Alentejo depois de ter deixado a presidência da Câmara Municipal de Alvito.

Esta minha colaboração consubstancia um compromisso assumido com o Director da Revista, na sequência do seu convite, que consiste em poder escrever o que quiser, sem qualquer limitação, para além do espaço, o que tem sido cumprido escrupulosamente.

Tenho sido, com alguma frequência, confrontado por amigos e conhecidos a propósito desta minha colaboração, por considerarem criticáveis alguns aspectos da gestão da Revista e do comportamento do seu Director. A todos dou sempre a mesma resposta – a minha colaboração consiste em escrever uma crónica por edição.

Não deixo, no entanto, de registar que sobre o interesse do projecto de comunicação social e a qualidade atingida pela Mais Alentejo e sobre a competência profissional de António Sancho, seu Director, não oiço nem leio grandes críticas e até oiço e leio algumas referências bem positivas, vindas, principalmente, de quem não mistura e confunde as coisas.

Para além de alguns textos esporádicas que escrevi em jornais e de algumas entrevistas que dei a órgãos da comunicação social, o meu relacionamento mais estreito com esta começou há cerca de 20 anos, quando fui eleito presidente da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB), proprietária do Diário do Alentejo.

Desta minha experiência, que durou cinco anos, guardo boas e más recordações. As boas recordações prendem-se principalmente com a independência editorial do Diário do Alentejo, que defendi e respeitei, e com o bom relacionamento que estabeleci e mantive com os seus directores e muitos dos seus jornalistas e restante pessoal. As más recordações têm a ver com decisões maioritárias do Conselho de Administração da AMDB, que tive de assumir e defender, de nomeação de um director do Diário do Alentejo em detrimento do saudoso Pedro Ferro e da recusa de contratação do jornalista Carlos Júlio, de competência profissional reconhecida e meu amigo pessoal, que ambicionava, como tantos de nós, ser jornalista no principal jornal da nossa região.

Por ironias do destino, seria por desafio do Carlos Júlio que me tornei presença assídua em órgãos da comunicação regional, há uma dúzia de anos, no Imenso Sul, onde colaborei regularmente com uma crónica. Mais tarde tive a mesma colaboração com O Campo e, agora, desde há oito anos, com a Mais Alentejo. Para além dessas colaborações com a imprensa mantive também durante algum tempo uma crónica semanal na Rádio Terra Mãe e faço há, alguns anos, comentário semanal às notícias do dia na Rádio Pax.

Curiosamente, ou talvez não, nunca colaborei com órgãos de comunicação social conotados com a minha área político-partidária.

Finalmente, há sete anos, aderi aos novos meios de comunicação e criei um blogue, o Alvitrando, e, no final do ano passado, com alguns amigos, criámos um blogue colectivo, o A Cinco Tons, através dos quais vou divulgando notícias da nossa região e opinando sobre, principalmente, a política local e regional.

Desta minha experiência concluo que existe uma enorme tendência para as pessoas se concentrarem nos emissores (quem escreveu ou disse, quem opinou, quem comentou) em detrimento da substância das notícias, das opiniões, dos comentários e, principalmente, das ideias.

A maioria das pessoas não se sente suficientemente livre para subscrever as suas opiniões, o que as leva a comentar sob o anonimato, principalmente nos blogues, onde muitos mostram não saber usar a liberdade que acham não ter, confundindo-a com maledicência, insultos, ofensas a terceiros.

Uma comunicação social forte e livre é reflexo de uma democracia consolidada e fundamental para o desenvolvimento da sociedade, das comunidades e dos territórios, enquanto uma comunicação social débil e sujeita às tentativas de controlo pelos vários poderes é reflexo da difícil convivência destes com a democracia e das suas dificuldades em utilizar a comunicação social como factor de desenvolvimento.

Alvito, 12 de Janeiro de 2010

Mais Alentejo chegou à edição 97

Acaba de sair a edição nº 97 da revista Mais Alentejo, que traz como tema de capa o "CAPOTE à nossa moda".

 

Na c apa é feita ainda chamada para:

- "Maranhão. Aldeia alentejana onde todos os habitantes são família."

- "Herdade da Mingorra. A excelência dos vinhos produzidos na planície."

- "Carlos Zorrinho. Acredita que o actual Governo veio para ficar.", na grande entevista.

 

 

Registe-se que, depois de terem deixado de colaborar na Mais Alentejo o Dr. Horácio Flores, por falecimento, e Víctor Silva, surgem nesta edição como novos cronistas Carmo Miranda Machado, Rogério de Brito e Sílvia Ramos.

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