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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Rompamos de vez com as falsas fatalidades de que temos sido vítimas!

“Vivemos na região mais atrasada, não só do país como da Europa.

Vivemos numa região com cada vez menos gente, duplamente envelhecida, com pouca formação profissional e um nível de desemprego superior ao do resto do país.

Vivemos numa região de grandes recursos naturais, culturais e ambientais.

Porquê esta contradição? Será fatalidade?

Será por fatalidade que a nossa região se tem limitado a ser um corredor de passagem?

Será por fatalidade que a nossa agricultura se encontra atrasada e não é realizada um reforma agrária que provoque a necessária reconversão agrícola e desenvolva o meio rural?

Será por fatalidade que não é implementado o Plano de Rega do Alentejo nem são aproveitados os múltiplos fins de Alqueva?

Será por fatalidade que o aeroporto de Beja não é utilizado simultaneamente para usos civis; à semelhança do que acontece com outros aeroportos militares?

Será por fatalidade que as estradas que permitam ligações fáceis Beja – Mértola – Vila Real de St.º António, Sines – Beja – Ficalho – Sevilha e Beja – Odemira – Costa Alentejana tardam em ser arranjadas?

Será por fatalidade que a via férrea que liga Beja ao Algarve não é melhorada e o ramal de Moura foi encerrado?

Será por fatalidade que não é acrescentado mais valor às matérias-primas regionais?

Será por fatalidade que a riqueza aqui gerada não é aqui reinvestida?

Será por fatalidade que na distribuição dos fundos comunitários a nossa região é a menos beneficiada?

Será por fatalidade que o PDR prevê o agravamento da situação de subdesenvolvimento em que nos encontramos, contrariando um dos principais objectivos da CEE – a atenuação das assimetrias regionais?

Será por fatalidade que a Regionalização continua congelada sendo exercidos os poderes que deverão caber às Regiões por órgãos desconcentrados do Poder Central sem ter em conta as aspirações das populações?

Não! Nada disto, e muito mais, acontece por fatalidade mas por vontade (ou falta dela) dos homens, ou melhor, por falta de vontade política de quem detém o poder.

Mas é preciso não esquecer que a vontade dos homens e as vontades dos poderes constituídos também se mudam.

É isso que tem de acontecer para que o desenvolvimento e o progresso da nossa região e o bem-estar das suas gentes se transformem de miragens em radiosas realidades.

Tem de acontecer e rapidamente sob pena de perdermos irremediavelmente o comboio.

Para isso é preciso tocar a reunir. É preciso reunir todas as vontades, sem excepção, e definir o maior denominador comum para o desenvolvimento da nossa região.

Não podemos nem devemos permitir ser comandados por quem não está sufragado para tal – a CC(D)RA. Para isso é importante termos um modelo de desenvolvimento integrado, termos propostas e projectos concretos e prontos, termos definido o papel que cabe a cada interveniente no processo, termos, afinal, definido o maior denominador comum para o desenvolvimento da nossa região pelo qual nos saibamos bater e lutar.

15 de Maio de 1990”

 

Não é engano, a data é mesmo esta! Há vinte anos que proferi, enquanto presidente da AMDB, esta declaração (expurgada de alguns, poucos, pontos que, entretanto, ficaram desactualizados ou com menos interesse) no acto de assinatura do contrato para a elaboração do PIDDBE – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Beja.

Duas décadas passadas, com três Presidentes da República – Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva, oito governos -  PSD/Cavaco Silva (2), PS/António Guterres (2), PSD-PP/Durão Barroso, PSD-PP/Santana Lopes e PS/José Sócrates (2) e diversas maiorias na região, quer na AR quer dos municípios, quase sempre do PS, e o que mudou desde então? É claro que algo mudou – o empreendimento de Alqueva e o Aeroporto de Beja estão quase prontos, embora, duas décadas (!!!) depois, ainda não estejam prontos e a funcionar – e outros projectos foram executados e existe outro dinamismo nalguns sectores. Mas no essencial, no que eram então os traços que caracterizavam esta região, o que mudou?

Alentejano candidato a Bastonário da OTOC

Joaquim António Rosado Valente nasceu em Santo Amador, tendo passado grande parte da sua juventude em Moura, é licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Economia, actual ISEG, onde exerceu as funções de docente, e autor de várias obras e artigos dispersos em diversas revistas da especialidade. Com larga experiência exercida nos cargos ocupados, passando pelos Órgãos Sociais da OTOC, Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, onde exerceu funções, e, actualmente, nas direcções da Apotec e Apec, formalizou a sua candidatura a Bastonário da OTOC, encabeçando a Lista B. As eleições decorrerão no próximo dia 26.

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