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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Parece que foi ontem

Foi há trinta e sete anos, mas recordo como se tivesse sido ontem.

Eu era o oficial de dia no 'Comando da Defesa de Bissau' e tinha acabado de assistir ao jantar no rancho das praças quando me apareceu o ordenança do comandante, portador de mensagem urgente:

- Meu alferes, apresente-se imediatamente no gabinete do nosso comandante (no exército tratávamo-nos por 'meus' e 'nossos' como se fossemos todos uns dos outros...).

Cumpri e apresentei-me ao comandante em cujo gabinete estavam também o 2º comandante, o chefe do Estado-Maior e o major das Informações.

Seguiu-se o diálogo curto, mas esclarecedor:

.

Comandante - Nosso alferes, que novidades há?

Eu - Nenhumas.

Comandante - Então, vai ficar a saber: mataram o Amílcar Cabral.

Eu - Quem?

Comandante - As tropas.

Eu - Quais?

Comandante - Parece que as dele. O quartel entra imediatamente em prevenção rigorosa. Passe ronda ao arame farpado.

.

Saí e rondei, cumprindo as ordens. E enquanto rondei fui dizendo baixinho (eram tempos de silêncio e os poucos que falavam faziam-no em surdina): «filhos-da-puta, filhos-da-puta, filhos-da-puta».

Quando cheguei ao gabinete do oficial de dia, à pergunta "o que é que se passou?" feita pelo oficial de prevenção respondi:

- Filhos-da-puta!

Pedro Martins

O problema está nos figurões, não nos mandriões

São trezentos mil desempregados sem direito ao subsídio de desemprego.

Trezentas mil pessoas, trezentas mil singularidades.
Quantos deles não quererão trabalhar?
Quantos de nós não acharemos uma obscenidade o Estado via CGD injectar num banco privado, DOLOSAMENTE gerido, cerca de 4 mil milhões de €?
A história é velha como o mundo, "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão".
Existirão sem dúvida pessoas que se aproveitam da situação, existirão outras, que confrontadas com um salário insultuoso, preferirão manter-se no desemprego, porque auferirão mais uns cobres, existirão outras, que mesmo querendo trabalhar, se vêem impedidas disso ou porque demasiado velhas (num mundo em que a esperança de vida aumenta; que belo paradoxo) ou porque sobre qualificadas, ou porque sub qualificadas, ou porque não dá jeito ao empregador por causa da crise, (internacional...) ou porque têm útero e podem engravidar, enfim, qualquer motivo é bom para tapar o Sol com a peneira, até mesmo as convenientes estatísticas de que o governo se socorre, retirando dos desempregados aqueles que foram colocados no limbo das ocupações por via dos centros de emprego.
A questão é simples, e dá pelo nome de incompetência e de desonestidade política (para não dizer outra) de um governo que não quer ou não sabe, ou não tem coragem de afrontar os problemas nas sua génese.
É que de facto somos todos iguais, mas nesta perspectiva neo-socrática, há uns mais iguais do que outros!
Aí reside o problema, reside nos figurões, não nos mandriões.

Texto de M. Sampaio, publicado aqui, de onde o saquei, com a devida vénia.

“Vira o disco e toca o mesmo”

O PS parece estar a atravessar uma crise de criatividade e de argumentos, quer a nível nacional quer a nível regional e local, capazes de justificar a incapacidade de governação. A nível regional e local, todos os dias aparece a divulgar notícias de eventuais, irregularidades e dificuldades financeiras ou outras que os seus eleitos terão encontrado nas autarquias que ganharam à CDU. Nada de novo relativamente ao “disco”, que de tanto tocar riscou, relativamente à situação em que encontrou o país quando ganhou as eleições ao PSD, em 2005.

Tentar justificar as suas dificuldades ou incapacidades de uma boa governação, que revela ao assumir o governo (central ou local) e ser obrigado a resolver os problemas que tanto denunciou na oposição, até pode render algum capital de simpatia e alargar o período de “estado de graça, que costuma beneficiar quem assume de novo o poder, mas, para além de não ser sério, não costuma durar muito. A perda da maioria absoluta, ganha em 2005, pelo PS nas últimas eleições legislativas mostram isso.

É que os eleitores quando elegem um partido em detrimento de outro que estava no poder não o fazem para que os eleitos digam que herdaram muitos problemas mas que os resolvam.

Vivaci a polémica na Câmara de Beja

Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, questionado por Miguel Ramalho, vereador da CDU, para clarificar quais as questões pendentes no projecto da Shopping Vivaci Beja a que se referiu em notícia avançada na Rádio Pax, explicou que “reuniu com a FDO” e foi-lhe explicado que “a empresa promotora do projecto já tem as empresas âncora que justificam o investimento para construir este Centro Comercial”, acrescentando que “em causa estão as contrapartidas solicitadas pelo anterior executivo que foram consideradas pela FDO incomportáveis e que iriam inviabilizar o processo”.

 

Miguel Ramalho disse que “o Vivaci é um projecto que o anterior executivo acarinhou desde o início”, referindo que a última reunião com a FDO teve lugar em 2009 “onde foi dito pelo promotor que iria atrasar ligeiramente o processo por não ter ainda 75% dos espaços vendidos que iriam viabilizar o Shopping”. “A Câmara fez todos os esforços para levar por diante o processo tendo ultrapassado rapidamente alguns entraves, tendo sido assinado um protocolo onde o promotor se comprometia a cumprir algumas contrapartidas que deverão ser de sua exclusiva responsabilidade”.

A Câmara deve exigir do promotor o cumprimento de todas as suas responsabilidades, designadamente em termos de acessos, ou deve suportá-las, parcial ou totalmente, de forma a garantir este investimento privado? Esta é a questão que parece dividir PS e PCP nesta polémica. E você, o que pensa que a Câmara deve fazer?

Incêndio no Infantário Coronel Sousa Tavares

Esta madrugada houve um incêndio no Infantário do Centro Infantil Coronel Sousa Tavares. Só uma sala ficou danificada mas como o fumo se alastrou ao resto do edifício, o Infantário fechou para limpezas, devendo reabrir na segunda-feira.

Ainda são desconhecidas as causas deste incêndio, que foi combatido por 11 elementos dos Bombeiros Voluntários de Beja que conseguiram controlar as chamas em pouco tempo com a ajuda de quatro viaturas.

Colapso de pinturas murais na Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz de Beja

Caiu, num dos anexos da Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz, em Beja, uma parte considerável de pinturas representativas da arte mural do Alentejo. A sua recuperação está dependente das verbas da candidatura para a regeneração urbana de Beja. Para resolver esta questão está marcada uma reunião, dentro da Associação Portas do Território, para 1 de Fevereiro.

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    Se são carneirinhos ou não como V.a Ex.a defende, ...

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