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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

E agora, depois das eleições,...

... se quem ganhou as eleições, principalmente sem maioria absoluta, tivesse a humildade e a capacidade de aproveitar algumas das propostas dos outros e a sua própria participação no executivo, talvez todos ganhássemos mais ainda.

Será que tal é possível, que alguns dos  vencedores são capazes disso? Sei que não é fácil, que quem venceu quer concretizar o seu programa e quem não ganhou entende, muitas vezes, que participar no executivo é servir de muleta aos vencedores... Mas lá que seria uma forma de reforçar o poder local democrático e melhor servir as populações talvez não restem dúvidas. 

Rescaldo das eleições

Há pouco, no restaurante, enquanto almoçava, ouvi a conversa de um grupo de amigos, a maioria, pelo menos, da área do PSD, sobre as eleições autárquicas.

Convergiam em dizer que, eles e as suas famílias, votaram no PS para a Câmara mas não para os outros órgãos autárquicos. Um lembrou a velha sugestão de Álvaro Cunhal a apelar ao voto em Mário Soares, dizendo que tapou os olhos ao fazer a cruzinha e engoliu o sapo. Outros revelaram com que igual relutância votaram no PS e as poucas expectativas que têm neste mandato, justificando a sua opcção de voto com a necessidade de mudança, porque:

- Quem autorizou a instalação das grandes superfícies "dentro" da cidade matou o comércio local;

- Quem fez o projecto da Praça da República, que devia estar preso, matou o centro histórico;

- Quem visita a cidade não consegue entrar o centro histórico, devido às alterações do trânsito;

- Os serviços públicos - Finanças, Conservatórias, Segurança Social, ... - deviam estar todas próximas, porque assim a um empresário não chega um dia para ir a todos eles.

Os argumentos continuaram certamente na mesma linha, embora já não tenha ouvido mais, porque me vim embora.

Como se pode verificar são todos argumentos ponderosos, situações que só se registam nesta cidade e todos da responsabilidade da Câmara Municipal... Do cidadão pouco ou mal informado não me admirava de ouvir este tipo de argumentação, mas de quem está bem informado e sabe de quem são as responsabilidades não esperava ouvir... ou talvez sim...

Autárquicas: algumas notas de Carlos Júlio

 “* O bom resultado de Luís Mourinha e do seu movimento independente à Câmara de Estremoz, relegando o PCP para quarta força política depois do PSD, não tendo a CDU conseguido eleger Jorge Pinto, o seu cabeça de lista como vereador.
* Em Sines a vitória de Manuel Coelho e dos seus independentes era esperada, mas o facto da CDU eleger apenas um vereador (Francisco Pacheco) na maior cidade do litoral alentejano é uma surpresa.
* Em Évora, a CDU viu estreitar a sua diferença de votos relativamente ao PS, de 2.500 para 1.200, e tirar a maioria absoluta ao PS na Assembleia Municipal, mas não conseguiu o que era o seu objectivo: ganhar a Câmara.
* Em Beja, a vitória do PS por maioria absoluta, mas também a profunda quebra na votação do PSD que não chegou aos mil votos, perdendo relativamente a 2005, 2 mil votos e não conseguindo agora eleger qualquer vereador.
* A derrota do ex-deputado José Raúl Santos em Ourique (antigo bastião social-democrata), onde o PS manteve a Câmara com maioria absoluta.
* O bom resultado da CDU no concelho de Castro Verde, a todos os órgãos, contrariando a regra quase geral de perda de influência, num momento em que com a não recandidatura de Fernando Caeiros, o PS apresentou uma candidatura considerada forte, mas que não obteve sucesso eleitoral. O sucesso continuado da CDU em Castro Verde (onde o PCP nunca teve uma estrutura muito forte nem organizada) e a sua capacidade de renovação, deveria ser caso de estudo, num momento em que a coligação parece necessitar de um outro impulso.
* De salientar também o muito bom resultado dos independentes do Redondo que já vão no segundo mandato, sempre com maioria absoluta, mas agora mais expressiva. Na Câmara conseguiram 4 eleitos contra 1 do PS e a maioria em todos os outros órgãos do concelho - assembleia municipal e assembleias de freguesia.
* Em Portalegre, a CDU conseguiu de novo um vereador e o PS viu subir fortemente a sua votação à custa do PSD de Mata Cáceres (há quatro anos o PSD tinha tido 6 eleitos e o PS 1, este ano o PSD teve 3, o PS outros 3 e a CDU 1), enquanto que em Elvas Rondão de Almeida continua a não brincar em serviço, tendo o PS mais uma vez 6 eleitos e a coligação PSD/CDS apenas 1 e reforçando a percentagem de votos relativamente há quatro anos.
* Por último, o Bloco de Esquerda que não conseguiu dar continuidade aos bons resultados que teve na região quer nas europeias, quer nas legislativas, mostrando que continua a ser ainda um partido que vive quase apenas e exclusivamente da imagem dos seus líderes ao nível nacional, faltando -lhe construir alternativas locais. Concelhos houve em que os seus candidatos foram apenas verbos de encher, não contando para nada - e por isso não conseguindo segurar os votos de muitos milhares de eleitores.”

Publicadas aqui.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Vote no PAN.

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    Já cá faltava a patetice da habitual comparação co...

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    alguém pode dizer onde é este lugar?

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