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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Morreu Hermínio da Palma Inácio

Hermínio da Palma Inácio (1922-2009), revolucionário português contra o Estado Novo, que se tornou célebre por ter protagonizado em 1956 o primeiro desvio de um voo comercial de que há registo, durante o qual um avião da TAP sobrevoou Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro a baixa altitude para lançar cerca de 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura, morreu hoje em Lisboa.

Esteve envolvido, entre outras acções, no assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, concretizada em Maio de 1967 com Camilo Mortágua, António Barracosa, e Luís Benvindo, reivindicado como operação manifestamente política pela LUAR - Liga de Unidade e Acção Revolucionária, a cuja fundação Palma Inácio esteve ligado.

PS apresentou candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Beja

Os candidatos à Câmara Municipal são:

Efectivos: Jorge Pulido Valente (53 anos, licenciado em História, Administrador da EDIA), José Velez (46 anos, Eng. Zootécnico, Professor da ESAB), Cristina Valadas (37 anos, licenciada em Gestão de Empresas, Directora da Rodoviária do Alentejo), Miguel Góis (32 anos, Licenciado em Línguas, Técnico Superior da ULSBA), Marília Marques (35 anos, Licenciada em Engenharia Civil, Técnica da ARH Alentejo), Laura Rodrigues (32 anos, licenciada em Serviço Social, Técnica da Fundação Manuel Gerardo) e Vera Ramalho Guerreiro (29 anos, Licenciada em Gestão de Empresas, Técnica Superior EDAB).

Suplentes: Luís Maurício, 29 anos, Professor de Educação Física, Luís Palma, 31 anos, Eng. Técnico e de Certificação Energética, Luís Santiago, 43 anos, Enfermeiro, Marta Carrasco, 25 anos, Licenciada em Química, Ana Figueiredo Dias, 32 anos, Licenciada em Engenharia Agro-Pecuária, Álvaro Martins, 54 anos, Gerente Comercial, e Francisco dos Reis, 52 anos, Enfermeiro.

 

Os candidatos à Assembleia Municipal são:
José Luís ramalho, Maurílio Gaspar, Ana Cristina Horta, Paulo Arsénio, Luís Miranda, Maria de Fátima Carmo, Conceição Casa Nova, José Carias, Maria Clara Palma, António Mourão, António Nascimento, Cristina Gonçalves, Luís Palminha, Maria do Céu Valente, Vítor Fernandez da Silva, José Manuel Mestre, Maria José Soares, Joaquim de Jesus, Maria José Brito, João Mário Sardica, Manuel Pedro Gonçalves.

 

Informação recolhida nos sítios da Rádio Voz da Planície e da Rádio Pax.

Cuidado, não utilizem os indicadores!

Consta que o primeiro-ministro terá dado instruções aos membros do governo para não usarem os indicadores em público, principalmente quando vão à Assembleia da República. Ao novo ministro da Economia terá mesmo recomendado que ligasse os indicadores aos médios para que não se descuide e tenha de ser substituído, o que não seria fácil atendendo à acumulação de pastas – Estado, Finanças e, agora também, Economia...

“O Alentejo é uma pátria dentro da Pátria”

“Temos uma extensão tão grande que cabe aqui um pouco de tudo. Uma agricultura mais robusta, uma pecuária mais acentuada e um turismo com forte expressão na actividade económica local. Cabem projectos de grande e de pequena dimensão mas é obvio que terão de ser reconfigurados alguns aspectos. Os investidores turísticos vão ter de repensar os projectos, mas a potencialidade da região para o turismo mantém-se intacta. E este compasso de espera dá-nos a oportunidade de reflectir e criticar melhor alguns desses projectos - faz falta debate sobre o assunto, no sentido de prevenir impactos menos desejáveis numa região como a nossa.” – disse Fernando Caeiros, numa entrevista ao jornalista Carlos Lopes Pereira, do Diário do Alentejo, em que “elogia o Poder Local democrático saído da Revolução de Abril, defende a criação de regiões administrativas legitimadas pelo voto popular, diz que Alqueva vai cumprir o seu papel, admite que a crise económica atrasou os projectos turísticos na região e alerta para o perigo de o Aeroporto de Beja ficar concluído e não conseguir operar convenientemente. Quanto ao seu futuro político, Fernando Caeiros, de 54 anos, quer ajudar a implantar as autarquias regionais.”

Foto de José Serrano.

CDU e PS completaram anúncio dos cabeças de listas às câmaras do distrito de Évora

A CDU recandidata Jerónimo Lóios (Arraiolos), Carlos Pinto de Sá (Montemor-o-Novo), José Figueira (Vendas Novas), Estêvão Pereira (Viana do Alentejo) e Manuel Condenado (Vila Viçosa). Para os restantes municípios, a CDU aposta em Custódio Costa (Alandroal), Joaquim Serra (Borba), Jorge Pinto (Estremoz), Eduardo Luciano (Évora), Manuel Luís Fonseca (Portel), Luís Simão (Mora), Pedro Dias (Mourão), Vítor Tomás (Redondo) e Rui Amendoeira (Reguengos de Monsaraz).

O PS recandidata José Ernesto Oliveira (Évora), Norberto Patinho (Portel), João Nabais (Alandroal), José Alberto Fateixa (Estremoz), Ângelo de Sá (Borba) e José Santinha Lopes (Mourão). Para os restantes municípios, o PS aposta em Manuel Maria Leitão (Arraiolos), Rogério Pinto (Montemor-o-Novo), António Simões (Mora), José Verdasca (Redondo), José Calixto (Reguengos de Monsaraz), João Telha (Vendas Novas), Bengalinha Pinto (Viana do Alentejo) e Caldeirinha Roma (Vila Viçosa).

No distrito da Évora, com 14 concelhos, a CDU lidera seis autarquias (Arraiolos, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Mora, Viana do Alentejo e Vila Viçosa) enquanto o PS lidera sete (Évora, Portel, Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Estremoz, Mourão e Borba), e o município de Redondo é liderado por independentes.

Nem alterne conseguem fazer

Vivemos num mundo de faz de conta. As revistas e as secções das revistas e dos jornais e os programas de televisão mais procurados são as que falam dos “notáveis”: futebolistas, modelos, artistas e outros que tais, que aparecem muito nas televisões e nestes espaços, nem sempre se percebendo bem porquê e nem sempre pelos melhores motivos. São esses que “existem”, são esses os modelos das multidões.

Os gostos e, consequentemente, os consumos tendem a estar, cada vez, mais padronizados. Parece não interessar o que é raro ou único, a individualidade de cada um. Isso parece ser algo que só interessa a algumas elites ou excêntricos.

É este espírito que nos é instilado que nos leva à ansiedade de vascular a vida íntima desses notáveis, que a expõem, quase sempre, por razões “filantrópicas”. É, por essa razão, que “sabemos” mais da vida deles do que se passa com os nossos vizinhos do lado ou da frente. Esses são como nós, não aparecem na televisão nem revistas nem nas secções das revistas e jornais cor-de-rosa.

Criaram-se modelos estereotipados, a começar pela beleza. Só é belo quem é jovem, quem tem as medidas ou músculos padronizados. Quem não preenche esses requisitos e tem condições económicas recorre à cirurgia plástica para ficar parecido com os seus modelos. Mesmo quem não recorre a medidas tão drásticas utiliza toda a gama de produtos cosméticos que o mercado oferece para ficar mais bonito, mais parecido com quem aparece na televisão ou nas revistas cor-de-rosa.

Isto traz-me à memória aquela anedota alentejana que é, mais ou menos assim: “Maria, porque é que pintaste os beços?”, perguntou o Manel. Ora, é para ficar mais bonita”, respondeu a Maria. “Atão porque é que não ficaste?”, ripostou o Manel

As histórias de vida que determinaram cada ano vivido, cada ruga, cada cabelo branco, cada quilo a mais ou menos, uma postura mais erecta ou mais dobrada parece não interessarem para nada nem a ninguém. Aquilo que nos marca, que nos individualiza, que nos torna diferentes de todos os outros e únicos de nada serve nem interessa se não aparecermos nas revistas e nas secções das revistas e dos jornais e nos programas de televisão onde aparecem e são promovidos os “modelos”.

Nesta ânsia de, pelo menos, parecer como os outros, os que aparecem na televisão, nas revistas e nas secções das revistas e dos jornais que só falam de gente “importante” e “bonita”, vale tudo, até afirmar hoje o contrário do que ontem se garantiu ou passar a admirar hoje os adversários de quem ontem se dizia fan. O que interessa é manter à tona de água.

Quem já se esqueceu da tristemente célebre fotografia da Base Aérea das Lajes, nos Açores, em que o primeiro-ministro de então, Durão Barroso, posou, na sua qualidade de mordomo, com os seus admirados amigos Bush, Blair e José Maria Aznar? – O Zé Manel! – Esse mesmo, que depois fugiu de Portugal, entregando o governo ao Pedro, com o apoio do Jorge, que depois correu com o Pedro e também com o seu amigo Eduardo, para dar a oportunidade ao “Animal Feroz”, que no culminar de uma presidência “notável” da União Europeia brindou o “Zé Manel” com um “porreiro pá!”

Pois é esse mesmo – o Zé Manel – que, agora, declara a sua veneranda admiração ao Obama, que correu com o Bush e, espera-se, com o pior da sua política, ao mesmo tempo que anda aos “abraços e beijinhos” com os seus amigos de sempre – os líderes mais conservadores dos países da União Europeia - a sua natural família política - e (seria caso para pasmarmos se não vivêssemos num mundo de faz de conta) com alguns líderes de governos “socialistas”, como o de Portugal, Grã-Bretanha e também o de (pasme-se ainda mais) Espanha, que nem sequer alterne já conseguem fazer.

Mas nem sempre o que parece é e talvez esta grave crise para onde nos atiraram estes figurantes nos façam “cair na real”, nos façam perceber que nem todos podemos ser “estrelas” ou “modelos” e que é preferível sermos feios mas honrados e termos orgulho de quem somos do que pintarmos os beços para parecermos bonitos e continuarmos feios…

Os resultados das últimas eleições para o Parlamento Europeu mostraram que os eleitores não estão dispostos a caucionar a ideologia dominante, este modelo de construção europeia e as políticas nacionais que, em conjunto, nos empurraram para esta crise financeira, económica, social, ambiental e, principalmente, de valores, que não será vencida tão depressa como os seus causadores nos prometem.

É certo que os caminhos alternativos escolhidos nem sempre são os melhores e alguns deles são bem perigosos, porque nos remetem para experiências históricas de que poucos se querem lembrar quanto mais viver. Mas é certo também que algumas novas alternativas têm vindo a ser construídas e começam a afirmar-se.

Talvez seja bom que quem está ou tem estado no poder não queira ou não seja capaz de tirar as devidas ilações dos revezes eleitorais que sofreram. Talvez isso contribua para a afirmação de verdadeiras alternativas políticas em vez das velhas e caducas alternâncias governativas.

Alvito, 15 de Junho de 2009

 

Publicado na edição nº 93 da revista Mais Alentejo

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