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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Onde estão as “ilhas” ou “paraísos” de desenvolvimento no Alentejo?

Nos períodos pré-eleitorais das autarquias locais é recorrente os partidos da oposição acusarem os partidos que estão no poder de serem os responsáveis da falta de desenvolvimento dos respectivos territórios e, em consequência, prometerem que, se ganharem as eleições, vão, finalmente, concretizarem o tão sonhado desenvolvimento.

Nesse afã, “esquecem-se” que o desenvolvimento é um processo complexo, que, embora a nível local se possam criar algumas condições para o seu fomento, exige políticas, projectos e acções que ultrapassam o âmbito municipal, quer em termos territoriais quer em termos de competências.

Se existissem regiões administrativas estas constituiriam certamente uma força impulsionadora do desenvolvimento regional e local, embora para que ele aconteça seja fundamental a intervenção do governo, quer na definição de uma política nacional de desenvolvimento regional quer na aplicação de medidas adequadas à sua concretização.

Esquecer isto e tentar fazer passar a ideia de que o desenvolvimento se faz por “ilhas” e só depende da vontade e da política local é irrealista e demagógico.

Se assim fosse e seguindo a teoria falaciosa dos que defendem que o atraso no desenvolvimento do Alentejo se deve ao PCP, que, na sua opinião, não quer o desenvolvimento para se manter no poder, teríamos os concelhos onde o PS e o PSD estiveram no poder ou passaram a estar, depois de afastarem a CDU, desenvolvidos e os que sempre foram governados pela CDU atrasados.

Ora, não é isto o que acontece. Basta ver o que se passa no Distrito de Portalegre, onde a larga maioria dos concelhos têm sido sempre geridos pelo PS e PSD, que é o que tem mais problemas de desenvolvimento no Alentejo. O mesmo se passa, aqui no Baixo Alentejo, em Almodôvar, por exemplo. E o mesmo se passa também em concelhos que passaram da gestão CDU para a do PS ou PSD.

Por isso acusar as gestões autárquicas da falta de desenvolvimento dos seus territórios só pode significar falta de argumentos para contestá-las, desconhecimento, demagogia ou tentativa de desresponsabilizar o governo.

Margarida Godinho com o MUDA em Alandroal

Entre as cerca de 400 figuras locais de todos os quadrantes políticos que participaram num almoço de apoio ao MUDA (Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal), destacou-se a presença e apoio de Margarida Godinho, antiga presidente da Câmara de Alandroal, eleita pela CDU que, reafirmando que se mantém fiel aos princípios políticos que sempre defendeu, referiu que em política local o fundamental são as pessoas e que vê na equipa que o MUDA está a preparar a “melhor solução para o futuro do concelho”.

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