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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Em tempo de eleições não pode valer tudo

Zé LG Zé LG, 26.06.09

Há políticos e aspirantes a políticos que acham que em períodos eleitorais vale tudo: Pode-se prometer tudo, o que se sabe que se pode fazer e o que não se tem qualquer ideia de alguma vez vir a fazer; pode-se dizer tudo, mesmo ofendendo ou injuriando os adversários.

Esta ideia está de tal forma generalizada que é frequente ouvir-se políticos, comentadores e até juízes desvalorizarem o que foi dito nesses períodos, porque então tudo se admite.

Não pode ser assim e as pessoas estão fartas disso. Os políticos devem ser sérios e honestos e não se devem sentir irresponsáveis nos períodos eleitorais. Antes, pelo contrário, é nesses períodos que a sua autenticidade e o seu carácter mais devem ser afirmados, sob pena de serem vistos como farsantes.

António Balona candidato da CDU à Câmara de Alcácer do Sal

Zé LG Zé LG, 26.06.09

 

António dos Mártires Balona, de 70 anos, natural de Alcácer do Sal, funcionário público de profissão, foi vice-presidente do município entre 1990 e 2001, presidente da Assembleia Municipal entre 2001 e 2005, sendo actualmente eleito na Assembleia Municipal. Foi o primeiro presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Alcácer do Sal, entre 1999 e 2001. È presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal.

Mata Cáceres volta a candidatar-se, como independente, pelo PSD à Câmara de Portalegre

Zé LG Zé LG, 26.06.09

ao seu terceiro mandato, com uma equipa renovada, que "já está toda constituída" e cuja divulgação irá ter lugar "a breve trecho".

Num balanço dos oito anos à frente da Câmara de Portalegre, Mata Cáceres lembrou que, no primeiro mandato, "conseguimos fazer aquilo que era expectável e possível" e confessou que, por vezes, viveu este segundo mandato "com uma dose de frustração", porque "tinha os projectos prontos e tivemos de estar à espera, com as candidaturas no congelador, até chegar a altura de as podermos fazer".

Garantiu ainda que a Câmara de Portalegre tem, neste momento, "um dos maiores números de candidaturas já feitas ao Quadro Comunitário e já com muitas aprovadas, e outras que o serão em breve" e assumiu que esta situação está "intimamente" relacionada com a sua disponibilização para mais um mandato, sublinhando que "Tenho o vício de fazer coisas, e sempre o tive. Estou muito mais ligado ao fazer do que ao dizer que faço e ao discursar".

CDU retira confiança política ao presidente de Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Machede,

Zé LG Zé LG, 26.06.09

que optou por se candidatar pelo PS, como independente, nas eleições autárquicas deste ano. O empreiteiro de construção civil José Vitorino Piteira, presidente da junta de freguesia de Nossa Senhora de Manchede há três mandatos consecutivos, sempre eleito como independente, pela CDU, justificou a decisão com a “defesa e a salvaguarda dos interesses” da população local.

Depois de retirar a confiança política a José Piteira, a CDU garante que vai apresentar uma lista à autarquia de Nossa Senhora de Machede.

Ser autarca em Portugal

Zé LG Zé LG, 26.06.09

Pela sua pertinência e oportunidade publico aqui este comentário, de Hudi, retirado daqui.

 

Ser autarca em Portugal,
é um acto de amor, é um risco,
uma decisão que não se pensou,
uma dedicação aos outros
e um abandono aos seus.

Ser-se autarca em Portugal,
é ser-se bombeiro da aflição alheia,
calmante do desespero,
burocrata do sonho,
porta bandeira da aspiração,
voz da reivindicação,
opositor da capitulação.

Ao autarca em Portugal,
exige-se que seja competente,
atencioso, amável, desdobrável, honesto,
íntegro e acima de qualquer suspeita,
sem tempo para estar doente, cansado, saturado
e deve ainda considerar-se bem pago,
e sorrir de satisfeito,
por ter sido eleito.

Ao autarca em Portugal,
tudo se exige,
e quando o autarca exige,
é um chato, e é aborrecido, e é inquieto,
mesmo quando a sua exigência
é a exigência dos outros,
e se esquece de exigir para si próprio,
e se esquece que tem família em casa,
e uma profissão esquecida,
e um futuro adiado.