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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Objectivos e estratégias eleitorais

No ciclo eleitoral que agora começa, com eleições para o Parlamento Europeu, a Assembleia da República e as Autarquias Locais, os partidos têm objectivos e estratégias para os alcançar.

O principal objectivo do PS é manter a maioria na AR, porque isso ratificaria as suas políticas. O PS sabe que um mau resultado nestas eleições pode ter impactos bastante negativos nas outras, designadamente nas legislativas e que, habitualmente, os eleitores utilizam as eleições europeias e autárquicas para castigarem o partido que está no governo. É por isso que tentou que na campanha eleitoral para o PE se discutisse apenas as questões europeias (“Nós, europeus”), procurando fugir às questões da política nacional, por que é responsável directo.

Para o PSD, as eleições para o PE serão decisivas para a consolidação da actual liderança e para afirmar-se como partido alternante capaz de vencer as eleições legislativas e voltar ao governo. Um mau resultado nestas eleições terá graves consequências internas. Ganhar as eleições para o PE ou ficar muito próximo dos resultados do PS contribuiria para calar a contestação interna e reforçar a mobilização para as outras eleições. É por tudo isto que o PSD pretende centrar a campanha eleitoral para o PE na política nacional, procurando responsabilizar mais o PS pela crise que Portugal atravessa, pela insuficiência das medidas para a enfrentar e por o primeiro ministro não dizer a verdade aos portugueses, exigindo uma “política de verdade”. Nas eleições para as Autarquias Locais o PSD tem expectativas de manter os tradicionais bons resultados.

Para o PCP, face à crise internacional que resulta do fracasso (falência?) do sistema capitalista e à crise nacional resultante da persistência nas mesmas políticas, que levaram ao aumento das desigualdades sociais, do desemprego galopante e da pobreza, as expectativas do PCP são as de reforço dos resultados eleitorais da CDU, sob pena de estagnar e ser ultrapassado pelo BE, o que seria muito perigoso para o seu futuro, pelo que a sua estratégia eleitoral passa por “Dar mais força ao PCP”. O PCP é o que mais poderá ganhar quer nas eleições europeias, pelas suas posições críticas face ao modelo de construção europeia, quer em termos nacionais, pela forte contestação à política dominante e às políticas seguidas desde 1976, designadamente por este governo, e cujos resultados desastrosos estão à vista. Nas eleições autárquicas os resultados da CDU costumam ser os melhores.

O BE é a força política que mais poderá ganhar com este ciclo eleitoral, pelas causas por que se bate (“A todos o que é de todos”), pela capacidade de afirmação das críticas e propostas que faz, pela força argumentativa de um número crescente de quadros que apresenta, pelos baixos níveis eleitorais de que parte. A eleição de um segundo eurodeputado seria um contributo decisivo para essa sua caminhada, facilitando um previsível reforço na AR e até nas autarquias, onde tem mais dificuldades devido à sua ainda limitada implantação no terreno.

O PP é, provavelmente, o partido que mais tem em jogo neste ciclo eleitoral e mais jogo de cintura terá de fazer. Tendo evoluído de uma posição eurocéptica para o apoio a este modelo de construção europeia e tendo participado nos últimos dois governos antes deste, dificilmente conseguirá descolar das responsabilidades que tem na situação, tal como o PSD e o PS. A sua estratégia é a de ganhar algum eleitorado descontente e sem confiança no PSD. Passar a quinta força política no ranking eleitoral poderia ser desastroso, pelo menos para Paulo Portas. A sua estratégia de aumentar o número de autarquias onde concorre, quer em coligação com o PSD quer isoladamente, poderá contribuir para implantar melhor o partido no terreno.

Haverá vencidos e vencedores. Vamos ver quem reconhece as suas derrotas e delas tira as devidas consequências.   

Alvito, 25 de Abril de 2009

 

Publicado na edição nº 92 da revista Mais Alentejo

Mais Alentejo – saiu a edição nº 92

Traz como tema de capa “Onde água se entrelaça com campo – venha descobrir o Alentejo profundo e único.”

 

Na capa faz ainda chamada para:

- “Filipe Duarte: Actor de “Equador” e embaixador da planície”, na secção dos Retratos;

- “Chão da Velha. Lugar desertificado e esquecido”, o lugar visitado desta vez;

- “Dora Simões: A mulher que lidera os vinhos alentejanos”, na grande entrevista ao protagonista desta edição.

 

Com “Detalhes” é apresentado o “Redondo, terra de vinho e tradições musicais, prepara-se para o turismo que promete dar um novo impulso ao município dirigido por Alfredo Barroso”, que se mostra “esperançado no futuro que se avizinha”.

Os “Sabores” avaliaram o “Monte dos Cabaços, um vinho produzido numa adega de Estremoz, onde se encontram “Três mulheres unidas pelo bom vinho. Que mistura perfeita quando se juntam a sensibilidade, a elegância e a entrega para criar sabores de excelência”.

 

Hotel Turismo S. Mamede abriu em Portalegre

Ao fim de cerca de 38 anos da abertura do D. João III, António Sanchez Jorge seguiu as pegadas do pai e ergueu em Portalegre um novo hotel: o Congress Hotel anda Spa, Turismo S. Mamede. Uma das suas preocupações passou por caracterizar a unidade com a cidade. Assim, os corredores e os quartos estão decorados com fotografias, em grandes formatos, de muitas imagens que caracterizam Portalegre, como a Fonte da Boneca, Senhora da Penha, cavalo, touros, sobreiros, entre outros.

O Hotel S. Mamede, tem três estrelas, embora a Direcção Geral de Turismo já tenha proposto que fossem colocadas, no mínimo 4 estrelas, teve um investimento de nove milhões de euros e vai manter os 25 postos de trabalho que herdou do Hotel D. João III, tem 85 quartos, três salas de congressos, um SPA, piscina, espaço de lazer junto à piscina, restaurante, bar e tapas.

 Ver reportagem aqui.

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