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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Energias renováveis são um “incremento” para a economia nacional

O primeiro-ministro esteve, ontem, na Central Fotovoltaica de Amareleja onde referiu, perante um plateia composta por alunos do Ensino Superior de 15 nacionalidades que ali se deslocaram através da iniciativa “New Energy World” , que o investimento que Portugal faz nas energias renováveis resulta de uma “escolha política”, que produz resultados a “muito curto prazo”. “Portugal conseguiu em 4 anos colocar-se na linha da frente dos países do mundo que mais baseia a produção de electricidade em renováveis”, sublinhou José Sócrates, acrescentando que o investimento nas energias renováveis é um “incremento” para a economia nacional e, “talvez o sector que mais emprego criou”.

Mais Alentejo nº 91

A edição nº 91 da revista Mais Alentejo, que saiu esta semana, traz como tema de capa “O REFÚGIO ALENTEJANO DE Carolina”.

Têm ainda chamadas na capa:

- COUDELARIA DE ALTER – Quando a tradição rima com inovação”;

- HERDADE DAS BARRAS – Vinhos da Baronia que querem surpreender”;

- “Francisco Murteira Nabo – O economista, que já foi político, não esquece Évora” – em grande entrevista.

 

Nos DETALHES, vem ARRAIOLOS. “Em terra de tapetes – cuja certificação tarda em chegar – sofre-se com a interioridade que parece afastar o crescimento. Conheça a opinião do autarca local, Jerónimo Lóios, que acusa o Governo de falta de respeito”.

Na SOCIEDADE vem a OVIBEJA. “Está a chegar mais uma edição da grande feira do Sul. Com programa para apenas cinco dias, ao invés dos habituais nove, a Ovibeja mantém a promessa de agitar as planícies do Baixo Alentejo”.

Estabilidade ou abalo cívico?

É, mais ou menos, recorrente ouvirmos quem está no poder pedir ao eleitorado a maioria absoluta para garantir a estabilidade governativa.

Há mesmo quem, não estando no poder nem sendo apoiante de quem está, defenda a estabilidade governativa, independentemente de quem a exerce, para o que considera necessária a maioria absoluta.

Esta é uma posição conservadora, assumida pelos partidos do bloco central de interesses que, em alternância, têm governado o país, servindo sempre os interesses dos mesmos que, por isso, querem estabilidade governativa para manter a mesma política.

Naturalmente que aos partidos dos extremos, designadamente os da esquerda, não defendem a mesma posição.

A estabilidade governativa ou mesmo política não constitui um valor absoluto que interesse sempre e a todos manter.

Antes pelo contrário, sempre que o governo não cumpre as principais promessas que apresentou ao eleitorado e, principalmente, não consegue resolver os principais problemas nem contribui para uma maior coesão territorial e social, para a maioria das pessoas, empresas, associações e outras instituições a manutenção da estabilidade governativa e política significa o agravamento das suas condições de vida e de actividades.

Nestes casos, o que interessa não é a estabilidade governativa, pelo menos a que prossiga a mesma política, mas, antes pelo contrário, um abalo cívico provocado pela canalização dos descontentamentos e da indignação face às políticas seguidas para a acção e sua mobilização para a procura de um novo rumo e de novas políticas, que não podem ser concretizados pelos mesmos de sempre, como os tempos tão bem têm demonstrado.

É isto o que está a acontecer no nosso país.

Não é, por isso, de admirar que o primeiro-ministro e outros ministros e dirigentes do PS reajam tão mal às manifestações e que estejam a ver no PCP e no BE os seus principais adversários.

As inúmeras e crescentes manifestações de protesto e de reivindicação de um novo rumo e de uma nova política mostram que o apoio à maioria do PS já não é o que foi e que o descontentamento de vários sectores é cada vez maior e se está a transformar cada vez mais em movimento contra esta política, esta maioria e este governo.

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS sabe bem que são o PCP e o BE os que mais e mais consequentemente o enfrentam e confrontam com os maus resultados da sua política e da sua governação, porque defendem políticas alternativas. Sabe que é pela sua acção que pode perder, pelo menos, a maioria absoluta e que, para poder continuar a governar, terá de mudar de rumo e de política.

Quem defende que é necessária uma maioria absoluta para assegurar uma estabilidade política e governativa é quem tem uma concepção pobre da democracia e que a confunde com poder absoluto.

Quem entende e defende a necessidade de uma maior participação para a melhoria da democracia, não se fecha aos contributos dos outros nem tem receio de partilhar o poder.

A democracia não pode ser entendida como um regime perfeito pelo facto de permitir, através de eleições, o afastamento de quem está no poder, mesmo que tenha sido eleito com base em maioria absoluta. Resumir a isso e ao funcionamento formal de instituições em que as oposições participam é de facto uma concepção pobre da democracia.

Esta aprofunda-se e cumpre-se na medida em que interessa e envolve as pessoas na política e, principalmente, é capaz de resolver os problemas do país e fazer cumprir com equidade os direitos dos cidadãos.

Face ao estado da nação, não é de estabilidade governativa e política que Portugal precisa mas de um forte abalo cívico que contribua decisivamente para a mudança de rumo e de política.

Alvito, 18 de Março de 2009

 

Publicado na revisra Mais Alentejo nº 91.

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