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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Mais Alentejo nº 90

Já saiu há dias a edição nº 90 da revista Mais Alentejo.

 

Os temas de capa são:

- Azeite que nasce da terra. Fazer4 do olival a nova seara alentejana;

- AÇORDA. Só há uma, a nossa e mais nenhuma;

- ARREPIADO VELHO. Os vinhos também podem ser irreverentes;

- Alberto da Ponte. Alentejo celeiro da Sagres. – grande entrevista com o presidente da Sociedade Central de Cervejas.

 

Nos DETALHES deste mês as atenções focaram-se em Castelo de Vide: “Em pleno coração da serra de São Mamede, o concelho de Castelo de Vide – o mais turístico do Norte Alentejano – luta contra a interioridade demasiado limitativa. António Ribeiro, presidente da autarquia local, quer medidas compensatórias e vai fazendo os possíveis para evitar o despovoamento.”

Crise de confiança

A confiança é um factor determinante para o sucesso. Se é difícil gerá-la mais difícil ainda é mantê-la, o que depende da verdade, da transparência, da responsabilidade, do cumprimento das promessas feitas e da justificação do não cumprimento doutras, do respeito pelos compromissos assumidos e pelas pessoas e pelos adversários, em particular.

O que se está a passar em Portugal é elucidativo de como a confiança não dura sempre e que se perde com mais facilidade do que se ganha. Há um conjunto de aspectos que têm vindo a contribuir para a perda de confiança dos portugueses neste governo e neste primeiro-ministro, que é mais significativa do que as sondagens apontam, porque estas são influenciadas pela falta de alternativas credíveis de poder.

O governo começou logo que tomou posse a abandonar promessas, a fazer o contrário do que prometeu e a responsabilizar os antecessores por isso, tentando fugir às responsabilidades que assumiu.

“Esqueceu” e afrontou as classes e sectores que mais contribuíram para a sua eleição, com políticas que serviram os mesmos de sempre e que não constituem a sua base eleitoral natural, aumentando as desigualdades sociais.

Apresentou-se como o paladino das reformas estruturantes e ou as não conseguiu concretizar, pelo menos em toda a sua extensão, ou com elas não alcançou os objectivos prometidos e, nalguns casos, agravou as situações existentes.

As maiorias absolutas tendem a criar poder absoluto, sem respeito pela opinião diferente, pela crítica e pelas oposições. Os sinais disso mesmo têm vindo a crescer, como são exemplos as últimas prestações do primeiro-ministro na Assembleia da República, as intervenções dos ministros mais políticos como o da Presidência e o dos Assuntos Parlamentares, o clima de medo instalado no país e a falta de debate interno no partido que o suporta.

As apressadas nacionalizações do BPN e do BPP, contrariando afirmações anteriores quer do primeiro-ministro quer do ministro das Finanças, reclamam esclarecimentos que demonstrem que, com tais operações, o governo apenas pretendeu defender os interesses do país e não os de alguns capitalistas, que não querem ver diminuídas as suas fortunas, que engordaram com os “negócios obscuros” e agora ruinosos desses bancos. Esta situação já levou o actual e anteriores Presidentes da República a pronunciarem-se no sentido de que o governo deve falar verdade e esclarecer cabalmente esses processos, sob pena das pessoas se revoltarem.

As contradições nas declarações feitas pelo primeiro-ministro, ministro das Finanças e ministro da Economia sobre a crise e as suas causas e origens, os seus responsáveis, a sua dimensão e as medidas tomadas para o controlo dos seus danos mostram como o governo não assume as suas responsabilidades, não foi capaz de prevê-la e tardou em admiti-la e reagir-lhe e está a tentar aproveitá-la eleitoralmente.

Também alguns “casos” envolvendo José Sócrates, como o dos projectos aprovados de forma inusitadamente célere na Câmara da Guarda, o da sua licenciatura na Universidade Independente, o de um pagamento de cerca de meio milhão de euros não fundamentado à empresa construtora do Aterro Sanitário da Cova da Beira que terá pago luvas a alguns intervenientes no processo e o do rápido licenciamento do Freeport pelo governo já quando estava em gestão nas vésperas das eleições, não têm sido suficientemente esclarecidos para que à opinião pública não restem dúvidas de que tudo foi tratado correcta e legalmente, sem favorecimento próprio e de terceiros.

Estes “casos” e a forma como têm sido tratados por José Sócrates, que os apresenta como uma campanha negra orquestrada, não dizendo por quem, contra si, o seu partido e o seu governo, assumindo o papel de vítima, têm contribuído para acentuar a quebra de confiança que os portugueses mantêm neles.  

Não é, por isso, de admirar que a grande confiança que os portugueses depositaram no PS, em José Sócrates e no seu governo se esteja a esboroar.

Alvito, 18 de Fevereiro de 2009

 

Publicado da Revista Mais Alentejo nº 90.

Jerónimo de Sousa diz que o país está "mais injusto, desigual e endividado"

"O Governo não é capaz de fazer um balanço a sério porque não tem razões para isso. O país está pior, mais injusto, desigual e endividado", afirmou o secretário-geral do PCP durante um encontro com a população de Montargil, acusando o Governo de, ao longo dos últimos quatro anos, "ter feito o contrário do que prometeu" aos portugueses  e recusa "baixar os braços" perante a governação do primeiro-ministro José Sócrates.

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