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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O ano de (quase) todas as eleições

O ano que agora começou tem como característica política principal o facto de, no nosso país, se realizarem eleições para o Parlamento Europeu, a Assembleia da República e as Autarquias Locais, para além de alguns partidos (PP, BE e PS) realizarem também as suas eleições internas.

A crise existente no nosso país, que há oito anos diverge da média europeia, agora agravada pela crise internacional, que o primeiro-ministro diz só conhecer recentemente, que põe em causa o próprio sistema capitalista e não apenas a sua componente mais extremista do neo-liberalismo, a juntar àquela acumulação de eleições, transformou 2009 num ano privilegiado para discutir tudo – ideologia, política internacional, nacional e local, políticas sectoriais, programas e projectos, lideranças e equipas, modelos de governação.

Esta situação aconselha a que seja diferenciado o debate político nos diversos actos eleitorais, não misturando ou trocando os temas que prioritariamente devem ser discutidos em cada um deles.

As eleições autárquicas, porque são as que mais gente envolvem e influenciarem mais directamente a vida das populações, são as que mais motivam as pessoas.

Não é, por isso, de estranhar que, apesar de serem as últimas a realizarem-se (se o PS não provocar eleições legislativas antecipadas), serem as que já estão na ordem do dia, com a escolha e apresentação de candidatos e preparação de programas eleitorais.

Tratando-se de uma situação compreensível (a prioridade dada às eleições autárquicas), pelas razões apontadas, ela pode trazer alguns perigos, nomeadamente o da sub estimação da importância das outras eleições.

Importa não esquecer que as eleições que mais irão influenciar as grandes decisões sobre o futuro da “Europa”, com consequências quer no nosso país quer a nível global, são as eleições para o Parlamento Europeu, e que as eleições para a Assembleia da República são decisivas para a definição da política e da constituição do governo que conduzirão o país nos próximos anos.

Quer umas quer outras terão igualmente influência a nível local, porventura de maior impacto do que as eleições locais, pelas alterações no quadro de atribuições das autarquias locais e competências dos seus órgãos e dos meios financeiros colocados à sua disposição quer pelo Orçamento de Estado quer pelos fundos comunitários.

A capacidade de discernir o que está verdadeiramente em causa em cada um dos actos eleitorais é o principal desafio que é colocado aos eleitores em geral e aos partidos políticos em particular.

Será que vão estar à altura do desafio que lhes é colocado, face à maturidade da nossa democracia, ou que vão, mais uma vez, fugir ao debate sério das verdadeiras opções e alternativas ideológicas, políticas e de governação, preferindo a confusão e, muitas vezes, a chicana política?

O estado a que chegaram o mundo, a “Europa”, o país, os municípios e as freguesias recomendam que se opte pelo debate sério e esclarecedor.

A apresentação precipitada de algumas candidaturas, que parecem ter como única justificação a pressa dos responsáveis partidários de se verem livres do processo, não augura nada de bom…

Talvez seja a vontade de atirar a responsabilidade dos processos e de, eventuais, desaires eleitorais para cima dos escolhidos que justifica alguns unanimismos onde menos seria de esperar…

A nova frente de conflitual idade entre o primeiro-ministro e o Presidente da República em relação às datas das eleições, com o primeiro a dar a entender que preferia a realização simultânea das eleições para o Parlamento Europeu com as legislativas, o que implicava a dissolução da Assembleia da República, e o segundo a dizer que preferia a realização simultânea das eleições legislativas e autárquicas, entrando em choque com a opinião anteriormente expressa pelo primeiro-ministro, parece indiciar que, ao contrário do que pediu o Presidente da República e do que garantem os partidos políticos, não será nos caminhos para a saída da crise que todos se irão concentrar prioritariamente…

Alvito, 14 de Janeiro de 2009

Mais Alentejo nº 89

A edição 89 da revista Mais Alentejo já saiu.

 

O tema de capa é. “PROFUNDO E ESQUECIDO – Caminhos do Alentejo desertificado”.

 

Na capa é ainda feita a chamada para:

- “AEROPORTO DE BEJA. Após várias falsas partidas, levanta voo no Verão”;

- “MONTE DO PINTOR. Desenhar e esculpir vinhos em Arraiolos”;

- “António Tereno. Barrancos sempre, até que a voz me doa” – entrevista com o presidente da Câmara Municipal de Barrancos.

 

Na secção “Detalhes” é, nesta edição, dado destaque a “Moura – Depois do azeite, o concelho de Moura acolhe agora a maior central fotovoltaica do mundo na freguesia da Amareleja.”

 

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