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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Poeta Castrado, Não!

No 25.º aniversário do falecimento de Ary dos Santos, Poeta da Revolução, o Avante!  lembra a sua voz interventiva ao serviço da luta dos trabalhadores e dos ideais da liberdade e da democracia.


Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto não pode ser
o poema dia a dia?
um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?
Ah não me venham dizer que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem
Poeta castrado não!

"E agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."

Um exemplo engenhoso do discurso e da política ocorreu recentemente na Assembleia das Nações Unidas e fez a comunidade do mundo sorrir.

 

Um representante de Palestina começou: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés:

- Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, que oportunidade boa de tomar um banho!  Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado."

O representante Israelita saltou furioso e disse, "Que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura."

O representante Palestiniano sorriu e disse: "E agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."

 

Retirado, com a devida vénia, do Alcáçovas.

 

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