Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Principais acontecimentos de 2008" e "Perspectivas para 2009"

Principais acontecimentos de 2008

Internacional

A crise do sistema capitalista, evidenciada pela falência de economia de casino e pela incapacidade de auto-regulação do mercado.

A eleição de Obama para Presidente dos EUA, mais pelo derrube de preconceitos e pelos impactos a nível mundial do que pelas alterações de políticas.

O não da Irlanda ao Tratado Europeu (de Lisboa), mostrando que a construção europeia não deve ser feito “a toque de caixa” dalguns senhores, que desprezam a vontade dos povos.

Nacional

A capacidade de resistência e luta reveladas pelas populações e trabalhadores e suas organizações em defesa do serviço nacional de saúde e do ensino público de qualidade, mostrando que, mesmo com uma maioria, que se esqueceu das promessas eleitorais, prepotente e insensível ao país real, “há mais vida para além do défice” e que as pessoas ainda são capazes de se indignar, como provaram os professores com as suas duas manifestações e a sua greve nacional.

Regional

O processo de extinção das regiões de turismo e de constituição das entidades regionais de turismo, que evidenciou a governamentalização e partidarização que, desde o início, foram apontados à alteração legislativa que o determinou. O PS mostrou, desde a exclusão única de um presidente de uma região de turismo (Évora) da comissão instaladora da Turismo Alentejo até à constituição dos órgãos das novas entidades, onde só à última hora foi incluído um representante da segunda maior força partidária, a forma “democrática” como trata destas coisas – “agora que estamos do poder devemos aproveitar tudo o que ele nos pode dar. Os outros que façam o mesmo quando chegar a vez deles”, como dizem alguns. E, porque o tempo pode não correr tão de feição como parece, vai de colocar os quadros em todos os lugares e de forma a que neles permaneçam por mais tempo…

 

Perspectivas para 2009

Quer a nível internacional, quer nacional, quer regional e local, o próximo ano vai ser marcado por um alargado número de eleições, que a juntar às que se realizaram neste final de 2008, vão determinar o futuro nos próximos anos.

Esperamos que as pessoas saibam tirar as devidas ilações do que se tem passado – crise do sistema capitalista, fracasso do combate ao terrorismo com base na mentira, ligações perigosas de partidos e governos do bloco central de interesses a empresas, abusos das maiorias absolutas, acentuar das desigualdades sociais – e não insistam em confiar o seu voto em quem é responsável por tudo isso.

Esperamos ainda que não seja dada nova oportunidade de continuar a presidir à Comissão Europeia ao “mestre-de-cerimónias” da “cimeira da mentira dos Açores”, o último que ainda se mantém em cena.

Confiamos que os povos, os trabalhadores e as populações estão mais atentos do que parecem e que serão capazes de dar as respostas que estes tempos difíceis exigem.

 

10.12.2008

Publicado no número 88 da revista Mais Alentejo, em conjunto com as opiniões dos outros cronistas, na tradicional  “Ceia dos Cardeais”.

 

Inverter o sentido das políticas

Parece-me estar, mais ou menos, provado que o crescimento económico só por si não é suficiente para promover o desenvolvimento equilibrado dos territórios e das comunidades.

É tempo de inverter o sentido das políticas, pondo o acento tónico no desenvolvimento humano e social, que deve funcionar como motor do desenvolvimento económico.

A ideia de que é necessário produzir mais para assegurar uma melhor distribuição da riqueza produzida, combatendo, dessa forma, a pobreza e a exclusão social faliu. É necessário, pelo contrário, garantir as necessidades mínimas a todos, de maneira que intervenham mais e melhor no processo produtivo e aumentem a produtividade. O combate à pobreza e à exclusão social pode e deve ser o motor mais dinâmico das economias.

As pessoas têm de estar no centro das políticas aprovadas e aplicadas. Não podem limitar-se a ser tratadas como meros números estatísticos.

 

Comentários recentes

  • Anónimo

    alguém pode dizer onde é este lugar?

  • Anónimo

    Concordo a 1000% com M. Frade.Pode-se, rádios, jor...

  • Quim

    Foi a conclusão que EU tirei. Mas não fui o unico....

  • Anónimo

    voto em branco

  • Anónimo

    voto em branco

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds