Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O IP2, a prova dos maus-tratos que estão a infligir ao Alentejo

Muito se tem falado do IP8, da sua importância para o célebre triângulo do desenvolvimento, do número de faixas, de onde até onde, com ou sem portagens, das várias datas marcadas para arranque das obras que nunca mais começam.

Menos se tem falado do IP2, tão ou mais importante que o IP8 para o Alentejo, pelo que tem de estruturante para a região.

Entretanto, o IP2 tem estado a ser reparado, no troço entre Évora e o desvio para Reguengos de Monsaraz.

As obras incluíram a construção de uma rotunda no entroncamento com a estrada de Viana do Alentejo e outra no cruzamento do MARÉ.

A execução destas obras devem fazer-nos reflectir um pouco, designadamente sobre as suas consequências no futuro, o modelo de desenvolvimento do país e os maus-tratos de que o Alentejo continua a ser vítima.

O tipo de obras executadas – de mera reparação, sem terceiras ou quartas vias, com traços contínuos em grandes extensões, rotundas em vez de passagens desniveladas –, são a prova mais que provada que não vamos ter Itinerário Principal tão cedo, mas apenas uma estrada, como tantas outras.

A antiga estrada, que deu origem ao, pomposamente intitulado, Itinerário Principal nº 2, era a segunda mais importante do país. Enquanto a outra ligava Portugal de Norte a Sul pelo Litoral, esta fazia a ligação pelo interior. Eram estradas equiparadas.

Agora, o que temos? - Temos uma auto-estrada a ligar o Minho ao Algarve, temos outra (o IP2) a ligar a Guarda ao Alentejo e o Alentejo a Vila Real de Santo António, e vai ser construído o troço até Bragança, e temos uma estrada, como tantas outras, com troços arranjados como este e outros em razoável ou maus estado, a atravessar o Alentejo.

Daqui resulta que, enquanto se faz o percurso que separa a Guarda de Castelo Branco em meia hora, leva-se uma hora de Évora a Beja ou a Portalegre, para percorrer distâncias semelhantes, com muito menos segurança.

O que é que pode explicar esta situação? O que é que levou o governo a dar prioridade àqueles troços no Centro e no Algarve em prejuízo dos que atravessam o Alentejo?

Estamos fartos de declarações de boas intenções dos governos e de promessas de que agora é que vamos ter o progresso na região, porque o que continua a acontecer é termos de esperar muito mais do que seria razoável por qualquer investimento que possa dar um forte impulso ao desenvolvimento do Alentejo.

Ou não foi isso que aconteceu com Sines, com Alqueva, com o Aeroporto de Beja e continua a acontecer com o IP2 e o IP8, com a modernização da linha-férrea e tantos e tantos outros projectos importantes ou decisivos para o desenvolvimento do Alentejo?

Precisamos de melhor prova de que o Alentejo continua e vai continuar a ser discriminado e vítima dos maus-tratos do governo?

E ainda têm o descaramento de nos acusarem de sermos lentos e de pouco fazermos pelo nosso futuro…

Até quando vamos manter a nossa calma e aguentar que nos tratem mal, pior do que aos das outras regiões?

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 29.10.2008.

 

Técnico de vendas…

«Sinto-me envergonhado ao ver o primeiro-ministro do meu país a desempenhar o papel de vendedor de banha da cobra numa cimeira de chefes de Estado e de Governo. De cada vez que a cena passa na televisão, sinto vontade de me enfiar num buraco. A cena revela falta de sentido de Estado, falta de bom senso e falta de vergonha. Não é verdade que – como ele diz – o computador «Magalhães» seja um produto genuinamente português e, ainda menos, ibero-americano. Mas, mesmo que o fosse, um mínimo de pudor deveria ter impedido o primeiro-ministro de vestir a pele de um vulgar promotor de vendas de um produto comercial que está bem longe da excelência. Para o engenheiro José Sócrates, a ausência de oposição à altura e de alternativa credível, em Portugal, convenceu-o de que tudo lhe é permitido aquém e além-mar – por cá, na Europa e na América Latina – sem medo de que o ridículo dê cabo dele.»

Alfredo Barroso, in
Sorumbático

Comentários recentes

  • Anónimo

    Palavras para quê? É o PS no seu melhor nas instit...

  • Anónimo

    Factos são factos. Palavras para quê??!

  • Anónimo

    "os filhos da casa" vão resolver o assunto!...o qu...

  • Anónimo

    Deixo aqui um post que retirei do Facebook, de um ...

  • Anónimo

    Não concordo. Como bem diz, dada a manifesta incap...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds