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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

A crise do capitalismo

O capitalismo está a atravessar a sua, talvez, maior crise. Por mais que tentem disfarçar, por mais que tentem justificar com o tom, mais ou menos liberal, o que está realmente em causa é o sistema capitalista.

Ainda é cedo para se falar no seu fim. Não vamos cair na tentação fácil em que os seus defensores caíram ao decretar o fim do comunismo, perante os desaires das experiências socialistas na ex-URSS e respectivo bloco.

O capitalismo tem, ao longo da sua história, mostrado uma enorme capacidade de adaptação às novas situações.

Nesta perspectiva, podemos dizer que aquelas experiências socialistas constituíram, durante mais de meio século, o seu seguro de vida. O capitalismo foi obrigado a criar o “estado social” para responder aos avanços civilizacionais, nas áreas sociais, da educação, da cultura e outras, conseguidos por aquelas experiências socialistas.

Com elas quem mais beneficiou foram os povos dos países capitalistas, porque sem este confronto ideológico e de poder jamais o capitalismo teria sido tão condescendente, porque ele se caracteriza, em última análise, pela exploração desenfreada do homem (que mais não tem do que os seus braços e cérebro) pelo homem (detentor do poder).

O que, hoje, está, verdadeiramente, em causa é o sistema capitalista. Não se trata apenas de apurar se o mercado tudo resolve, se o capitalismo deve ser mais ou menos liberal, se precisa de mais ou menos regulação. Está demonstrado que os mecanismos de regulação que criou estão ao serviço dos que deviam ser controlados. O capitalismo não tem regras nem princípios e recorre, sempre que necessário, aos métodos que diz abominar para tentar sobreviver.

As nacionalizações e as intervenções dos Estados em grandes empresas financeiras falidas e os acordos de adversários políticos (Mcain e Obama) mais não são do que tentativas para salvar o sistema capitalista.

O capitalismo serve-se de todas as habilidades para servir os interesses dos capitalistas, usando como exército os que ambicionam sê-lo, ludibriando-os, fazendo-os crer que tal é possível.

Há quem se esforce por explicar o indemonstrável. Mário Soares, sempre que fala sobre a situação mundial, fala em crise financeira, económica, social, ambiental, mas quando aborda a situação no nosso país, faz a apologia do governo como se este estivesse a resolver todos os problemas, não só os nossos mas também os causados pela crise internacional.

Em vez de assumir a sua (e do seu partido) incapacidade (ou falta de vontade) de pôr em prática o que diz defender, insiste em mistificar a realidade, em defender a governação do seu partido por mais injusta que seja, como tem sido, e em tentar mostrar que está de um lado da barricada quando, na prática, está do outro.

O que, de facto, distingue a esquerda da direita, não é o método, o regime democrático ou autoritário, por mais importante que seja e é, mas o fim que se pretende alcançar, o sistema socialista ou capitalista.

Enquanto esteve em causa o combate ao fascismo e a defesa do regime democrático foi possível gerar amplos consensos e grandes frentes de luta. Quando a opção a fazer passou a ser capitalismo ou socialismo muitos democratas recuaram e optaram pelo capitalismo, ou seja, pela exploração do homem pelo homem, embora alguns tivessem e tenham genuínas preocupações sociais.

Mas o problema não se resolve com mais ou menos preocupações mas sim com acções. E, quando se chega aqui, alguns ficam-se pelas preocupações como forma de afagarem as suas (más) consciências…

Chegados aqui, o que importa apurar é se o capitalismo ainda é capaz de se regenerar e vencer mais esta crise, se o socialismo é capaz de mostrar que as experiências realizadas falharam não por terem seguido os princípios fundadores do marxismo mas por os terem desrespeitado, ou, se existe uma qualquer outra via, que não as terceiras, de Blair e outros.

São as ideologias, a que alguns prematuramente decretaram o fim, que voltam a estar na ordem do dia.

Alvito, 29 de Setembro de 2008

 

Publicado da Revista Mais Alentejo, nº 86

 

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