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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Nas asas do bairrismo

Hoje vou abordar um tema delicado, que pode gerar alguma polémica mas que entendo dever ser tratado e discutido, de forma a evitar a criação de falsos problemas intra-regionais.

Têm aumentado as manifestações de bairrismo na nossa região, principalmente entre Évora e Beja, nos comentários feitos em blogues e, também, em atitudes e práticas autárquicas, quase sempre com origem em Évora.

O bairrismo, quando encarado numa perspectiva de apropriação do espaço e de valorização do que é nosso, pode ser positivo pela mobilização da população que pode gerar em defesa e na promoção do seu território.

Quando encarado numa perspectiva de desvalorização do que é dos outros só serve para alimentar guerrinhas inconsequentes, alimentadas, muitas vezes, por quem, não conseguindo cumprir promessas que fez, tenta desviar as atenções das populações do essencial.

Existem algumas vantagens comparativas de Évora, como a centralidade, a dimensão e a classificação do seu centro histórico como património da humanidade, que podem e devem ser evidenciadas. 

Sempre que os eborenses e, principalmente, os seus responsáveis políticos usam de sobranceria e falam de cátedra para com os residentes de outros territórios e cidades perdem pontos e compram adversários.

Quando pretendem usar instituições administrativas, desconcentradas da Administração Central, que podem deixar a Cidade tal como nela foram sedeadas, também como vantagens comparativas estão a abusar dos benefícios concedidos pelos governos.

Quando pretendem afirmar a sua vantagem em áreas em que claramente a não têm mostram que não conseguem reconhecer e aceitar a diferença e, muito menos, a maior competitividade de outros, mesmo quando ela parece evidente.

É o que parece estar a passar-se com anúncios em catadupa, com a colaboração do governo, de projectos de construção ora de aviões ora de asas, que depois se vem a saber que não passaram de trapaças ou nunca chegaram a ser projectos, embora classificados como PIN.

Assumir-se como “Cidade Aeronáutica” e imaginar-se “Nas Asas do Desenvolvimento” quando tem um aeródromo como tantos outros e tenta, com a cumplicidade do governo, atrair projectos aeronáuticos revela um espírito muito criativo, promiscuidade partidária e um bairrismo saloio e provocatório.

Então porque e para que é que está a ser construído um aeroporto em Beja, aproveitando as pistas da Base Aérea existente se a criação de um eventual cluster aeronáutico for desenvolvido noutros locais?

Apetece perguntar ainda: Porque não começar já a conceber Évora como “Cidade Portuária” e tentar instalar nela alguns dos projectos previstos para Sines? A forma e o ritmo com que Portugal se está a afundar talvez dê alguma oportunidade ao projecto… Sempre diversificavam as guerrinhas bairristas e confirmavam as ambições dos seus responsáveis…

Deixemos a ironia e voltemos ao sério da questão.

Não é desta forma, exacerbando bairrismos saloios, que se reforça a coesão regional e se criam condições para a criação da região Alentejo.

A competitividade entre territórios deve travar-se através da afirmação do que os diferencia, torna únicos ou oferece vantagens comparativas em relação a outros. Esquecer ou escamotear isso é um erro grave, que pode pagar-se caro.

A importância de Évora e as suas vantagens comparativas são suficientes para a tornarem mais competitiva e dispensam tiradas e manobras bacocas de alguns dos seus habitantes e responsáveis políticos.

A Cidade e a sua população merecem melhor e o Alentejo também.

Lido na Rádio Terra Mãe, em 01.10.2008.

 

Francisco Santos preocupado com adiamento do IP8,

afirma que “se o adiamento se confirmar é muito mau, significa que a construção do IP8 continua longe de ser uma realidade”, que "vamos ter um aeroporto pronto dentro de poucos meses, mas com acessos miseráveis" e que "o tempo é de luta e que todos devem fazer força para que o IP8, construído em perfil de auto-estrada, venha a ser uma realidade".

 

A Edifer, que disputa a fase final da concessão rodoviária do Baixo Alentejo, pediu o adiamento, justificando este pedido com “a crescente falta de liquidez dos mercados financeiros”.

 

Comentários recentes

  • Anónimo

    ????????????????????

  • Anónimo

    Ninguém comenta a capa verde?

  • Anónimo

    Obrigado caro amigo. Um grande abraço. Ricardo (Se...

  • Ana Matos Pires

    Sim, vai seguir mail e o jornal fará o que entende...

  • Anónimo

    Dra,, esse reparo devia ser enviado directamente a...

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