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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Mais Alentejo nº 85

Zé LG Zé LG, 21.09.08

Já saiu mais um número da revista Mais Alentejo.

Traz como tema de capa “EI-LOS QUE PARTEM – Histórias da emigração alentejana”.

 

Outros temas com chamada na capa são:

- “Adega Cooperativa de Borba – Um percurso de mais de 50 anos a dar de beber”;

- “VIOLA CAMPANIÇA – Para que a tradição não se perca, reinventando sons”;

- “Fernando Caeiros – Os novos desafios do antigo “dinossauro” autárquico”, o protagonista deste número.

 

Na secção DETALHES, destaque para Portel - "A meio caminho entre duas capitais de distrito - Évora e Beja -, Portel teima em remar contra a maré de uma região, por muitos, considerada deprimida." 

 

Os sucessos da governação de José Sócrates

Zé LG Zé LG, 21.09.08

O primeiro-ministro, o governo e o PS repetem-se em apontar os sucessos da sua governação, que só por dificuldade de comunicação, má vontade das oposições e de alguns insatisfeitos crónicos do PS ou incompreensão do Povo não são reconhecidos.

O sucesso da presidência portuguesa da UE e de José Sócrates foram muito realçadas, mas, o que foi apontado como mais decisivo para a UE – a Estratégia de Lisboa e o Tratado de Lisboa –, está a sofrer entraves, alguns vindos de onde menos seria de esperar ou de onde foi conseguida a disponibilidade para assinar o Tratado, à última hora e não se sabe a troco de quê. O que Portugal e a UE ganharam com mais esta presidência portuguesa, para além da maior notoriedade do país e de José Sócrates e mais alguns colaboradores? Talvez um dia se possa fazer esse balanço…

Para além de anúncios muito ampliados dos negócios com Bill Gates, da compra e distribuição de muitos computadores, de novos balcões e casas na hora, quais as efectivas repercussões do Plano Tecnológico e do Simplex? Talvez mais tarde se consiga compreender o seu verdadeiro alcance...

Para além dos anúncios de grandes e estruturantes obras – auto-estradas, itinerários principais e complementares, modernização da via-férrea, pontes, infra-estruturas de abastecimento de água, saneamento básico e tratamento de resíduos, já para não falar nas mais faraónicas: o novo aeroporto de Lisboa (que dantes era na Ota e agora é em Alcochete) e o TGV, muitos desses projectos persistem em não passar do papel e outros avançam apesar de alguns entraves, designadamente de insuficiente estudo de custo-benefício e ambientais, que agora parecem ter pouca importância para o antigo ministro do Ambiente, José Sócrates.

Os PIN’s foram apresentados como forma ideal de viabilizar grandes projectos de interesse nacional sem terem de percorrer o calvário da burocracia nacional. Mas, para além de traduzirem o “baixar de braços” do governo em vencer a batalha da desburocratização, mostraram também que se destinam a permitir a construção onde a legislação não permite e, mesmo assim, importa apurar quantos já avançaram de facto e promovidos por quem.

Ainda podíamos falar no combate à pobreza e à exclusão social, à corrupção, à evasão fiscal e à criminalidade de colarinho branco, às mordomias dos políticos, administradores de empresas e de outros altos cargos, ao desemprego e na criação de postos de trabalho, que a maioria parlamentar/poder absoluto do PS considera como êxitos que tem conseguido, mas o espaço não permite.

Vou apenas, antes de terminar, abordar os sucessos que constituem a nível regional o Aeroporto de Beja e o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

O primeiro, que foi lançado pelo governo de António Guterres, já lá vão uns anitos, continua sem se saber quando fica concluído nem quem e como vai ser gerido e para que vai servir, pese embora o trabalho realizado pela presente administração, e, pelos vistos, está a ser excluído do cluster aeronáutico, que volta a ser prometido em vésperas de eleições.

O segundo, cuja conclusão o primeiro-ministro insiste em apontar para 2012, mas cujo prazo mais seguro é 2015, à custa de uma engenharia financeira que envolveu a concessão da exploração hidroeléctrica à EDP e empréstimos bancários e obrigacionistas em vez das comparticipações do OE, continua sem ter definido o preço da água, elemento fundamental e estruturante do futuro na agricultura da zona.

Não importa apenas fazer e muito menos anunciar que se vai fazer. Importa também clarificar a necessidade, a prioridade, o custo-benefício, a disponibilidade de financiamento dos empreendimentos e investimentos a fazer, de forma a assegurar a sustentabilidade do processo de desenvolvimento que se pretende promover e a não comprometer o desenvolvimento futuro e as gerações vindouras.

O rigor e a transparência exigem-no!

Alvito, 12 de Agosto de 2008