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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Agricultura é um dos principais pilares da nossa economia

“Estamos a descobrir novamente a agricultura e, de repente, descobrimos que estamos endividados” – ouvi, ontem de manhã, um assessor do Presidente da República afirmar, em tom irónico, numa reunião em que participei.

De imediato e com toda a razão, sem ligar à ironia da afirmação, uma camarada meu afirmou: “Só agora não! Nós já dizemos isso há muito tempo. Eles, do bloco central, é que têm fingido não ver.”

De facto, quem fez tal afirmação foi um antigo director-geral da Comissão Europeia, antigo ministro do PSD e actual assessor do Presidente da República.

Mesmo tendo em conta o tom irónico com que foi feita aquela afirmação, não podemos deixar de ter presente a política ziguezagueante do bloco central de interesses, quer na União Europeia quer em Portugal.

Com é evidente, não foi só agora que descobriram que a política de destruição do sector produtivo, designadamente da agricultura e pescas, não podia dar bom resultado.

Também não foi só agora que descobriram que sem produção de bens essenciais, e outros para que temos capacidade de produção, o endividamento progressivo e a dependência externa são inevitáveis.

Mas também é verdade que, como se costuma dizer, mais vale tarde que nunca. E, neste caso, também a ironia só serviu para reconhecer as responsabilidades próprias, do bloco central e da sua política.

A agricultura tem de ser sempre um dos principais pilares da nossa economia. Dela depende a nossa sobrevivência enquanto seres que precisam de se alimentar e enquanto povo que pretende manter a sua auto-suficiência e independência, entendidas num mundo, cada vez mais, interdependente.

A qualidade do nosso ambiente, a riqueza do nosso património cultural e a nossa forte identidade regional constituem um bom suporte ao processo de desenvolvimento do Alentejo, tal como os recursos naturais (minérios, sol, vento, ondas e outros) e as infra-estruturas (Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, Porto de Sines, Aeroporto de Beja, plataformas logísticas e outras), as pescas e o turismo constituem potencialidades que, se bem aproveitadas, ajudarão a mudar, para melhor, a região num futuro próximo.

Mas nunca poderemos abdicar ou desvalorizar a importância decisiva que a agricultura tem para o Alentejo. Não só enquanto sector económico mas também enquanto factor cultural que nos marca e moldou ao longo dos tempos.

Não podemos ignorar nem subestimar a importância decisiva que sectores como a agricultura, as pescas, a indústria extractiva e as indústrias transformadoras têm para a nossa sobrevivência e independência enquanto povo e para processo de desenvolvimento da nossa região.

E nessa perspectiva, não podemos nem devemos considerar apenas as grandes empresas, nem a inevitabilidade da caminhada de sentido único para elas por força da economia de escala, mas também o papel importante que as explorações familiares vão continuar a desempenhar para esse desiderato.

Não podemos aceitar limitarmo-nos a ser prestadores de serviços da Europa em que estamos integrados.

Antes disso, temos de ter a capacidade suficiente para, aproveitando os nossos recursos endógenos, produzirmos tudo o que possa contribuir para a nossa auto-suficiência e a nossa independência nacional, entendidas, como atrás já referi, num mundo interdependente com aquele em que vivemos.

Só assim será possível contrariar o endividamento externo crescente nos últimos anos e, dessa forma e com uma mais justa repartição da riqueza produzida, termos um país com mais riqueza, maior independência e mais justo.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 29.07.2008.

 

"Por um punhado de terra"

teve ontem a sua ante-estreia 

no Salão de Festas de Ervidel. 

Este filme, de 90 minutos,

que, durante um ano,

envolveu várias dezenas de jovens que criaram

o argumento, o guarda-roupa e os cenários,

foi realizado pela

Associação Juvenil Amigos do Roxo

e aborda a luta pela posse de terra no Alentejo,

na primeira metade do século XIX.

 

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