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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvito e Vidigueira são os municípios alentejanos melhor colocados num ranking global,

que consta no anuário dos municípios portugueses de 2006 apresentado hoje pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), a partir de uma tabela elaborada com base na ponderação de dez indicadores: dívidas a terceiros por habitante; liquidez; endividamento líquido por habitante; resultado líquido nos últimos dois anos, por habitante; peso das despesas com pessoal nas despesas totais; arrecadação de impostos e taxas por habitante; diminuição dos passivos financeiros; grau de execução de receita nos últimos dois anos; investimentos por habitante nos últimos dois anos e grau de cumprimento do POCAL.

 

Quatro notas breves

Fernando Caeiros eleito para a Comissão Directiva do PORAlentejo

Fernando Caeiros, presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, foi escolhido, para vogal efectivo da Comissão Directiva do Programa Operacional Regional do Alentejo, em substituição de Silvino Sequeira, que se demitiu e regressou à Câmara Municipal de Rio Maior.

Fernando Caeiros foi eleito pela maioria dos presidentes das câmaras municipais do Alentejo e da Lezíria do Ribatejo.

Devia ter sido eleito por unanimidade ou consenso de todos os autarcas.

Porque o merecia, quer pela sua longa experiência – é presidente da Câmara Municipal de Castro Verde desde as primeiras eleições autárquicas de Dezembro de 1976 –, quer, principalmente, pela sua postura construtiva e de unidade entre todos.

Tal só não aconteceu porque os partidos têm necessidade de estarem permanentemente a marcar o seu espaço, mesmo quando não há necessidade disso ou isso pode ser prejudicial à coesão regional.

 

Alentejo XXI, o congresso da unidade do Alentejo

Realizou-se, no passado fim-de-semana, o 14º Congresso Alentejo XXI, que aprovou a “Declaração de Beja”, um documento síntese que aponta os principais caminhos para o futuro da região, entre eles o da criação da região administrativa do Alentejo.

As estruturas dirigentes do distrito de Beja do PS e do PSD anunciaram, nas vésperas do Congresso, que nele não participariam institucionalmente, porque consideravam pouco interessante a sua realização, cuja democraticidade punham em causa.

O Congresso contou com muitas e activas participações de militantes, incluindo dirigentes, daqueles partidos, não constando que tenham sentido qualquer constrangimento na sua participação ou falta de democracia no funcionamento do congresso.

Mais uma vez, alguns dirigentes partidários preferiram evidenciar os seus preconceitos ideológicos e políticos a contribuírem para a unidade em torno de uma plataforma estratégica comum para o progresso do Alentejo.

 

Vulnerabilidades nacionais

A paralisação dos camionistas na semana passada pôs em evidência as dificuldades que o governo tem em lidar com situações de crise.

Uma das principais características da liderança é a capacidade de antever os problemas para antecipar a respectiva solução de forma a evitar as crises.

Não só o governo não mostrou ter essa característica como se mostrou muito hesitante na forma como usou a autoridade democrática quando o estado de direito foi posto em causa.

Hesitar entre o exercício da autoridade e o diálogo com os “fora-da-lei, entre a prepotência e a humildade não dá garantias de equilibrado exercício do poder nem de estabilidade.

Reconhecer as vulnerabilidades do país face às limitações dos circuitos de distribuição, perante uma crise como esta, como fez o primeiro-ministro na Assembleia da República, é importante para as enfrentar e tentar ultrapassar mas nada resolve se não forem rapidamente tomadas as medidas que minimizem, no curto prazo, esses problemas e que os resolvam definitivamente.

 

União Europeia a bem ou a mal

O país que era apontado como o que mais beneficiou com a integração europeia absteve-se maioritariamente e maioritariamente votou não ao Tratado Europeu.

Em vez de entenderem o não irlandês como um recado para que façam mais para ganhar os povos para a construção europeia e para que esta constitua o maior denominador comum para todos eles, os líderes dos países da União Europeia e da Comissão Europeia resolveram culpar os irlandeses, responsabilizar o seu governo e chantageá-los.

Não mostraram aprender qualquer coisa com mais este revés e insistem em levar o processo por diante, a bem ou a mal, mostrando que a vontade dos povos de pouco ou nada vale quando exprima um sentido diferente da dos senhores da Europa.

Estes não se mostram interessados em satisfazer os anseios e as expectativas dos povos mas apenas empenhados em concretizar o projecto que cozinharam entre si, à margem dos que os elegeram.

Neste momento a sua principal preocupação é fazer com que a Irlanda altere a sua posição, obrigando-a a fazer um novo referendo e exercendo todas as pressões e chantagens para que transforme o “não” em “sim” ao Tratado de Lisboa.

Com estes passos em falso a construção europeia será cada vez menos participada e democrática e a União Europeia será cada vez mais uma união de estados e cada vez se afastará mais da união de povos em que a coesão social e a paz devem ser objectivos cimeiros.

O que está em causa não é o “sim” ou o “não” à União Europeia mas que União Europeia estamos a construir.

 

Lido na Rádio erra Mãe, em 18.06.2008

 

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