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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Este fim-de-semana acontece no Parque

de Feiras e Exposições de Beja:

Ø       Rali Cidade de Beja – verificações técnicas, partidas e chegadas e secretariado;

Ø       Almoço de grupos corais participantes no 14º Congresso Alentejo XXI, no Domingo.

 

Ai a carreira política dele…

José Sócrates afirmou, ontem, na Assembleia da República, que já havia algum tempo que não pensava noutra coisa senão do referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa, até por causa da sua carreira política, o que causou indignação em muita gente.

É caso para estar ainda mais preocupado agora, com o voto maioritariamente não dos irlandeses àquele referendo, em cuja aprovação tanto se empenhou junto de líderes mais reticentes de alguns países.

Uma proposta de caminho para o entendimento dos alentejanos

Tornou-se frequente afirmar que a dificuldade de encontrar o caminho para o desenvolvimento do Alentejo não é a falta de identificação das causas dos seus problemas ou de estudos que apontem soluções.

Desertificação, despovoamento, duplo envelhecimento e consequente falta de massa crítica, incapacidade de aproveitar a exploração das matérias-primas da região para o seu desenvolvimento são algumas das principais dificuldades, mais frequentemente apontadas, como causas das dificuldades que o Alentejo tem para se transformar numa região próspera.

Mas talvez a maior dificuldade que a região enfrenta seja a dos alentejanos se entenderem, quer individualmente quer através das suas principais forças representativas em termos sociais, económicos, políticos e institucionais.

Para ultrapassar essa dificuldade maior é fundamental que seleccionem os projectos, identifiquem as fontes de financiamento possíveis, definam a estratégia e a táctica e consensualizem quais os protagonistas com melhores condições para os concretizarem.

Têm sido criadas e testadas algumas estruturas com esses objectivos mas que, por esta ou aquela razão, não se têm mostrado capazes de os alcançar.

Isso não deve ser entendido como uma impossibilidade intransponível, porque tal significaria a aceitação de que o Alentejo não tem futuro, ao contrário do que todos dizem.

Talvez a sistematização de todos os estudos e projectos feitos para a região possa servir de base á definição do maior denominador comum e contribua para criar uma plataforma, que possa facilitar a mobilização dos alentejanos e o entendimento das suas principais forças representativas para o desenvolvimento da região.

Para que tal possa acontecer será fundamental desenvolver um trabalho tecnicamente sustentado e politicamente participado, através das forças representativas e de estudos de opinião, que ajudem a consensualizar e a consolidar não só o maior denominador comum mas também contribuam para gerar a necessária confiança no processo e do seu sucesso.

Para o desenvolvimento deste processo é fundamental criar uma direcção política plural equilibrada (um representante de cada um dos três ou cinco partidos mais representativos) e uma equipa técnica e um “conselho de sábios”, constituídos pelos técnicos e investigadores que maior e mais reconhecida intervenção têm tido na região.

De todo este trabalho deverá resultar um plano estratégico para o desenvolvimento do Alentejo, que inclua, entre as suas componentes, a identificação dos principais “clusters” e de uma carteira de projectos considerados fundamentais para o progresso da região.

Todas as propostas da equipa técnica que tenham parecer favorável do “conselho de sábios” mas não consigam o suficiente consenso político, institucional e popular, não deverão integrar o plano estratégico, podendo ser aproveitadas pelas entidades que os considerem úteis, designadamente a nível municipal ou associativo.

Naturalmente que, todos os protagonistas envolvidos, devem dar prioridade à concretização das propostas do plano estratégico. A isso se devem obrigar.

A realização do Congresso Alentejo XXI e a postura positiva e construtiva assumida pela sua Organização ao escolher o lema “Caminhos do Futuro”, bem como afirmações feitas por alguns dos seus organizadores e outras individualidades da região, parecem mostrar que começam a ser criadas as condições mínimas necessárias para que os alentejanos se entendam.

É nesse sentido e com esse objectivo que apresento esta proposta sumária do caminho que me parece mais seguro para o alcançar. Pode parecer complexa, morosa, cara e, até, burocrática. Mas julgo que é segura.

Não devemos ser apressados nem demasiado ambiciosos em trilhar os “Caminhos do Futuro”. Mas também não nos devemos acomodar perante as dificuldades do passado.

Não vamos dispor de muitas mais oportunidades para demonstrar que Portugal precisa do Alentejo para ser um país mais equilibrado e próspero e que os alentejanos estão disponíveis para ajudarem a vencer esse desafio.

Os que não quiserem enfrentar este desafio e dar o seu contributo para o vencer devem assumir as suas responsabilidades e serem responsabilizados por empurrarem o Alentejo para “caminhos sem saída”.

Lido na Rádio Terra Mãe, em 11.06.2008.

 

Bravo Nico apela à participação no Congresso Alentejo XXI

A cor política não deve comprometer a discussão sobre o futuro da região, defende o deputado do PS eleito por Évora, afirmando que o Alentejo só conseguirá ser uma das regiões mais ricas do país se os alentejanos se entenderem (ouvir na Rádio Terra Mãe).

Bravo Nico desafia à participação de todas as forças políticas no Congresso Alentejo XXI, que se realiza no próximo fim-de-semana em Beja.

 

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