Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Blog suspenso por decisão inédita de tribunal

O acesso ao blog “Póvoa Online”, “suspeito de prática de acto ilícito”, foi suspenso, pelo tribunal, que julgou procedente a providência cautelar interposta pelo presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Macedo Vieira, e pelo vice-presidente, Aires Pereira, ambos do PSD, e respeitada agora pelo Google.

A sentença, que considerou provado que «a maior parte do conteúdo do blog» consistia em «artigos de opinião», com o objectivo de «difundir, de forma gratuita, a ideia de que os requerentes são corruptos e corruptíveis», foi publicada no novo Póvoa Offline, criado pelo mesmo autor do “Póvoa Online”, para quem, a decisão «sem precedente em Portugal” é o resultado de «uma atitude autoritária e fascizóide» dos políticos visados.

 

O Plano de Acesso a Oftalmologia,

que visa combater os apoios das autarquias aos seus munícipes para serem sujeitos a cirurgias no estrangeiro, nomeadamente em Cuba, foi apresentado pelo primeiro-ministro e pela ministra da Saúde, em Beja.

 

A escolha de Beja, para apresentação do Plano, terá tido a ver com a proximidade de Cuba ou com alguma insinuação quanto à falta de visão dos alentejanos?!...

 

Começa, amanhã, um novo ciclo no Turismo do Alentejo

com o cessar da actividade, a partir de hoje, das Regiões de Turismo Planície Dourada, Évora e São Mamede e a entrada, amanhã, em gestão da Comissão Instaladora da nova Área Regional de Turismo do Alentejo, cujos estatutos deverão ser aprovados na reunião a realizar em 8 de Julho.

A Associação Nacional das Regiões de Turismo voltou a criticar a forma como está a decorrer a fase de transição para as novas entidades regionais de turismo, considerando que há uma abandono da promoção turística.

Os presidentes cessantes das Regiões de Turismo lamentaram a ausência de João Andrade Santos, presidente da Região de Turismo de Évora, na Comissão Instaladora da futura entidade regional de turismo, por opção do secretário de Estado do Turismo.

 

O mundo rural deve ser respeitado e defendido

Jaime Silva, o ministro da Agricultura, quando fala, pronunciando-se seja o que quer que seja, arranja sempre polémica.

É o que mais uma vez aconteceu agora.

Afirmou que a CNA e a CAP têm, entre os seus dirigentes, pessoas de extrema-esquerda e extrema-direita, ligadas a partidos políticos, como se isso fosse proibido, justificando, dessa forma, a convocação de manifestações por ambas as confederações de agricultores, a reivindicar apoios do governo para fazer face às dificuldades extraordinárias que o sector está a atravessar.

Pouco antes afirmara que, embora o seu ministério estivesse a analisar as propostas apresentadas pelas confederações de agricultores os problemas destes não se resolvem com subsídios mas com mais produção.

Não é tanto o que em concreto afirma mas o significado das suas afirmações e a forma como as produz que, julgo, merece ser apreciado.

A forma como Jaime Silva se refere aos agricultores e aos funcionários do seu ministério, que ele também é, segundo julgo saber, é a do confronto como se eles fossem os seus inimigos a abater, os malandros que só querem subsídios e os malandros que nada fazem e  se aproveitam das suas funções para tratarem dos ses interesses pessoais.

É o estilo do chefe do governo, José Sócrates, o “animal feroz”, como se intitulou a si próprio, e que segue à risca o lema do “sempre presente” Jorge Coelho de que “quem se mete com o PS come”.

Mas é também a interpretação populista de que quem ataca os malandros dos agricultores, dando a ideia que são todos grandes e que só vivem de subsídios, e dos funcionários públicos, dando a ideia que são todos uns aproveitadores das benesses do Estado, é bem visto pelos outros portugueses, que são a maioria.

Mas, e isso é ainda mais grave, representa a visão que os urbanos têm do mundo rural e, em particular, da agricultura.

É a visão de que o mundo rural não tem qualquer interesse, não presta a não ser para passar uns dias num qualquer “monte” próprio ou de amigos nada interesseiros, ou, ainda, num qualquer empreendimento turístico, de preferência PIN, a marca certificada deste governo.

E só para esse fim é que se justifica, na sua opinião, investir em infra-estruturas como electrificação, caminhos, alojamentos ou outros edifícios para armazenamento, guarda de equipamentos ou gado.

É nessa perspectiva que o ministro e o seu ministério acham que não se justificam as electrificações na Serra de Serpa, porque só serviriam alguns que persistem em por ali se manterem ou, pior do que isso, ali instalaram pequenas unidades agro-alimentares de fabrico de queijos ou enchidos.

Era o que faltava! Se ainda fosse para alguma unidade turística, mesmo que só para os próprios e para os amigos, ainda se podia ver o que se poderia fazer…

É nessa perspectiva, ainda, que acham que a energia verde deve acabar e que o gasóleo verde e os outros factores de produção podem subir à vontade porque, para ser competitiva a agricultura tem é de produzir mais.

É evidente que, para eles, é mais importante fornecer o gasóleo mais barato às embarcações de recreio, incluindo os iates particulares, do que aos barcos de pesca ou à agricultura.

É evidente, também, que já se “esqueceram” das orientações contraditórias das várias PAC’s e que ainda não há muito tempo eram pagos subsídios a alguns agricultores para não produzirem ou não produzirem para além de determinadas quotas.

“Tudo isto é triste, tudo isto é fado”, mas é também a nossa subsistência alimentar e enquanto povo que estão a pôr em causa. 

Precisamos todos de comer com regularidade. Os produtos alimentares que consumimos são produzidos, na quase totalidade, no mundo rural, pela agricultura e transformados pela agro-indústria de cá ou de outros países.

Só este “pequeno” facto deveria levar os nossos governantes a terem mais respeito pelo mundo rural e por todos os que nele vivem ou trabalham.

Mas o mundo rural é mais do isso. É também cultura, a mais genuína, a que melhor nos identifica como povo. É, principalmente, isto que deve ser respeitado e defendido.

Lido na Rádio Terra Mãe, em 25 de Junho de 2008.

 

Associação de Utentes de Saúde do Distrito de Beja vai lançar uma Petição

reclamando, entre outras matérias: o alargamento dos horários dos centros de saúde; o reforço dos recursos humanos, sobretudo de médicos; o reforço das viaturas de suporte intermédio de vida (SIV) e a garantia dos recursos humanos indispensáveis ao seu funcionamento e a instalação de um Centro Distrital de Orientação de Doentes Urgentes, na sede dos Bombeiros Voluntários de Beja, que será entregue na Assembleia da República.

A Associação vai, ainda, solicitar reuniões com os Conselhos de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Alentejo e da ARS do Alentejo, bem como com os presidentes das câmaras municipais do distrito de Beja.

 

Acção Geral de Protesto e Luta da CGTP, hoje

Porque «esta revisão das leis laborais, a carestia de vida, as pensões e os salários baixos são inaceitáveis», a CGTP-IN apela à participação, hoje, na Acção Geral de Protesto e Luta.

Em Faro, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Marinha Grande, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Vila Real, Viana do Castelo, Viseu, Funchal, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, os trabalhadores vão sair à ruas porque sobram motivos para o descontentamento e o protesto dos trabalhadores e da população em geral.

«Em vez de cumprir as suas promessas eleitorais, o Governo tenta promover uma “negociata apressada”, a coberto da Concertação Social», acusou a CGTP-IN, considerando que «Perde o desenvolvimento de Portugal, ganha o especulador financeiro», lembrando que “a tão falada crise não é para todos”

Pág. 1/14

Comentários recentes

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds