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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Ovibeja contribui para um futuro melhor do Alentejo

Há precisamente um ano, durante a Ovibeja do ano passado, que comecei a colaborar com a Rádio Terra Mãe com estas minhas crónicas.

Quando aceitei esta colaboração desinteressada foi na condição de a manter enquanto a Terra Mãe a considerasse de interesse.

Aquando da interrupção pelas férias de Verão voltei a lembrar aquela condição e perguntei se havia interesse em continuar o que me foi confirmado.

Tenho, entretanto, recebido ecos de que as minhas crónicas são ouvidas com interesse por, pelo menos, algumas pessoas conhecidas, o que é gratificante.

Essa é, naturalmente, a melhor recompensa para quem procura cumprir, da melhor forma que consegue, o compromisso assumido de, semanalmente, escolher um tema e sobre ele reflectir, de maneira a tentar envolver os ouvintes nessa reflexão.

Não é uma tarefa fácil para quem, como eu, tem outras responsabilidades semelhantes e nem sempre tem a imaginação fértil nem a facilidade de transmitir o que pensa como se exige nestas circunstâncias.

Tal tarefa torna-se ainda mais difícil quando o tempo escasseia devido a outras maiores e mais prementes ocupações, que me deixam menos disponível para a escolha e a reflexão de temas que possam interessar aos ouvintes.

É isso precisamente que está a acontecer agora.

Há uma semana discorri sobre a Ovibeja, sobre a sua génese, o seu crescimento e os seus impactos.

Talvez pelas razões atrás apontadas, volto a falar da Ovibeja, desta vez para falar na cultura de organização que lhe está subjacente.

Tendo nascido há 25 anos, no período ainda quente da contra reforma agrária, os seus criadores e organizadores foram capazes de a desenvolver como espaço plural, onde cada um pode apresentar e promover os seus produtos e serviços mas também os seus projectos e ideias.

A sua organização assenta num modelo evolutivo e numa estrutura mínima próprios.

Todos os que nela participam contribuem para o aperfeiçoamento do seu modelo, com os ajustamentos que os organizadores lhe vão introduzindo, através do acolhimento de sugestões e resultantes da experiência adquirida.

A estrutura organizativa própria em que assenta é mínima, contanto com a colaboração de prestadores de serviços, parcerias e outras colaborações para a quase totalidade das diversas componentes organizativas, que actuam com grande autonomia e responsabilidade.

Se não fosse assim, certamente que a Ovibeja não poderia ser organizada com o orçamento que tem e não teria alcançado o sucesso que tem tido.

A Ovibeja é, por isso e como Castro e Brito tantas vezes tem repetido, o que as pessoas, individuais e colectivas quiserem, por ela é obra de todos os que nela participam, a ela prestam serviços ou com ela colaboram.

Há ainda outro aspecto que muito tem contribuído para a forma como o povo alentejano a acolheu, que resulta da abertura das suas portas às crianças das escolas e aos idosos das instituições ou em simples grupos informais.

Estes são os aspectos, porventura os principais, que contribuíram para que a Ovibeja se tenha tornado num caso de sucesso, que merece ser estudado e usado como exemplo noutros projectos do mesmo tipo ou de interesse para a região.

É, por tudo isso, natural que o povo alentejano se reveja nela, encarando-a como empreendimento seu, em que tem muito orgulho e que o ajuda a acreditar na sua capacidade empreendedora e num futuro melhor para o Alentejo.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 30.04.2008.

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