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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Bombeiros Voluntários de Alvito comemoram 58º Aniversário

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alvito assinalou, hoje, o seu 58º aniversário.

Do programa constaram: Içar da Bandeira, Romagem ao Cemitério, Sessão Solene, Bênção da Ambulância oferecida pela Caixa Agrícola, Almoço, Concerto pela Banda e pelo Grupo “Campos do Alentejo”.

Por razões de ordem familiar não pude estar presente. Espero que tudo tenha decorrido bem.

 

Mais e melhor democracia e desenvolvimento

Choca-me ouvir pessoas a dizerem que vivemos hoje pior do antes do 25 de Abril e a responsabilizarem a Revolução dos Cravos por tudo o que existe de menos bom no nosso país.

Naturalmente que se essas pessoas pertencem às famílias que dominavam e controlavam o regime ditatorial então vigente ou se viviam dele ou à sua sombra ainda se poderá admitir que assim pensem, embora muitas delas tenham acabado por ser as mais beneficiadas com o 25 de Abril.

Mas quando se trata de outras pessoas, ouvir afirmações daquelas é não só chocante como preocupante.

Mais preocupante ainda é quando parecem ter esquecido a repressão, a falta de liberdades mais básicas, uma guerra injusta que matou, mutilou e traumatizou tantos portugueses.

É caso para nos interrogarmos e reflectirmos sobre o que levou a que alguns assim pensem, tenham eles vivido naquele tempo e tenham, por isso, a obrigação de terem ainda presente o que é viver numa ditadura fascista, ou sejam jovens que ainda não têm consciência do que era isso.

Sem gastarmos tempo em dissecar se o 25 de Abril foi um golpe de estado ou uma revolução, importa lembrar que o programa do MFA (Movimento da Forças Armadas) contemplava os três D’s, de Descolonização, de Democratização e de Desenvolvimento.

E importa também recordar que o PREC (Processo Revolucionário em Curso), responsabilizado por alguns “democratas” por todos os males ocorridos depois do 25 de Abril, só durou pouco mais de um ano e que, desde então, já passaram 32 anos.

Se pode admitir que tenham havido alguma precipitação e alguns erros cometidos no processo da Descolonização que se possam atribuir ao PREC só por manifesta má fé se pode ainda responsabilizar o PREC por não terem sido melhor concretizados os objectivos de Democratização e de Desenvolvimento do país.

Efectivamente, só por manifesta má fé se podem desresponsabilizar pela situação em que Portugal se encontra, decorridos estes 32 anos de democracia, os que têm, em alternância, governado o nosso país.

Para tal concluir bastaria reler os diversos programas eleitorais com que foram eleitos e os consequentes programas dos sucessivos governos e verificar o que foi ou não concretizado.

Aqui, no nosso Alentejo, sabemos bem, como talvez em nenhuma outra região, o que nos têm prometido e o que têm concretizado e, neste caso, com que atrasos.

Podem alguns afirmar que se o país tivesse sido governado pelos partidos que nunca foram governo que estaria ainda pior, mas isso não passa de um exercício de mera especulação que nunca poderá ser demonstrado.

Mas o que pode ser demonstrado e está à vista de todos, sentido pela esmagadora maioria dos portugueses, é que o país está na situação em que se encontra graças às políticas seguidas pelos partidos que têm sido governo nestes 32 anos de democracia formal.

Têm tido muito tempo e muitas oportunidades de demonstrarem o que, efectivamente, pretendem e são capazes de fazer por Portugal e pelos portugueses. Os resultados estão à vista e não abonam a seu favor.

Não é, por isso, de admirar que cada vez mais portugueses se mostrem insatisfeitos com o país que temos e, principalmente, com os governos e as políticas que temos tido e ainda temos.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 17 de Abril de 2008

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