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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O ambiente é quem mais ordena na 25ª Ovibeja

Já está completo o programa da Ovibeja 25 anos, que se realiza entre os dias 26 de Abril e 4 de Maio no Parque de Feiras e Exposições de Beja, e que pode ser consultado na  íntegra em www.Ovibeja.com.

O tema geral desta edição comemorativa das bodas de prata da maior feira do Sul e de uma das maiores feiras do país tem a ver com "A Agricultura Biológica e as Energias Renováveis", para o que foi criada a Villa Bio, onde o ambiente é quem mais ordena.

A Ovibeja 25 anos será oficialmente inaugurada pelo Presidente da República, às 16h30 do dia 26 de Abril, embora as portas da Feira abram a partir das 10 horas.

CDU quer debater centro histórico de Évora

Os vereadores da CDU da Câmara de Évora lançaram um convite aos eborenses para o debate hoje, às 21h00, no Hotel da Cartuxa, uma vez que tomaram conhecimento, «com perplexidade e indignação», que na agenda da reunião pública da Câmara de Quarta-Feira consta a discussão e deliberação da proposta de enquadramento estratégico para a revitalização do Centro Histórico de Évora.

Histeria hipócrita

 

Um vídeo com imagens de uma aluna a lutar com a professora, que lhe queria retirar o telemóvel, e o resto da turma a assistir satisfeita, tornado público, veio colocar no centro do debate a indisciplina que grassa nas escolas.

 

Imediatamente toda a gente passou a comentar a situação, mostrando-se muitos surpreendidos, incomodados, indignados e a exigir medidas para evitar situações como aquela.

É difícil admitir que alguém neste país não tivesse conhecimento dos problemas que existem nas escolas, principalmente o Presidente da República, os deputados e governantes, dirigentes partidários, professores, encarregados de educação, pelo que as reacções de alguns só poderão ser entendidas no âmbito da mais refinada histeria hipócrita.

Quando se esperava ponderação e uma profunda reflexão sobre as consequências das políticas seguidas nas últimas três décadas e as alterações profundas nos comportamentos dos adolescentes e jovens, temos assistido, com raras excepções, a mais do mesmo.

Alguns políticos e comentadores, principalmente os que têm tido responsabilidades nas políticas de educação, têm falado do assunto como se nada tivessem a ver com ele e dito e escrito as maiores barbaridades sobre ele.

Confundir autoridade com autoritarismo, liberdade com bagunça, indisciplina escolar com criminalidade, entre muitas outras confusões que têm surgido no debate público, não será, certamente, o melhor caminho para encontrar as políticas e as medidas mais adequadas para resolver os problemas.

A prática política deste governo, designadamente do Ministério da Educação, de mexer em tudo ao mesmo tempo, de aplicar medidas sem as testar primeiro e sem envolver os que têm de as implementar, de redução cega de pessoal, de denegrir a imagem do professor e desvalorizar o seu importante papel não poderia dar bom resultado.

Naturalmente que a situação tornada pública não se pode generalizar porque não é o que caracteriza a escola, como não se pode responsabilizar directamente este governo pela situação que se tem vindo a agravar ao longo de décadas, embora nada tenha feito, que se reconheça, para a resolver.

Os problemas da sociedade de hoje exigem estudo, conhecimento e políticas e medidas adequadas e oportunas e não se resolvem com facilitismos, irresponsabilidades e ligeireza. 

Não se admite que políticos profissionais abordem esta e outras questões com a ligeireza do cidadão comum que fala destas questões como fala do futebol, da telenovela ou dos mexericos da terra, enquanto toma um café.

Não se admite que o debate político, principalmente na Assembleia da República, seja feito com base no que diz a comunicação social, em suspeitas ou especulações, sem argumentos devidamente sustentados e sem nada de útil acrescentar aos temas debatidos.

Os políticos profissionais, que exercem, a tempo inteiro, funções públicas ou partidárias, são pagos para isso, pelo que devem ter brio profissional, fazerem o trabalho de casa e apresentarem-se bem preparados e documentados quando abordam e debatem os assuntos.

A actividade política, principalmente nas instituições, não deve ser encarada com ligeireza e com a principal preocupação de servir os seus agentes mas como uma prestação de serviços à comunidade, de que também fazem parte.

Deve ser encarada e praticada com seriedade, disponibilidade, profissionalismo, competência e muito trabalho. É por isso que é paga.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 02/04/2008.    

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