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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Associação Portas do Território”

No âmbito da nova Associação de Desenvolvimento Local, criada entre o Município e a Diocese de Beja, encontram-se já em fase de projecto os trabalhos de recuperação de cinco imóveis: igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz, catedral (antiga igreja de Santiago), capela de Nossa Senhora do Rosário (igreja de Santa Maria), ermida de Santo André (fechada há longos anos, junto à entrada principal da cidade) e igreja de São Pedro de Pomares (freguesia de Baleizão).

“A institucionalização de um cartão único para a visita aos museus e igrejas históricas do concelho, a existência de um programa de animação comum e a criação de condições de acesso para pessoas com deficiências motoras, visuais e cognitivas são algumas das prioridades que estão sobre a mesa”, realça o Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja.

Museu de Évora já tem uma página na Internet

Acessível em http://museudevora.imc-ip.pt/, a página reúne informação e imagens sobre a história e as colecções do museu, publicações e até um serviço educativo com jogos “on line”.

Segundo o director do Museu de Évora, Joaquim Oliveira Caetano, a abertura desta página constitui um “marco importante na história” da instituição que se vê dotada de um “meio rápido, eficaz e acessível de comunicação com o público”, no ano em que se prepara a reabertura do museu no seu edifício principal depois “de uma série de processos de restauro e de estudo que transformaram em muito a nossa própria visão sobre as colecções e a história do museu”

In: Notícias Alentejo

Complementar especificidades

 

As autarquias locais têm vindo a multiplicar as estruturas – associações, empresas, fundações – em que participam, a nível local, regional, nacional, para além doutras onde têm assento por força da legislação.

 

Esta situação poderia indiciar o aumento do espírito de cooperação e colaboração que deve existir entre autarquias e entre estas e outras entidades públicas e privadas, quando estas desenvolvem actividades de interesse público.

Infelizmente tal nem sempre acontece! Antes pelo contrário, por vezes verifica-se uma acentuação da visão localista e individualista.

Nem sempre os autarcas conseguem alcançar que há interesses que ultrapassam os das suas autarquias, ou, melhor dizendo, que as suas autarquias beneficiarão mais com uma intervenção mais vasta, que ultrapasse o âmbito do seu território.

É por isso que é frequente ouvir autarcas a falar das suas autarquias como se a vida nelas se esgotasse, como se fossem ilhas sem qualquer dependência de outros territórios ou entidades.

É, ainda, por isso que por vezes alguns entram em contradição, reclamando, em certas ocasiões, protagonismos a outros a quem os contestaram ou recusaram noutras alturas.

No caso do Alentejo, sempre foi praticamente impossível definir uma rede urbana hierarquizada, porque sempre que tal foi abordado todos defenderam que todos os centros urbanos devem ser tratados como iguais.

Mas mais grave do que isso, em vez de procurarem afirmar os diferentes territórios pelas suas especificidades, que os diferenciam dos restantes, e, em consequência disso, gerar complementaridades, que a todos beneficiem, assistimos, com demasiada frequência, a todos querem tudo para as suas autarquias, sem defenderem qualquer diferenciação que as distinga umas das outras.

O mesmo se verifica em relação aos parceiros. Em vez das autarquias fomentarem e apoiarem o empreendedorismo, capaz de criar empresas, associações e outras estruturas que dinamizem a vida económica, social e cultural, reservando para si uma intervenção supletiva nessas áreas quando a iniciativa particular não responda às necessidades, aparecem, com demasiada frequência a disputar o seu espaço de intervenção.

Com este tipo de intervenções, que não interessam nem aos territórios nem às comunidades, todos acabam por perder alguma coisa, porque se duplicam meios para desenvolver as mesmas ou actividades semelhantes e se obtêm os mesmos ou inferiores resultados.

Julgo que tal se deve aos jogos políticos que, frequentemente, sobrepõem a táctica e os interesses imediatos à estratégia e à visão de longo prazo.

Julgo que é disto que as pessoas vão compreendendo melhor, que vão ficando mais fartas, acreditando menos no funcionamento deste regime e, por isso, mais dificilmente são mobilizadas a não ser para causas fortes ou problemas concretos.

Julgo, ainda, que será isto que explica algumas concentrações de centenas de pessoas, realizadas quase espontaneamente, à margem dos partidos e de outras estruturas organizativas.

Não pondo em causa nem desvalorizando o interesse destas acções cívicas, parece-me que teria todo o interesse que os políticos em geral e os autarcas em particular, porque estão mais próximos das pessoas, definissem mais claramente a sua intervenção estratégica, promovessem mais a democracia participativa, fomentassem mais o empreendedorismo e desenvolvessem mais a cooperação entre territórios e entidades complementares.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 27.02.2008

Praias e portos de Odemira vão ser melhorados

O Plano de Acção Para o Litoral – 2007/2013 prevê intervenções na Praia do Farol, no porto de pesca da Lapa das Pombas, na praia da Samouqueira, na entrada da Barca no Cabo Sardão e no porto de pesca da Azenha do Mar, que vão ser desenvolvidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade em parceria com a Câmara Municipal de Odemira.

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