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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alentejano eleito presidente do Tribunal de Contas Europeu

O juiz Vítor Manuel da Silva Caldeira, nascido em 1960 em Campo Maior, licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa, com uma pós-graduação em estudos europeus pela mesma faculdade, Inspector de Finanças desde 1984, é o decano do grupo CEAD (Coordenação, avaliação, fiabilidade, desenvolvimento, comunicação) e responsável pela Divisão Audit Development and Reports (ADAR) do TCE, de cujo Comité Administrativo faz actualmente parte.

Neoliberalismo e corrupção

Resolvi abordar, hoje, dois temas que, apesar de serem de âmbito mais vasto, porventura universal, também revelam o que se passa no Alentejo, principalmente se tivermos presente que se trata de uma das regiões com maiores desigualdades sociais.

Os temas que escolhi são os do neoliberalismo e da corrupção, tão presentes no debate político nestes últimos tempos.

“O sistema neoliberal está podre. A economia de casino dos off-shores e das roubalheiras só trouxe desastres e escândalos. É preciso mudá-la!”, escreveu, com precisão certeira, Mário Soares, na última edição da revista Visão.

E não se ficou por aqui, ainda teve o à vontade suficiente lembrar Strauss-Khan, director executivo do FMI, que disse, recentemente, em Davos que “o pior está ainda para vir e que a conjuntura é de grande gravidade”, reconhecendo, por isso, que “Não se pode apenas depender de políticas monetárias para responder ao abrandamento económico”, pelo que “É preciso deixar crescer os défices”, para desenvolver políticas sociais e ambientais, no que foi acompanhado pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

E, mais uma vez com o seu característico à vontade, para não lhe chamar outra coisa, Mário Soares concluiu que é pena que só agora tenham chegado a tais conclusões.

É caso para lhe perguntar há quanto tempo chegou ele a essas conclusões…

Até há bem pouco tempo essas eram posições, classificadas de irresponsáveis, defendidas apenas pelos comunistas e outros sectores da esquerda a sério.

Agora até os responsáveis das mais insuspeitas instituições financeiras do capitalismo se viram obrigadas a reconhecerem o óbvio.

Mas a crise do capitalismo não é apenas financeira, porque, e socorro-me mais uma vez das palavras de Mário Soares, “o neoliberalismo entrou em descrédito irremediável e a globalização selvagem, com as desigualdades a crescerem em flecha, …”

Ou seja, parece que começam a compreender que o capitalismo não é o fim da história.

 

Outro assunto colocado no centro do debate público é o da corrupção.

O tema ganhou outro impacto depois das recentes afirmações públicas do novo bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto.

O homem limitou-se a afirmar o que é por demais evidente, ou seja, há muita gente que tem enriquecido muito sem que para tal se encontrem razões razoáveis, passe o pleonasmo.

Perante tais afirmações, que chamaram a atenção para a evidente necessidade de cumprir a legislação aplicável e de fazer nova legislação e de tomar as medidas adequadas aos escândalos de corrupção e de enriquecimento sem justa causa, que atentam contra os valores mais nobres da República, como reagiram os responsáveis das principais instituições nacionais?

A generalidade deles mostrou porque estão tão descredibilizadas essas instituições – fazendo-se desentendidos, como se de virgens puras se tratassem, reagiram dizendo que se o bastonário tem conhecimento de casos concretos de corrupção os deve comunicar a quem tem competência para os investigar e julgar.

Ora, o que Marinho Pinto fez, como muito bem clarificou, foi criticar o regime e as suas instituições por permitir que tais situações aconteçam impunemente.

Pretender que ele indique nomes de pessoas ou casos concretos, como muitos têm reclamado, incluindo, pasme-se ou talvez não, muita da comunicação social, é querer que nada de novo aconteça e que esta onda de choque passe, para que tudo continue na mesma e a sorrir aos mesmos de sempre.

É a cultura do “Chico esperto”, que tão promovida tem sido, a manifestar-se no seu melhor.

E assim vai a República, 100 anos depois do regicídio…

Lido na Rádio Terra Mãe, em 7 de Fevereiro de 2008

"Reciclar a Brincar" em Vila Nova da Baronia

O Jardim-de-Infância de Vila Nova da Baronia foi distinguido novamente com o Selo Europeu de Qualidade pelo projecto eTwinning "RECICLAR A BRINCAR", o que representa o reconhecimento ao mais alto nível europeu do trabalho desenvolvido pela Profª. Luisa Fadista e pelos seus alunos.

O projecto vencedor será divulgado numa área especial no Portal Europeu www.etwinning.net, juntamente com os outros 10 projectos portugueses distinguidos com este galardão.

Comunistas de Portalegre contra políticas governamentais

A DOR de Portalegre do PCP, em comunicado, considera que o Relatório da Comissão para o Livro Branco para as Relações Laborais "irá traduzir-se na destruição da contratação colectiva, na liberalização dos despedimentos, na desregulamentação do horário de trabalho, com o fim das 40 horas semanais”, mostra-se preocupada com "o encerramento de empresas, a que se vem assistindo nos últimos anos, deixando um rasto de desemprego, de angústia e aflição para muitas famílias”, manifesta-se "contra a diminuição de serviços prestados às populações do distrito, nomeadamente com o recente encerramento aos fins-de-semana e feriados dos Centros de Saúde de Portalegre e Elvas” e defende que "o controlo por parte dos municípios é o garante indispensável para o fornecimento da água às populações em quantidade e qualidade”.

"A Pedra dos Namorados"

“Cumprindo uma tradição antiga, ainda hoje as raparigas solteiras se dirigem a este monumento (perto de São Pedro do Corval) na Segunda-Feira de Páscoa, numa reminiscência de antigos cultos pré-cristãos relacionados com a fertilidade e o seu carácter divinatório, e, de costas, atiram uma pedra para o cimo desta rocha trabalhada. Cada pedra que caia no chão é um de atraso no casamento.”

 

In: Lugares Mágicos de Portugal e Espanha

 

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Comentários recentes

  • Anónimo

    ????????????????????

  • Anónimo

    Ninguém comenta a capa verde?

  • Anónimo

    Obrigado caro amigo. Um grande abraço. Ricardo (Se...

  • Ana Matos Pires

    Sim, vai seguir mail e o jornal fará o que entende...

  • Anónimo

    Dra,, esse reparo devia ser enviado directamente a...

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