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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Não à governação à medida!

Com a polémica gerada em torno da criação das áreas regionais de turismo, em substituição das regiões de turismo, tornaram-se mais evidentes as suspeitas de favorecimento governamental a alguns grandes grupos económicos.

Primeiro, foram os célebres PIN’s – projectos de interesse nacional, que, com a justificação ou desculpa da necessidade de tornar mais céleres e tornear a burocracia, tornaram possível o que antes era impossível – a construção em parques naturais, na reserva ecológica nacional, etc.

Depois, foram os novos planos ou revisões ou alterações de planos de ordenamento do território a multiplicar muitas vezes o número de unidades hoteleiras e os índices de construção antes previstos, passando a ser agora bom o que antes era mau.

Agora, é a criação de algumas áreas regionais de turismo, que parecem desenhadas em função de interesses porventura distintos dos nacionais e regionais, com o argumento de que é necessário dinamizar o desenvolvimento de determinados pólos turísticos.

E, ainda, agora como antes, a gestão de incentivos, com dinheiros públicos, nacionais e comunitários, muito centralizada e orientada para os mesmos de sempre.

Ao levantar estas questões não estamos a pôr em causa a iniciativa privada nem a sugerir a imposição de limitações ao desenvolvimento das suas actividades.

O que não aceitamos é que o governo, em nome do desenvolvimento, que muitas vezes não passa de crescimento económico, altere e ajuste as regras do jogo de forma a beneficiar apenas alguns grandes, que são quase sempre os mesmos.

Temos dificuldade em compreender a necessidade de PIN’s, principalmente se as regras que os determinam não forem claras e consensuais, e achamos que, se o governo reconhece que a burocracia e a legislação é pouco célere, deve alterá-la de forma a ultrapassar as dificuldades existentes para todos e não para alguns.

Não nos incomoda muito que os novos planos ou as revisões e alterações de planos de ordenamento do território alarguem as possibilidades de construção nem que sejam destacadas áreas da reserva ecológica nacional para o mesmo fim, mas achamos que tal deve ser feito com regras claras e não apenas para alimentar interesses especulativos.

Não nos importa muito que à pala de empreendimentos turísticos promovam projectos essencialmente imobiliários, mas não admitimos que o façam à custa do ambiente e passando por cima de tudo e de todos.

Sabendo-se como a economia nacional assenta esmagadoramente nas micro, pequenas e médias empresas e como elas lhe asseguram maior estabilidade, é a elas que o governo deve procurar facilitar a vida e é para elas que devem ser canalizados prioritariamente os incentivos.

Admitimos que o governo não possa ou não queira ter uma política de discriminação positiva para estas empresas mas não aceitamos que as discrimine negativamente, porque tal política não visa o interesse nacional mas apenas o de alguns.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 1º de Janeiro de 2008

Ruínas de São Cucufate encerradas de novo

As ruínas de São Cucufate, situadas em Vila de Frades, estão de novo encerradas ao público, desde o final do ano, devido aos dois funcionários que trabalhavam no local terem terminado os seus vínculos contratuais, e não terem sido substituídos.

Gruta do Escoural continua fechada ao público

A gruta e o centro interpretativo do Escoural, geridos pela Direcção Regional da Cultura, encerrados há quase um ano por falta de pessoal, depois do funcionário se ter reformado, continuam fechados ao público.

A gruta do Escoural, situada na Herdade da Sala, descoberta em 1963 e classificada como Monumento Nacional no mesmo ano, constitui-se como a única caverna conhecida em Portugal, com pinturas e gravuras rupestres realizadas no Paleolítico Superior.

Muralhas do Castelo de Marvão estão a ser restauradas

As muralhas do Castelo de Marvão, embora não ameaçassem ruir, estão a ser alvo de obras de restauro, justificadas com a necessidade de "mudar um pouco o seu aspecto envelhecido", segundo Vítor Frutuoso, o presidente da Câmara Municipal de Marvão.

 

As obras, com um investimento de 350 mil euros, co-financiado pelo Programa Operacional da Cultura, devem estar concluídas em Junho.

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