Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Fuga ao fisco e branquemaneto de capitais

 

Há dias, na Assembleia da República, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais garantiu que grandes empresas de construção civil fogem ao fisco.

 

No dia seguinte, precisando melhor o que dissera antes, afirmou que essas empresas não só fogem ao fisco como também fazem branqueamento de capitais.

O presidente da CIP, em reacção àquelas declarações do secretário de Estado, não só não mostrou qualquer surpresa como, ainda por cima, as confirmou.

A associação das empresas de construção civil, reuniu com o presidente da CIP, não para exigir que esclarecesse quais as empresas que cometem esses crimes, de forma a separar as empresas cumpridoras das criminosas, mas para que ele se retratasse e, como ele não o fez, decidiu abandonar aquela confederação patronal.

O Procurador-Geral da Republica afirmou, em entrevista à revista Visão, que, “Branqueamento de capitais e crimes transnacionais, com esta lei, nunca mais serão investigados”.

Perante esta grave situação interrogamo-nos:

- O que é que o secretário de Estado e o governo têm feito para travar aqueles crimes e condenar os criminosos? Limitaram-se a constatar e, agora, a divulgar a situação?

- O que fez a Assembleia da República, cada um dos grupos parlamentares e os partidos políticos nela representados? Limitaram-se a tomar conhecimento?

- O que fez o Presidente da República, que tanto tem falado da necessidade de combater a corrupção e outros crimes económicos?

- O que fez o sistema judicial, para além do Procurador-Geral da República ter realçado a sua impotência perante a nova legislação?

- Porque nada fizeram a não ser esperar que a onda passasse?

É mau demais para ser verdade!

Mas a realidade é que parece que é assim mesmo. Bonitas palavras e promessas de tudo fazerem para combater a corrupção, o branqueamento de capitais e outros crimes económicos e, na prática, nada fazem para dar combate efectivo a esses crimes.

E se é assim, talvez seja porque têm rabos de palha, porque ganharam alguma coisa com a situação, ou, pelo menos, alimentam expectativas de poderem comer alguma coisa.

Perante esta situação, não podemos deixar de recordar a velha história do Rafael Bordalo Pinheiro, que caricaturou a política com uma porca em que os políticos eram os porquinhos que nela mamavam.

A forma com a generalidade dos poderes instituídos se estão a comportar perante os crimes de colarinho branco, que retratei sumariamente, parece indiciar que a porca está a ser bem tratada e que os porquinhos estão a ser bem alimentados…

Esperava-se que a nossa democracia não chegasse a esta pouca vergonha…

Com comportamentos destes não admira que o nosso país continue a ocupar um lugar pouco prestigiante no ranking da corrupção e outros crimes económicos.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 29 de Dezembro de 2007

Comentários recentes

  • Anónimo

    M. Frade, não compreendeu o que petendi dizer com ...

  • Munhoz Frade

    Quis dizer “gerar” e não “gerais”. Não reparei na ...

  • Anónimo

    Seria voltar a focar as questões ligadas ao modo d...

  • Munhoz Frade

    Um pouco de polémica, meu caro ZLG:Sabemos que cau...

  • Anónimo

    É pena que o próprio DA não se tenha interessado p...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds