Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Câmara de Alvito apoia Requalificação dos Portais Manuelinos

A Câmara Municipal de Alvito aprovou um apoio a fundo perdido para a requalificação dos portais manuelinos, não só com vista à sua valorização, mas também com o objectivo da melhoria da imagem e do enriquecimento da oferta turística do concelho.

As intervenções financiadas prevêem a substituição, reparação ou conservação de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido interesse patrimonial, podendo o financiamento a fundo perdido, por portal, ir até aos 75% do montante total da intervenção.

Os proprietários dos portais e janelas que cumpram os requisitos previstos no regulamento, que entrará em vigor após aprovação da Assembleia Municipal em Dezembro, deverão apresentar candidatura no Gabinete Técnico da Câmara Municipal e, depois da intervenção, permitir a colocação, em local visível, da inscrição “Cantaria de Interesse Municipal”, que passará a integrar, formalmente, o Itinerário Manuelino do Concelho de Alvito.

Os bancos são só para os ricos!

“Os bancos não são só para os ricos!” – foi esta, ou outra parecida, a expressão de Joe Berardo a propósito do perdão de dívida de uns milhões de euros ao filho do Jardim Gonçalves, ex-presidente do maior banco privado português.

Mais tarde, veio a saber-se que houve, pelo menos, mais um perdão de dívida de juros a um administrador daquele mesmo banco.

Estas situações, de enorme gravidade e ilegalidade, terão acontecido com a “complacência” do fundador e antigo presidente e do actual presidente do banco.

Haverá ainda outras situações menos “normais”, como a utilização do avião do banco pelo Eng.º Jardim Gonçalves, segundo Joe Berardo, como se fosse o “dono” do banco.

Estas situações levantam várias questões pertinentes.

Porque é que nenhum responsável – administrador ou membro de qualquer outro órgão do banco ou os revisores oficiais de contas – denunciou, ao longo destes anos, estas situações?

Porque é que o Banco de Portugal, tão célere a publicitar indicadores e previsões que interessam ao governo, não deu por nada? Não lhe compete fiscalizar a regularidade da actuação dos bancos?

Porque é que a Associação de Bancos não se apercebeu ou encobriu as situações, agora postas a nu?

Porque é que ninguém antes deu por nada e só agora aquelas situações são denunciadas?

Para além dos jogos de interesses pessoais de administradores e outros responsáveis bancários, de interesses de posições na disputa inter-bancos, da especulação bolsista, o que estas situações vêm confirmar é que, ao contrário do que Joe Berardo terá afirmado, os bancos são mesmo só para os ricos.

E para que possam desempenhar bem esse papel, de servir os ricos, o governo isenta-os ou reduz-lhes as taxas de impostos a pagar, de forma a garantir-lhes lucros obscenos, que dão para cobrir estas falcatruas dos protegidos (os ricos) e distribuir umas migalhas pelos pequenos accionistas, para lhes alimentar a ideia capitalista de que são ricos como os outros, que também são “donos” dos bancos.

Como tem sido bastante denunciado, por várias pessoas, os bancos exigem todo o tipo de garantias a quem precisa de um pequeno empréstimo e os utilizadores desses empréstimos vão parar às cadeias se os não solverem, enquanto concedem grandes empréstimos sem garantias mínimas e até chegam ao despudor, como nestes casos, a perdoarem as dívidas ou os juros aos ricos, seus protegidos.

 

Aquela frase, atribuída a Joe Berardo, faz-nos recordar outra bem mais revolucionária: “Os ricos que paguem a crise”, da UDP, hoje dissolvida no Bloco de Esquerda.

A questão é que não só os ricos não pagam a crise, porque vivem à custa do sistema e das crises que ele gere, como os bancos são só para os ricos, porque são deles e, num caso e noutro, têm quem lhes proteja os interesses no aparelho do Estado.

A par disto, o governo mostra-se preocupado com as actividades sindicais dos trabalhadores e extremamente zeloso da sua legalidade, usando as forças policiais para acções que fazem lembrar os tempos que já lá vão, que, felizmente, muitos, os mais jovens, não conheceram.

Não lhe basta apertar-lhes, cada vez mais, o cinto, através de aumentos salariais abaixo da taxa de inflação. Não lhe basta rasgar contratos assinados com funcionários públicos e mandar milhares deles para o eufemístico “quadro de excedentes”. Não lhe basta “alterar as regras a meio do jogo” e aumentar-lhes a idade para a reforma e reduzir-lhes os valores das pensões.

Tudo isso ainda é pouco para o governo maltratar quem tudo produz. Por isso, os quer “bem comportados” e de “bico calado”. E nada de manifestações, principalmente quando põem em causa o presidente do Conselho, perdão, o primeiro-ministro.

Quando uma sociedade trata tão mal os que tudo produzem como quer aumentar a produtividade? Quando um governo mostra tanto desprezo pelos trabalhadores e ataca tanto os seus sindicatos como é que espera contar com o seu apoio?

O sistema capitalista talvez não esteja tão bem como alguns julgam. O capitalismo não é, seguramente, o fim da história.

Alvito, 17 de Outubro de 2007

 

Publicado na edição nº 77 da revista Mais Alentejo.

Ana Paula Canha ganha “Prémio Inovação”

A docente de Biologia, Ana Paula Canha, da Escola Secundária Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, ganhou o “Prémio Inovação”, distinção de Mérito, integrado no Prémio Nacional do Professor, que foi lançado o ano passado pelo governo.

“Trata-se do reconhecimento de um trabalho de uma equipa composta por mim e pelos meus alunos”, disse, à Rádio Voz da Planície, Ana Paula Canha, considerando que “Um prémio arrasta consigo responsabilidades, mas, também mais facilidades na hora de pedir apoios”.

A professora e principal dinamizadora do Clube BIGEO, daquela Escola, já desenvolveu, entre outros, os projectos de investigação “O declínio do montado” e “Propriedades bactericidas de plantas medicinais”, promoveu uma exposição interactiva sobre o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação e um jornal de parede conhecido como Jornal do BIGEO.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Não podes estar mais longe. O eterno e sempre à mã...

  • Anónimo

    Se há tanta clarividência acerca da geringonça com...

  • Anónimo

    Sem dúvida, sobretudo os grandes interesses capita...

  • Anónimo

    Tal e qual ... até que enfim que alguém vai ao cer...

  • Anónimo

    Esta técnica de mal-dizer é cronicamente utilizada...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds