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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Feiras são importantes para a dinamização da economia

Há alguns anos atrás, era frequente ouvir-se dizer que as feiras estavam em vias de extinção.

Sempre contestei essa visão, porque me parecia que o que iria acontecer era precisamente o contrário, ou seja, que iriam aparecer mais feiras e que teriam uma cada vez maior dinâmica.

A evolução do comércio, nas suas diferentes formas, parecia confirmar aquela visão mais pessimista.

Só que, como em tantas outras situações da vida, a dinamização de sectores de actividades não implica obrigatoriamente o enfraquecimento e a destruição de sectores concorrentes, contribuindo, antes pelo contrário, para a sua dinamização.

Para que tal aconteça é necessário que, perante essas ameaças, os sectores postos em risco sejam capazes de se adaptarem aos novos tempos, encontrando as melhores formas de os enfrentar com sucesso.

É isso que está a acontecer, incluindo com as feiras tradicionais, e que não aconteceria se, com todas as evoluções que se têm registado no mundo, as tradicionais feiras mantivessem as mesmas características de sempre, como se nada tivesse mudado.

Face às novas formas de comércio, designadamente as grandes superfícies, a terem disponível para venda tudo a todo o momento, fez com que as feiras tradicionais deixassem de exercer algumas das suas ancestrais funções.

Foi, por isso, que essas feiras foram ganhando novas componentes, como actividades de animação, colóquios, mostras de actividades económicas, transformando-as em eventos mais modernos e atractivos a públicos mais diversos.

Entretanto foram surgindo e desenvolvendo-se as feiras temáticas e de negócios.  

As feiras representam uma das principais e mais eficientes manifestações de markting, não sendo, por isso, de admirar que constituam uma das actividades económicas que movimenta mais dinheiro, a nível mundial.

As feiras, com tudo o que incluem desde a sua organização até à participação nelas, têm vindo, também por isso, a evoluir para uma crescente profissionalização.

A nível nacional e da nossa região, em particular, apesar do desenvolvimento que têm registado, existe ainda um enorme potencial de crescimento do sector.

Estas realidades nem sempre são tidas na devida conta por todos os que tomam decisões sobre a sua criação e organização ou a participação nelas.

Não basta ter um parque, por melhor que seja, para que as feiras, nomeadamente as temáticas e de negócios, principalmente se se pretende que tenham impacto que ultrapasse os níveis concelhios e regional, surjam e se afirmem.

É necessário muito mais, designadamente investimento inicial e profissionalização.

Sem isso dificilmente se pode esperar que, numa região em contínuo processo de despovoamento e desertificação, que o sector se afirme e ganhe condições para que se torne viável e rentável e, desejavelmente, autónomo.

Ou seja, é desejável que as autarquias invistam na criação de parques e na organização de feiras, pela importância que o sector tem para a dinamização da economia, mas será igualmente importante que criem ou apoiem a criação de estruturas autónomas que assumam progressivamente essa actividade, que se enquadra, claramente, na esfera empresarial.

É certo que a actual situação crítica que o nosso país e a nossa região, em particular, atravessam não facilitam a tomada de determinadas decisões, principalmente se exigem investimentos, mas não é menos certo que as decisões tomadas e os investimentos feitos nestas alturas terão maiores impactos no futuro e estes serão tanto melhores quanto as decisões e os investimentos forem os mais acertados.

 

Lido na rádio Terra Mãe, em 09.11.2007.

Informação Municipal de Outubro 2007

Foi distribuído, nas vésperas da Feira dos Santos,

o boletim municipal da Câmara Municipal de Alvito,

datado de Outubro.

 

No Editorial, intitulado “Finalmente o QREN”,

relativo ao novo quadro comunitário de apoio,

o presidente da Câmara Municipal de Alvito afirma:

“Em qualquer circunstância será fundamental garantir que os projectos nacionais não absorvam as verbas inscritas nos Programas Operacionais Regionais e que as candidaturas municipais e intermunicipais não serão ultrapassadas por propostas da Administração Central. Só assim será possível assegurar que os objectivos com vista à correcção das assimetrias regionais e ao desenvolvimento das regiões possam ser atingidos. Em termos de fundos comunitários, esta bem poderá ser “a última grande oportunidade”.

 

Faz bem em fazer estes alertas João Paulo Trindade, que integra a Comissão de Aconselhamento Estratégico do Programa Operacional Regional do Alentejo (PORA), por eleição dos seus colegas do Baixo Alentejo, e que, por esta situação, tem responsabilidades acrescidas em evitar que tais ameaças se concretizem e, se o não conseguir, em denunciá-las em tempo oportuno para que se possa recorrer a outros meios que impeçam a sua concretização.

BBC filma documentário sobre o montado no Alentejo

Mike Salisbury, ou Sir David Attenborough, que trabalha na "BBC Natural History Unit" há cerca de 30 anos, encontra-se, actualmente, em Portugal a produzir um filme no Alentejo sobre os montados e a sua importância enquanto ecossistema, apoiado pela SPEA (Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves), como se pode ver mais aqui.

Já saiu a edição º 18 da Revista Alentejo

O nº 18, referente ao último trimestre deste ano,

da Revista Alentejo,

publicada pela Casa do Alentejo em Lisboa, já saiu.

 

Com o belo grafismo a que já nos habituou,

para além de diversos e interessantes temas,

destacamos o editorial de João Proença, presidente da Casa do Alentejo, “2008 Um Ano com a Recuperação da Casa do Alentejo”,

“Alentejo à deriva? Ou do triunfo dos bacorinhos…”, de António Murteira, editor e director adjunto da Revista, artigos de Francisco Santos, presidente da Câmara Municipal de Beja, Catarina Cerol e Joaquim Figueira Mestre sobre Beja,

António Carlos Couvinha, desenhador e pintor, 

e desenvolvimento do tema “Que Turismo para o Alentejo?”.

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