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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Sócrates deve decidir-se pelo referendo europeu

A tomada de posição (precipitada, em minha opinião) do novo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, criou todas as condições para que José Sócrates decida avançar com o referendo sobre o Tratado Europeu de Lisboa.

Com efeito, se assim decidir, só terá a ganhar - cumpre uma promessa eleitoral, vai ao encontro da maioria dos portugueses, incluindo a maioria os eleitores do PS e do PSD, e dos partidos da oposição, que reclamam o referendo, isola Luís Filipe Menezes na sua posição de não querer o referendo e, ainda, o obriga a fazer campanha a favor do sim, tal como ele, mostrando que, no essencial não há grandes diferenças entre os dois partidos, evitando que o PSD recupere algum do eleitorado, que perdeu há dois anos e meio.

Esta é a decisão determinada pela inteligência. Vamos ver se Sócrates opta por ela ou decide influenciado por outros impulsos que não o da inteligência.

Feira de São Martinho em Cuba

A Feira de S. Martinho,

organizada pela Câmara Municipal de Cuba,

realiza-se de 9 a 11,

no recinto da Feira de Cuba.

 

A Feira de S. Martinho tem como objectivo

consolidar a importância

do certame tradicional alentejano

no âmbito do vinho, dos frutos secos,

do regadio, do olival e das flores.

 

Clique aqui para ver programa.

RURALBEJA 2007 no São Martinho

Realiza-se, no Parque de Feiras e Exposições de Beja,

este ano de 9 a 11 de Novembro, 

mais uma edição da Rural Beja - Feira do Outono,

esta organizada pela Câmara Municipal de Beja.

A edição 2007 da
Rural Beja incluirá,

no seu programa, diversos eventos,

com destaque para

 ViniPaxBejaSénior, RuralBio, Desafio Rural,

a Exposição e Concurso de Aves,

para além da Feira Tradicional

e diversos espectáculos

As entradas no recinto são livres.

Pobreza combate-se com melhor repartição da riqueza

 

A propósito das comemorações do Dia da Erradicação da Pobreza, muita gente falou deste fenómeno, a maior chaga social dos nossos dias, como se tratasse de um fenómeno novo, que só agora foi descoberto e se ninguém fosse responsável por ele.

 

Ora, a pobreza não nasceu de geração espontânea e é um fenómeno que se tem reproduzido por gerações sucessivas.

Alguns dos responsáveis que falaram sobre o assunto, a começar pelo Presidente da República, fizeram-no como se nada tivessem a ver com ele, como se fossem simples observadores do que se passa na nossa sociedade e nunca tivessem assumido responsabilidades que lhes permitiam combater esse flagelo, se tivessem efectiva vontade de o fazer.

Se alguns falaram sinceramente preocupados e empenhados em combater efectivamente a pobreza, outros terão perorado sobre o tema por rebate de má consciência e outros ainda por indecoroso oportunismo político.

Dos vários debates que se realizaram sobre o tema uma verdade “lapalissiana” foi reafirmada, a de que a pobreza no nosso País, onde atinge 20% da população, tem causas estruturais, resultando da grande disparidade da distribuição da riqueza produzida.

Ou seja, para combater a pobreza no nosso país, ao contrário do que afirmam os defensores da inevitabilidade do sistema político vigente, não basta aumentar a produtividade e produzir mais, sendo fundamental distribuir de forma mais equitativa a riqueza produzida.

Ou seja ainda, mesmo com os actuais níveis de produtividade e de riqueza produzida seria possível reduzir significativamente o número de pobres, bastando para o efeito repartir melhor o bolo.

E esta alteração, quando for posta em prática, terá outro efeito induzido que é o de contribuir para o aumento da produtividade e da riqueza produzida.

Isto é, ao contrário do que afirmam os defensores do sistema estabelecido, é uma mais justa distribuição da riqueza que fará crescer a economia e não o crescimento desta que fará diminuir o número de pobres.

Mais do que palavras simpáticas e que soam bem nestas oportunidades exigem-se uma política, políticas e medidas práticas de efectivo combate a este flagelo social que a todos deve envergonhar, principalmente aos que têm exercido ou exercem funções de poder, que têm maiores responsabilidades e que já deviam ter feito mais para minorar os números da pobreza.

Não é com mesma política, com políticas que reforçam a concentração da riqueza e acentuam as desigualdades e medidas caritativas que se resolve o problema.

Mas é isso que tem vindo a acontecer e vai continuar a verificar-se.

Até quando vamos permitir que assim continue?

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 01.11.2007

Comentários recentes

  • Anónimo

    Concordo a 1000% com M. Frade.Pode-se, rádios, jor...

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