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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Política não deve ser só aritmética

Como é habitual, já começou o nervosismo pré-eleitoral, designadamente dos que menos confiança têm em alcançar os seus objectivos.

Naturalmente que é demasiado prematuro a meio do mandato, a dois anos ainda das eleições autárquicas, alguém pretender definir o quadro em que as mesmas vão decorrer, escolher candidatos e, mais ainda, prever resultados e vencedores.

Mesmo as sondagens e outros estudos de opinião que se façam neste momento para pouco mais servirão do que para dar indicações sobre como conduzir a segunda parte do mandato ou como fazer para construir alternâncias ou alternativas. Tudo o que vá para além disso é entrar no campo da adivinhação.

É altura de alguns “lançarem o barro à parede para verem se pega”, quer seja porque têm interesses partidários ou por interesse pessoal.

Nessa ânsia de anteciparem o futuro é frequente alguns “queimarem logo todas as munições” de que dispõem e, a partir daqui, “ficarem a ver os comboios” passarem.

 

Foi neste quadro, que o PS, pela boca de Paulo Arsénio, líder da sua concelhia de Beja, “deu um tiro dos pés”, ao afirmar, no programa “Conselho de Opinião” da Rádio Pax, que entre manter a CDU na Câmara de Beja ou avançar com uma coligação com o PSD nas próximas autárquicas prefere a coligação.

No seu estilo característico de “falar mais depressa do que pensa”, nem se apercebeu que, com essa afirmação, estava a reconhecer a incapacidade do PS sozinho conseguir ganhar a Câmara de Beja.

Não contente com isso, logo surgiu, o não menos agitado, António Saleiro a falar de cátedra, aparentando pairar sobre o PS, a garantir que não é admissível uma coligação entre o PS e o PSD para a Câmara de Beja, porque os dois partidos são opositores e alternantes no poder central, mas que a CDU poderia ser afastada da Câmara de Beja por uma lista de independentes, com o apoio encoberto daqueles e, eventualmente, de outros partidos.

A ambição, de um e de outro, é tamanha que não lhes permitiu ver que, dessa forma, se Paulo Arsénio abriu a cova António Saleiro enterrou, a dois anos de distância, a possibilidade do PS ganhar as eleições para a Câmara de Beja.

Ou não viram ou quiseram “lançar a escada” para outras hipóteses porque já perceberam que, através do seu partido, não vão lá.

Não é de admirar que assim seja, de tal forma o PS ficou desestabilizado em Beja, com mais uma derrota eleitoral, e esta por maior margem, nas últimas eleições autárquicas, agora acentuada com a demissão de um dos seus vereadores, presidente da concelhia aquando daquelas eleições, que agora aceitou um pelouro e meio tempo na vereação da Câmara.

 

Paulo Arsénio e a concelhia de Beja do PS, a que preside, estão, de facto, a mostrar que não têm capacidade para gerir, satisfatoriamente, as crises que criaram, com as escolhas que fizeram, e resolveram “dar saltos em frente” e “tiros nos pés”.

António Saleiro, que estava a mostrar alguma habilidade na gestão de expectativas, através de um aparente distanciamento dessas “guerras”, não conseguiu, agora, conter-se e saltou para o palco, mostrando os seus objectivos, ou seja, que pretende ser candidato à Câmara de Beja e que, como tal parece não ser possível numa lista do PS, está disponível para, a partir da Associação Comercial a que preside, encabeçar uma lista de independentes.

Outros putativos candidatos, do PS ou independentes da sua área, ficaram contrariados, porque as hipóteses de serem candidatos ficaram baralhadas e as de serem eleitos, com maioria, começam a ser uma miragem.

O PSD não sabe se há-de rir ou chorar. Por um lado, alguns ficaram satisfeitos pelo facto do PS reconhecer que precisava do PSD para afastar a CDU da Câmara de Beja. Outros, mais ambiciosos, não gostaram do PS ter transformado o PSD apenas em muleta necessária para aquele fim. Ainda por cima, depois das eleições directas do novo líder nacional, Luís Filipe Menezes, e em vésperas da realização do congresso nacional em que vão ser eleitos os novos dirigentes nacionais, ninguém se atreve a dizer seja o que for que os possa comprometer, a não ser os que não contam para essas contas.

Finalmente, a CDU reúne com as populações através do “Município Participado”, gere a Câmara, e o silêncio, que lhe interessa de sobremaneira, enquanto assiste a estas lutas fratricidas dos seus adversários.

 

“Tudo isto é triste, tudo isto é fado” – apetecia-nos dizer se não fosse tão grave.

A meio do mandato autárquico, a dois anos das próximas eleições autárquicas, em vez de críticas sustentadas e propostas alternativas e, se possível, inovadoras para o futuro do concelho, assistimos a este espectáculo.

A política é reduzida a aritmética e esta apenas à soma – o que é preciso somar para alcançar e manter o poder.

Poucos dias depois das comemorações do nonagésimo sétimo aniversário da instauração da República, seria desejável um maior respeito pelos ideais e princípios republicanos.

 

 

Lido na rádio Terra Mãe, em 11. 10. 2007

Recepção ao Caloiro de Beja 2007

Decorre, de hoje até a Quinta –Feira, na Arena Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Beja, a Recepção ao Caloiro, organizada pelas as sociações de estudantes do IPB, com o seguinte PROGRAMA:

Dia 15 – Segunda-Feira
Noite de Tunas
Dj Mikas

Dia 16 – Terça-Feira

Quim Roscas & Zeca Estacionancio
Leonel Nunes
Dj Ezzra

Dia 17 – Quarta-Feira
Vollant
Peste & Sida
Dj Peter S.

Dia 18 – Quinta-Feira
Nigga Poison
Cool Hipnoise

Dj Christian F / Vj Vasco

 

Ver aqui mais informações.

 

 

 

 

 

Valnor vai transformar entulhos em britas

A Valnor – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos vai desenvolver um projecto ambiental, no distrito de Portalegre, num investimento de quatro milhões de euros, até ao início de 2008, que consiste na montagem de um sistema para recolha, triagem e tratamento de entulhos -  resíduos de demolições e construções, que posteriormente vão ser transformados em britas, que permitem a sua reutilização em estradas e na construção civil.

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