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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Entre a esperança e o medo

Nos últimos tempos, vários investimentos industriais e na área da logística têm sido anunciados para Sines.

Também na área do turismo, através dos célebres PIN’s – projectos de interesse nacional, têm sido anunciados diversos investimentos, principalmente para o Litoral Alentejano e o regolfo da albufeira de Alqueva mas também para outros concelhos.

O empreendimento de fins múltiplos de Alqueva vai avançando nas suas diversas vertentes – reserva de água, produção de energia, turismo, agricultura, entre outras.

Também a construção do aeroporto de Beja, aproveitando infra-estruturas da Base Aérea nº 11, depois de ter andado a fingir que andava sem andar, está agora a avançar conforme o programado.

Já foi instalada a segunda maior central solar foto-voltaica da Europa, em Brinches, que tem suscitado inúmeras visitas ao local e declarações apologéticas, estando prevista, para breve, a instalação da maior central do mesmo tipo na Amareleja e de outras noutros locais.

Entretanto, as infra-estruturas rodoviárias (IP 2 e IP 8, principalmente) e ferroviárias, que assegurem a ligação a esses empreendimentos, continuam sem passar do papel, receando-se que algumas nem no papel ainda estejam.

Entretanto, a dinamização da economia regional e a fixação da população que a simples construção daqueles projectos deveria trazer para a região não se tem verificado.

São cada vez mais os que levantam acrescidas dúvidas em relação a alguns desses projectos, senão aos seus objectivos pelo menos à forma como estão a ser concretizados no terreno.

Receiam que esses empreendimentos possam não contribuir tanto para a sustentação do desenvolvimento da região, como se esperava, contribuindo mais para o rápido e fácil enriquecimento de alguns, principalmente através da enorme valorização dos terrenos onde são implantados, da especulação imobiliária, do desordenamento do território e da degradação ambiental e da poluição da região.

É neste contexto, que foi reactivada a comissão de luta pela defesa da pesca em Sines porque "as razões que levantaram o povo de Sines em 1982 ainda estão actuais e os efeitos directos e indirectos da poluição industrial na pesca são hoje tão graves como antigamente".

É por isso que vão surgindo movimentações de associações ambientalistas e de partidos políticos e outras entidades a questionarem ou criticarem a bondade desses projectos, ou, pelo menos, da sua localização e da forma como estão a ser implantados.

A sustentabilidade do desenvolvimento deve assentar no equilíbrio entre as três vertentes em que deve assentar e projectar-se: o ambiente, a economia e o social. 

Qualquer actividade humana tem implicações no ambiente e por isso devem ser contidos os impactos mais negativos ao mínimo necessário e razoável.

O crescimento económico, cujos impactos do ambiente devem ser devidamente controlados, deve ter o seu produto distribuído com equilíbrio sob pena de não conduzir ao desejado desenvolvimento.

Só com respeito pelo equilíbrio ambiental, através de um correcto ordenamento do território e de um aproveitamento das suas potencialidades, será possível promover o desenvolvimento sustentado, económico e social.

Importa, por e para isso, combater burocracias e agilizar procedimentos que atraiam e facilitem investimentos, mas que não descurem o planeamento e ordenamento do território, que assegure a manutenção de um ambiente saudável e contribua para uma maior justiça social.

É, assim, natural que os alentejanos vivam entre a esperança que os empreendimentos, em curso ou anunciados, tragam consigo o desejado desenvolvimento económico e social e o medo de que eles apenas sirvam para o enriquecimento rápido e fácil de alguns poucos, através da degradação e poluição do ambiente, criando ainda mais dificuldades ao desenvolvimento regional.

Talvez porque “de boas intenções está o inferno cheio” é que muitos se esquecem que “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”. É conveniente não esquecer que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra” e que “a justiça tarda, mas não falha.”

Lido na rádio Terra Mãe, em 04.10.2007.

Conferência sobre Eficiência Energética em Évora

Mais de 100 peritos europeus em matérias de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na União Europeia participam, desde ontem e até amanhã, em Évora, na 15.ª Conferência Internacional sobre "Eficiência Energética – Chave para uma Europa Competitiva, Segura e Sustentável”.

 

Esta 15.ª Conferência sobre Eficiência Energética é uma organização conjunta do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS) e do seu congénere alemão SRU, inserida no quadro da Presidência Portuguesa da União Europeia e visa debater as matérias da eficiência energética e ratificar uma Declaração de todos os Conselhos Europeus, a enviar aos 27 Governos da União Europeia, bem como ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia.

Aproveitamento Hidroeléctrico de Alqueva alcança “Puente de Alcántara”

O Aproveitamento Hidroeléctrico do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva vai receber, na próxima Segunda-Feira, em Alqueva, o prémio internacional “Puente de Alcántara”, instituído pela Fundación San Benito de Alcântara e destinado a distinguir as melhores obras públicas espanholas, portuguesas e ibero-americanas, a que concorreram, este ano, 34 obras.

Este prémio constitui, segundo a EDIA, “o reconhecimento internacional do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva nas suas vertentes de concepção arquitectónica e técnica, funcionais, sócio-económicas e culturais”. A entrega do prémio, pelos Príncipes das Astúrias, será assinalado com a inauguração de um Memorial que “representa Alqueva nas suas vertentes de Projecto, Obra, Território e Objectivos”.

GNR "adverte" sindicalistas

A União de Sindicatos do Distrito de Beja (USDB) e o STAL já começaram a mobilização para a manifestação marcada para o próximo dia 18, em Lisboa, pela CGTP, através de carros de som e distribuição de documentação foram as formas de divulgação utilizadas.

Na passada Quarta-Feira, uma Brigada da GNR interpelou os sindicalistas advertindo-os de que precisam de licença para fazer propaganda. Casimiro Santos, o coordenador da USDB, disse à Rádio Voz da Planície, que "há 30 anos que faz este tipo de propaganda" e que nunca se tinha "deparado com uma situação deste género" e que, "depois do Sindicato de Professores da Zona Centro ter sido visitado por agentes da autoridade e de terem levado documentação", parece-lhe que "se pretende coibir de alguma forma a realização de propaganda de forma livre".

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