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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Entre a esperança e o medo

Zé LG, 12.10.07

Nos últimos tempos, vários investimentos industriais e na área da logística têm sido anunciados para Sines.

Também na área do turismo, através dos célebres PIN’s – projectos de interesse nacional, têm sido anunciados diversos investimentos, principalmente para o Litoral Alentejano e o regolfo da albufeira de Alqueva mas também para outros concelhos.

O empreendimento de fins múltiplos de Alqueva vai avançando nas suas diversas vertentes – reserva de água, produção de energia, turismo, agricultura, entre outras.

Também a construção do aeroporto de Beja, aproveitando infra-estruturas da Base Aérea nº 11, depois de ter andado a fingir que andava sem andar, está agora a avançar conforme o programado.

Já foi instalada a segunda maior central solar foto-voltaica da Europa, em Brinches, que tem suscitado inúmeras visitas ao local e declarações apologéticas, estando prevista, para breve, a instalação da maior central do mesmo tipo na Amareleja e de outras noutros locais.

Entretanto, as infra-estruturas rodoviárias (IP 2 e IP 8, principalmente) e ferroviárias, que assegurem a ligação a esses empreendimentos, continuam sem passar do papel, receando-se que algumas nem no papel ainda estejam.

Entretanto, a dinamização da economia regional e a fixação da população que a simples construção daqueles projectos deveria trazer para a região não se tem verificado.

São cada vez mais os que levantam acrescidas dúvidas em relação a alguns desses projectos, senão aos seus objectivos pelo menos à forma como estão a ser concretizados no terreno.

Receiam que esses empreendimentos possam não contribuir tanto para a sustentação do desenvolvimento da região, como se esperava, contribuindo mais para o rápido e fácil enriquecimento de alguns, principalmente através da enorme valorização dos terrenos onde são implantados, da especulação imobiliária, do desordenamento do território e da degradação ambiental e da poluição da região.

É neste contexto, que foi reactivada a comissão de luta pela defesa da pesca em Sines porque "as razões que levantaram o povo de Sines em 1982 ainda estão actuais e os efeitos directos e indirectos da poluição industrial na pesca são hoje tão graves como antigamente".

É por isso que vão surgindo movimentações de associações ambientalistas e de partidos políticos e outras entidades a questionarem ou criticarem a bondade desses projectos, ou, pelo menos, da sua localização e da forma como estão a ser implantados.

A sustentabilidade do desenvolvimento deve assentar no equilíbrio entre as três vertentes em que deve assentar e projectar-se: o ambiente, a economia e o social. 

Qualquer actividade humana tem implicações no ambiente e por isso devem ser contidos os impactos mais negativos ao mínimo necessário e razoável.

O crescimento económico, cujos impactos do ambiente devem ser devidamente controlados, deve ter o seu produto distribuído com equilíbrio sob pena de não conduzir ao desejado desenvolvimento.

Só com respeito pelo equilíbrio ambiental, através de um correcto ordenamento do território e de um aproveitamento das suas potencialidades, será possível promover o desenvolvimento sustentado, económico e social.

Importa, por e para isso, combater burocracias e agilizar procedimentos que atraiam e facilitem investimentos, mas que não descurem o planeamento e ordenamento do território, que assegure a manutenção de um ambiente saudável e contribua para uma maior justiça social.

É, assim, natural que os alentejanos vivam entre a esperança que os empreendimentos, em curso ou anunciados, tragam consigo o desejado desenvolvimento económico e social e o medo de que eles apenas sirvam para o enriquecimento rápido e fácil de alguns poucos, através da degradação e poluição do ambiente, criando ainda mais dificuldades ao desenvolvimento regional.

Talvez porque “de boas intenções está o inferno cheio” é que muitos se esquecem que “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”. É conveniente não esquecer que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra” e que “a justiça tarda, mas não falha.”

Lido na rádio Terra Mãe, em 04.10.2007.

Conferência sobre Eficiência Energética em Évora

Zé LG, 12.10.07

Mais de 100 peritos europeus em matérias de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na União Europeia participam, desde ontem e até amanhã, em Évora, na 15.ª Conferência Internacional sobre "Eficiência Energética – Chave para uma Europa Competitiva, Segura e Sustentável”.

 

Esta 15.ª Conferência sobre Eficiência Energética é uma organização conjunta do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS) e do seu congénere alemão SRU, inserida no quadro da Presidência Portuguesa da União Europeia e visa debater as matérias da eficiência energética e ratificar uma Declaração de todos os Conselhos Europeus, a enviar aos 27 Governos da União Europeia, bem como ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia.

Aproveitamento Hidroeléctrico de Alqueva alcança “Puente de Alcántara”

Zé LG, 12.10.07

O Aproveitamento Hidroeléctrico do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva vai receber, na próxima Segunda-Feira, em Alqueva, o prémio internacional “Puente de Alcántara”, instituído pela Fundación San Benito de Alcântara e destinado a distinguir as melhores obras públicas espanholas, portuguesas e ibero-americanas, a que concorreram, este ano, 34 obras.

Este prémio constitui, segundo a EDIA, “o reconhecimento internacional do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva nas suas vertentes de concepção arquitectónica e técnica, funcionais, sócio-económicas e culturais”. A entrega do prémio, pelos Príncipes das Astúrias, será assinalado com a inauguração de um Memorial que “representa Alqueva nas suas vertentes de Projecto, Obra, Território e Objectivos”.

GNR "adverte" sindicalistas

Zé LG, 12.10.07

A União de Sindicatos do Distrito de Beja (USDB) e o STAL já começaram a mobilização para a manifestação marcada para o próximo dia 18, em Lisboa, pela CGTP, através de carros de som e distribuição de documentação foram as formas de divulgação utilizadas.

Na passada Quarta-Feira, uma Brigada da GNR interpelou os sindicalistas advertindo-os de que precisam de licença para fazer propaganda. Casimiro Santos, o coordenador da USDB, disse à Rádio Voz da Planície, que "há 30 anos que faz este tipo de propaganda" e que nunca se tinha "deparado com uma situação deste género" e que, "depois do Sindicato de Professores da Zona Centro ter sido visitado por agentes da autoridade e de terem levado documentação", parece-lhe que "se pretende coibir de alguma forma a realização de propaganda de forma livre".