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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Conceitos polémicos de um texto teórico sobre a governação

Acabei de ler uma crónica de um “Professor e Escritor” (é assim que se identifica) sobre “o primeiro texto teórico que pretende levar a cabo um balanço pensado da actual governação” publicado por um “Político e Professor” (não sei se é assim que se reconhece).

Nela, o “Professor e Escritor” escalpelizava e polemizava conceitos do “Político e Professor”, como: “esvaziamento ideológico”, “A esquerda e a direita já não traduzem, hoje em dia, significados substanciais”, “sentido mais ou menos progressista duma política”, “patamar de equidade”, “capacidade” de promoção de “equidade”, “ferramenta essencial” para avaliar a “matriz ideológica da governação”, “justiça natural”, “valores da modernidade”, “diferenciação”, “viabilização” do estado social por via da optimização do “controlo” e da “regulação”, “risco” e da “iniciativa”, “transparência” de processos, “exigência”, “decisivo”, “mudança” “activa” e “multipolaridade”.

 

Colocado perante um debate sobre tão transcendentes reflexões, não pude deixar de me interrogar:

- O mundo e as sociedades que o compõem estão, hoje, melhores, mais seguros e justos?

- O “esvaziamento ideológico” que alguns, como os citados, defendem estar a verificar-se não constituirá, ele próprio, uma ideologia que pretende “esvaziar” as outras em defesa de quem detém o poder?

- Porque é que são, principalmente, alguns dos que gostam de se apresentar como se da esquerda fossem e em nome dela alcançaram a visibilidade e o poder que hoje têm que acham que “A esquerda e a direita já não traduzem, hoje em dia, significados substanciais”?

- Porque é que teorizam tanto sobre o “sentido mais ou menos progressista duma política” os que, exercendo-a, não o concretizam?

- Porque insistem em teorizar sobre “patamar de equidade” e “capacidade” de promoção de “equidade” quando, por sua acção e no essencial, a sociedade está mais desigual e injusta?

- Porque estão interessados em identificar a “ferramenta essencial” para avaliar a “matriz ideológica da governação” se consideram que existe um “esvaziamento ideológico” e “A esquerda e a direita já não traduzem, hoje em dia, significados substanciais”?

- Será que a “justiça natural” e os “valores da modernidade” são o que explicam o crescente desequilíbrio da distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho, a acentuada concentração da riqueza nas mãos de uma pequena minoria e o agravamento das condições de vida da esmagadora maioria da população ou isso representará apenas a necessária “diferenciação”, resultante do “risco” e da “iniciativa” da “exigência” da “transparência” de processos para a “mudança” “activa” que assegure a “multipolaridade”?

- Será que a “viabilização” do estado social por via da optimização do “controlo” e da “regulação” não comporta um “risco” que põe em causa o “sentido mais ou menos progressista duma política” com um elevado “patamar de equidade”?

 

Com este pequeno exercício de jogar com palavras procurei apenas mostrar como lhe podemos atribuir significados diferentes, conforme as usemos, e que os conceitos que se pretendem transmitir através delas podem ter conteúdos práticos ou não passar de malabarismos que se usam para tentar esconder o que não se quer assumir.

A teoria é mais interessante quanto tem aplicação prática e, assumindo-se como saber-fazer, contribui para ajudar a percorrer o caminho do progresso e não apenas a explicar a “modernidade”.

Enfim, para cumprir calendário, meti-me por atalhos que não me são habituais e, como tal, poderei ter metido alguma água, que espero não enlamear a polémica sobre “o primeiro texto teórico que pretende levar a cabo um balanço pensado da actual governação”, que não tem revelado o “sentido mais ou menos progressista duma política” de esquerda, apresentando-se mais preocupada com o “esvaziamento ideológico” que lhe assegure a continuidade no poder.

17.09.2007

Publicado no nº 76 da revista Mais Alentejo.

Mais Alentejo nº 76

Já está nas bancas

a edição nº 76 da revista Mais Alentejo. 

 

O tema de capa é: “E você acredita em bruxas?” 

 

Na capa é ainda feito um convite –

“Escolha os vencedores, vote!” – nos “Prémios Mais Alentejo 2007”, porque “O leitor é quem mais ordena.

A decisão está nas suas mãos.” 

 

Para além desses temas,

esta edição destaca também a rubrica “Protagonistas”, sendo o escolhido, este mês,

Mário Zambujal, jornalista e escritor.

Inov@emprego em Sines

A Câmara Municipal de Sines organiza a Inov@emprego, 1.ª Feira do Emprego, da Formação e do Empreendedorismo do Litoral Alentejano, entre 10 e 15, no Centro de Artes, contando com espaços de exposição e vários momentos de reflexão.

 

“Com as perspectivas de investimento para Sines na indústria e, sobretudo, nas novas zonas logísticas, as verdadeiras criadoras de emprego, a Câmara está a agir para que se dê prioridade no recrutamento de jovens de Sines e do Litoral Alentejano para os novos postos de trabalho”, pelo que “É preciso sensibilizar os empregadores para a necessidade e o dever de recorrer ao mercado de emprego local, mas também orientar e estimular os jovens para a sua devida formação, qualificação e capacidade de empreender”, afirma, aqui, o presidente da Câmara, Manuel Coelho.

Alentejo representado no "Open Days 2007" em Bruxelas

Decorre até à próxima Quinta-Feira, em Bruxelas, a “Semana Europeia das Regiões – Open Days 2007”, iniciativa da Comissão Europeia e do Comité das Regiões, a que a presidência portuguesa da União Europeia se associou, integrando mais de 212 regiões e cidades europeias, incluindo as cinco NUTS II do continente e as duas regiões autónomas portuguesas.

A representação do Alentejo “faz-se à volta das regiões abertas à inovação, como forma de incrementar a competitividade regional" e da participação “nos «Inventors Café», uma espécie de feira das regiões, evidenciando o seu carácter rural, com fortes expectativas de desenvolvimento", segundo as declarações de Marial Leal Monteiro, presidente da CCDRA, à Rádio Voz da Planície.

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