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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Grande festa da lusofonia" em Beja

No primeiro dia da 9ª edição das “Palavras Andarilhas”, que estão a decorrer em Beja, foi apresentado o “Acontece em Português”, integrando a primeira das dez rodas de conversas sobre literatura lusófona, que a Biblioteca Municipal José Saramago está a promover. A mesa foi moderada pelo autor do programa, o jornalista Carlos Pinto Coelho, e contou com as presenças de Ana Miranda, escritora brasileira, Gonçalo M. Tavares, autor português e Nicolau Santos, jornalista na área da economia e poeta.

Carlos Pinto Coelho aproveitou a oportunidade para anunciar que, "no final dos dez encontros sobre literatura lusófona", Beja vai receber "a grande festa da lusofonia", que "é essa a vontade de Joaquim Figueira Mestre, director da Biblioteca Municipal de Beja".

EBI/JI de Alvito incluída em PIDDAC

As obras para a construção da Escola Básica Integrada com Jardim-de-Infância de Alvito vão ser incluídas no PIDDAC de 2008, segundo garantia dada pelo Ministério da Educação, na resposta a um requerimento apresentado pelo deputado do PCP eleito por Beja, José Soeiro, segundo notícia da http://www.vozdaplanicie.pt/.

Vamos ver se é desta… Quando for divulgado o PIDDAC e as verbas e a calendarização nele previstas logo se perceberá.

Alentejo está a ser maltratado!

Durante o governo de Durão Barroso o então ministro Isaltino de Morais promoveu a anexação de onze municípios do Ribatejo aos 47 alentejanos para que pudessem continuar a beneficiar dos fundos comunitários no novo quadro comunitário (QREN).

Nessa altura, apesar de alguma celeuma que a proposta suscitou no Alentejo, a situação acabou por passar sem grande contestação. Julgo que também sem grande estudo de avaliação dos impactos de tal medida, designadamente para o Alentejo.

Houve mesmo quem, com alguma piada, tenha afirmado que passaríamos a ter o Ribalentejo como mais uma divisão territorial a acrescentar às inúmeras já existentes.

Passado o processo de candidatura, discussão e aprovação do Quadro de Referência Estratégica Nacional, entrou-se agora na fase de criação e institucionalização dos órgãos que vão gerir os fundos comunitários postos à disposição do nosso país.

Um desses órgãos, que vai gerir aqueles fundos a nível regional, neste caso do Alentejo ou, melhor dizendo, do Ribalentejo, é liderado pela presidente da Comissão de Coordenação e  Desenvolvimento Regional do Alentejo e integra mais dois representantes do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e das Finanças e dois representantes das autarquias locais, um dos quais para exercer funções executivas.

Há dias atrás, os representantes dos 47 municípios alentejanos e onze ribatejanos reuniram-se para eleger os seus representantes naquele órgão de gestão dos fundos comunitários.

Foram eleitos, parece mentira mas foi mesmo assim, os presidentes das câmaras municipais de Rio Maior, para exercer as funções em termos executivos, e de Redondo, com funções não executivas.

Isto é, os 47 municípios alentejanos ficam sem nenhum representante alentejano a exercer funções executivas naquele órgão de gestão, delegando essa representação num ribatejano, cujos municípios são apenas onze.

Como é que isto aconteceu, em nome de que interesses ou jogos de poderes, quem responde por este acto de irresponsabilidade de consequências imprevisíveis para o Alentejo, os seus municípios e as suas populações?

Até agora, salvo uma notícia num semanário regional e um alvitre que publiquei no meu blogue Alvitrando, que mereceu alguns comentários, não li nem ouvi mais notícias nem comentários sobre o assunto. Nem tão pouco, e principalmente, manifestações de indignação e repúdio por tal decisão, potencialmente lesiva dos nossos interesses.

Importa sublinhar, a propósito, que não está em causa a competência e honorabilidade de Silvino Sequeira, o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, nem nada me move contra ele.

O que está em causa e me indigna profundamente, e acho que deveria indignar todos os alentejanos, é o facto dos representantes de 47, sublinho 47, municípios alentejanos, não terem sido capazes de eleger um alentejano para os representar, delegando essa missão num ribatejano, quando os municípios ribatejanos representados são apenas 11, sublinho, mais uma vez, apenas 11.

Até que nos dêem as explicações que nos devem, julgo que este “tiro nos pés” dos nossos representantes municipais se terá ficado a dever ao confronto fratricida e lesivo dos interesses do Alentejo que os dois partidos com mais eleitos na região vêm a alimentar, bem como à postura seguidista e acrítica dos seus autarcas.

Espero sinceramente que o julgamento que acabo de fazer seja desmentido pelas explicações de algum dos intervenientes directos ou dos responsáveis partidários.

Não admito que eventuais interesses partidários, que não vislumbro, se sobreponham aos interesses regionais.

Temos o direito e o dever de nos indignarmos com posições incompreensíveis, que prejudicam a região e que ninguém se preocupa em explicar-nos!

É tempo de dizer basta! Basta de jogos e confrontos que nada de bom trazem ao Alentejo e às nossas gentes!

É preciso que esta situação seja esclarecida e que sejam responsabilizados os que têm responsabilidades no processo.

Ficamos a aguardar.

Lido na rádio Terra Mãe, em 13.09.2007

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