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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Acessibilidades e exercício da cidadania

É lugar comum dizer-se que as acessibilidades, enquanto vias de comunicação que são, são fundamentais para qualquer processo de desenvolvimento.

É, também, lugar comum afirmar-se que o Alentejo, um terço do território de Portugal continental, está estagnado, atrasado ou deprimido.

É, ainda, lugar comum acusar-se o governo central de tratar mal esta região, não investindo aqui o que investe noutras.

São lugares comuns mas que traduzem a realidade.

O investimento feito pelos governos é mais proporcional ao número de pessoas do que à extensão dos territórios, o que leva a acentuar, cada vez mais, os desequilíbrios territoriais e de desenvolvimento regional.

Vai-se acentuando, cada vez mais, a concentração de pessoas e, consequentemente, dos problemas em grandes centros urbanos, graças aos grandes investimentos que aí se fazem.

O que se passa com as acessibilidades é um gritante exemplo do que acabamos de afirmar.

Quem não tenha a oportunidade de circular pelo país pode consultar um qualquer mapa de estradas para verificar como desequilibrado tem sido o investimento feito.

Verifica-se que as estradas nacionais (auto-estradas, itinerários principais e complementares) e regionais, que na ausência das regiões administrativas são da responsabilidade da administração central, bem como as variantes às cidades e outros centros urbanos, vão rareando e demoram mais tempo a serem construídas à medida que se caminha do Litoral para o Interior e de Norte para Sul.

Para ilustrar esta afirmação deixo aqui dois ou três exemplos.

O Alentejo todo, o tal terço do continente português, é apenas atravessado por duas auto-estradas, que ligam Lisboa ao Algarve e a Badajoz.

O IP8, que vai ligar Sines a Espanha, por Vila Verde de Ficalho, não há meio de sair do papel e, apesar de constar no Plano Rodoviário Nacional desde 2000 e das várias promessas de quatro governos (dois do PS e dois do PSD) ainda não tem todo o traçado definido, pretendendo o actual governo construi-lo com quatro faixas apenas até Beja ou Baleizão.

O IP2, que atravessa todo o Alentejo de alto a baixo pelo Interior, está no estado em que está: troços não construídos, outros a atravessarem povoações, sem passagens desniveladas, sem bermas alcatroadas, com deficiente conservação.

Quem faz o percurso de Norte a Sul, pelo Interior, não pode deixar de reparar e de se indignar com o que acontece: auto-estrada, em regime de scut, até às proximidades da Barragem do Fratel e depois o IP2, no estado que referimos, sempre a piorar à medida se caminha para o Sul, com excepção das proximidades do Algarve. Sintomático e esclarecedor, não é?

É, por isso, normal e expectável que os agentes locais e regionais e as populações se organizem para manifestar a sua indignação e protestar contra este estado de coisas e reclamar do governo tratamento igual ao que dá a outras regiões.

É isso o que acontece com a, recentemente criada, Comissão de Utentes do IP8, que reclama, de forma fundamentada, a construção daquela via com plataforma de auto-estrada e a funcionar em regime de scut em toda a sua extensão, de Sines a Vila Verde de Ficalho.

Trata-se do exercício de um direito de cidadania, que acrescenta mais qualidade, através da participação popular, à democracia representativa.

Não compreenderá, por isso, as declarações do deputado do PS, eleito por Beja, Pita Ameixa, a propósito da deslocação, na passada Terça-Feira, ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações daquela Comissão para entregar um documento em que fundamenta a reivindicação da construção do IP8 com as referidas características, quem ainda não conhecer o registo habitual das intervenções.

Para aquele deputado do PS tudo se resume ao seguinte pensamento “estratégico”:

O PS tem maioria e governa o país e, por isso, é que sabe o que deve, quando, como e onde fazer e ele, como deputado do PS, que tem maioria, é que sabe o que nós precisamos e olha pelos nossos interesses junto do PS e do governo. Logo, não nos devemos preocupar nem incomodar com o que o governo vai ou não fazer e, muito menos, nos devemos organizar e mobilizar para reclamar e defender os nossos direitos.

É esta a “democracia de qualidade” sobre a qual ele andou a perorar, durante algum tempo, há alguns anos… Ainda bem que deixou de falar e escrever sobre o assunto.

 

Lido na rádio Terra Mãe, em 12.07.07.

Fosso entre ricos e pobres é o maior em 40 anos no Reino Unido

A diferença entre ricos e pobres é a mais profunda dos últimos 40 anos e a quantidade de famílias com menos recursos tem aumentado nos últimos 15 anos no Reino Unido, revela um estudo divulgado hoje pela fundação Joseph Rowntree (JRF, sigla em inglês), dedicada à análise social.

 

Este é o modelo de socialismo tão caro a alguns dirigentes do PS, que o pretendem aplicar no nosso país.

 

“Anibeija em espaços públicos”

Anibeja, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Casa Michel Giacometti – Delegação de Beja, volta, a partir de hoje, a animar as noites quentes de Verão, no concelho de Beja e prolonga-se até ao dia 13 de Setembro, animando vários espaços da cidade, como o Jardim do Bacalhau, a Piscina Municipal Descoberta, o Parque da Cidade e o Largo de Santo Amaro, com espectáculos de música e sessões de cinema ao ar livre.

 

Esta noite, o cinema ao livre (“O homem Aranha 3”) anima o Largo de Santo Amaro, em Beja, a partir das 21.30 horas.

 

Porque não se chama Anibeija, de acordo com o logótipo “Beija”? O lema poderia ser: “Anibeija em espaços públicos”…

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