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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Assumir, por inteiro, as nossas responsabilidades

Tenho dito e escrito, por diversas vezes, que o atraso em que o Alentejo se encontra se deve, principalmente, às políticas nacionais que tão mal têm tratado esta região.

Tenho-o feito por convicção. Não tem sido por conveniência partidária ou para “sacudir a água do capote” que tenho expressado essa opinião.

No entanto, as dificuldades que o Alentejo atravessa não se devem apenas à má vontade dos governos e às incorrectas políticas nacionais.

Pensar e dizer isso seria tentar “esconder o Sol com a peneira”. Há muitas outras responsabilidades.

Nós, alentejanos, de nascimento ou por opção, também temos a nossa quota-parte de responsabilidade. E não é pequena…

Quantas vezes nos entretemos, consumindo as nossas melhores energias, em discussões estéreis ou que não são as principais e determinantes para o desenvolvimento do Alentejo?

Inventamos e alimentamos diferenças que não existem ou que não são assim tão importantes em vez de potenciarmos o que nos aproxima e une, na procura de convergências mobilizadoras.

Exploramos até à exaustão as ténues diferenças geográficas, as divergências partidárias e todas as outras que possam justificar o nosso imobilismo, a nossa acomodação e a nossa desresponsabilização, como se a culpa fosse sempre dos outros, sejam eles quem forem e em que circunstância for.

Desconfiamos de tudo e de todos, vemos adversários e inimigos onde devíamos procurar parceiros.

Temos uma visão e uma prática latifundiárias. Uns porque ainda o são, outros porque o foram e outros ainda porque, ao assumir qualquer poder, se julgam donos e senhores dele.

O poder, seja ele qual for e independentemente do seu real significado, é muitas vezes encarado mais como propriedade privada do que como instrumento de acção para realizar projectos e servir as instituições e as pessoas.

O espírito de quinta ou mesmo de quintal está presente em muitas das relações, que deveriam privilegiar a procura de convergência e concertação, leva-nos com frequência ao estado de auto-suficiência e de isolamento.

Numa fase em que estão a ser desenvolvidos importantes projectos públicos, privados e público-privados como os de Alqueva, Porto de Sines, Aeroporto de Beja, turísticos, agrícolas, a que nem sempre prestamos a devida atenção, formação e qualificação das pessoas, entre outros, e em que vai arrancar mais um (será o último?) quadro comunitário de apoio, esperamos que sejamos capazes de assumir, por inteiro, as nossas responsabilidades.

Isto não significa que devemos deixar de protestar contra as políticas que prejudicam a nossa região e de reclamar o que temos direito, quer a nível nacional e quer comunitário.

Assumir as nossas responsabilidades por inteiro quer dizer que devemos ter uma postura mais construtiva e de maior humildade, em que privilegiamos o que nos une ao que nos separa e as parcerias à auto-suficiência.

É importante e urgente que os diversos agentes e actores, que intervêm neste território, tenham presente que a desertificação física e o despovoamento estão a atingir níveis cada vez mais preocupantes e de difícil contenção e regressão.

É urgente estancar esta hemorragia! Se hoje já temos dificuldades em fazê-lo amanhã teremos mais, porque seremos menos ainda para travar essa batalha, se não assumirmos por inteiro as responsabilidades que são só nossas.

Esta assunção de responsabilidades passa por alterações de postura e comportamento dos agentes e actores e de paradigma das relações entre eles.

É este o maior desafio que se coloca a todos os agentes e actores alentejanos. Esperamos que estejam à altura de o enfrentar e vencer. O Alentejo e os alentejanos precisam disso.

 

Lido na rádio Terra Mãe, em 05.07.07.

Volta a Portugal em bicicleta tem final da 1ª etapa em Beja

Segundo a Voz da Planície, é hoje apresentada no Museu da Electricidade, em Lisboa, a 69ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, que volta a ter o final da 1ª etapa, no dia 5 de Agosto, na cidade de Beja, frente ao estacionamento do Parque de Feiras e Exposições, onde os ciclistas passarão uma primeira vez antes de percorrerem o circuito final, com cerca de dez quilómetros.

Na foto pode ver-se Cândido Barbosa no podium após vitória na 1ª etapa e conquista da camisola amarela em Beja, no ano passado.

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