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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Sim ou Não

Da resposta a esta pergunta vai depender o futuro de milhares de mulheres (e de homens e crianças, também).

Responda você também!

Esta questão não interessa só aos outros, interessa a todos. Mais do que política, que também é, é fundamentalmente uma questão de sociedade.

Conforme o resultado à pergunta assim será a posição do nosso país no contexto das nações: Ou junta-se à maioria ou continua junto da minoria mais conservadora.

Imagem sadia do Poder Local Democrático

Assinalou-se, no passado dia 12 de Dezembro, o 30º aniversário da realização das primeiras eleições livres e democráticas do Poder Local Democrático.

É importante comemorar datas como esta, porque uns têm memória curta e outros não têm memória do que havia antes, porque ainda não eram nascidos ou eram ainda crianças e não se interessaram pela História recente do nosso país.

Por isso é de realçar a decisão de algumas autarquias, como a de Castro Verde, de promover um programa de iniciativas para assinalar a institucionalização do Poder Local Democrático.

Vale a pena lembrar os esquecidos e informar os que ignoram factos relevantes da nossa História recente que, antes do 25 de Abril de 1974, não havia Poder Local Democrático.

As câmaras municipais e as juntas de freguesias não passavam, então, de simples extensões da administração central, sendo os seus responsáveis nomeados pelo governo, que, por isso, realizavam mais ou menos obras consoante a influência que tinham junto dos governantes.

Logo a seguir ao 25 de Abril, as populações reclamaram e conseguiram o afastamento daqueles representantes do governo e elegeram, em plenários populares, comissões administrativas para gerir as câmaras municipais e juntas de freguesias até às primeiras eleições autárquicas.

Neste período, os homens e mulheres escolhidos pelas populações para gerir os destinos das suas terras, através de uma forte participação popular, começaram a maior das revoluções que se registaram no nosso país – a criação de um Poder Local Democrático, que mudou, quase sempre para melhor, as condições e a qualidade de vida das nossas terras.

Naturalmente que “a maior conquista de Abril”, não teve um desenvolvimento igual em todas as regiões, concelhos e freguesias. Esse desenvolvimento dependeu, fundamentalmente, dos que foram eleitos para cada autarquia local, da sua capacidade, da sua iniciativa, do seu empenhamento, da sua dedicação, do seu envolvimento com as populações que os elegeram…

Há autarcas que, por essas e outras características, foram vendo confirmada neles a confiança das populações que, eleição após eleição, os elegeu sempre.

Neste momento restam cinco, a que nos habituámos a chamar de “dinossauros”.

No Alentejo restam dois. Um deles com apenas 52 anos, foi eleito, pela primeira vez, presidente da Câmara Municipal, com apenas 22 anos. Desde então a população nunca lhe regateou a sua confiança através do voto secreto, livre e democrático.

Ele é, de facto, o protótipo de um autarca a sério. A sua terra e a autarquia a que preside sempre lhe mereceram toda a sua disponibilidade, lhe preencheram todo o tempo, mesmo com prejuízo para a família, os amigos e outras ocupações de que gosta. Ele vive cada momento a pensar nelas e, principalmente, nos seus munícipes.

O seu concelho foi pioneiro em muitas coisas, alcançou o que outros ainda não conseguiram, mantém uma intensa actividade em muitas áreas e, mesmo assim, continua cheio de projectos para o futuro.

Quem com ele tem o prazer de conviver sabe que ele parece que foi, agora, eleito pela primeira vez, tal é o entusiasmo com que vive o que está a fazer e, principalmente, o que está a projectar. Ninguém, salvo os que o conhecem, acredita que ele é presidente da Câmara do seu concelho há trinta anos…

Tendo preocupações e tomado posições públicas e intervido, com sentido de oportunidade e pertinência, sobre assuntos de âmbito regional, nacional e, mesmo, internacional, é o seu concelho e a sua gente que estão em primeiro lugar. São, para ele, o centro do mundo, do seu mundo. A ele se tem dedicado. A sua obra fala por si.

Sendo o principal protagonista sempre dividiu esse protagonismo e, principalmente, os bons resultados obtidos pelas diversas equipas que tem liderado, envolvendo todos os eleitos na obra notável que tem conseguido realizar.

Apesar de, nas últimas duas ou três eleições, ter afirmado que já era tempo de se retirar, o apelo dos “companheiros de caminhada”, da força política por que tem sido sempre eleito, de algumas pessoas que respeita apesar de serem de outras áreas políticas e, principalmente digo eu, os projectos e a força de vontade de os concretizar, que continua a ter, têm falado mais alto e ele tem continuado a ir a votos e a merecer a confiança dos eleitores.

Recentemente, mais uma vez, anunciou que acha que já é tempo de parar. Acredito que ele acredita no que disse. Mas também acredito que, mais uma vez, o espírito do “homem bom”, disponível para o serviço público, dedicado sem limites ao seu concelho o fará, mais uma vez, aceitar novo desafio para continuar a fazer de Castro Verde um concelho de referência.

Estou convencido de que só abandonará a presidência da sua Câmara Municipal por força da nova lei, que definiu limites para o número de mandatos que os autarcas podem exercer.

Apesar de concordar com aquela limitação, neste caso tenho pena que ela afaste do Poder Local Democrático a sua imagem mais sadia, que conheço: Fernando Sousa Caeiros.

Alvito, 18 de Janeiro de 2007

 

Publicado na revista Mais Alentejo nº 69, de Fevereiro de 2007

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