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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Réveillon 2006/2007 em Beja

Zé LG Zé LG, 27.12.06

A Câmara Municipal de Beja

organiza, pela primeira vez,

uma festa de passagem de ano.

A Festa começa com um

espectáculo com o artista Tói,

a que se segue um

espectáculo pirotécnico,

terminando com um baile animado com o grupo Septeto Son de Cuba.

O Réveillon tem lugar no

Parque de Feiras e Exposições de Beja.

Exposição colectiva de árvores de Natal no concelho de Santiago do Cacém

Zé LG Zé LG, 27.12.06

Estabelecimentos de ensino e instituições do concelho de Santiago do Cacém, em colaboração com a Câmara Municipal, promovem uma exposição colectiva de árvores de Natal até 6 de Janeiro, Dia de Reis.

Junto a cada árvore, expostas em várias localidades, está colocada uma caixa para recolha de dinheiro, que no final será depositado numa conta aberta na Caixa de Crédito Agrícola de Santiago do Cacém, para solidariedade com as vítimas das cheias que assolaram o concelho nos primeiros dias de Novembro.

Ano novo traz novos aumentos

Zé LG Zé LG, 26.12.06

Com o ano novo vão chegar aumentos em diversos serviços, nomeadamente na electricidade, transportes públicos, na saúde, combustíveis e tabaco.

As tarifas da electricidade vão aumentar 6% para os clientes domésticos, 5,9 % para os clientes de baixa tensão especial, 6,2% para os de média tensão, 7,9% para os de alta tensão e 8% para os clientes de muito alta tensão.

Os transportes públicos vão registar um aumento de 2,1%.

Na saúde, vão ser aplicadas taxas moderadoras para serviços como internamento e na cirurgia de ambulatório. As cirurgias sem internamento vão custar 10 euros e a permanência numa unidade hospitalar até ao limite de 10 dias custará 5 euros por dia. Por outro lado, vai registar-se uma redução de 6% no preço de todos os medicamentos comparticipados, incluindo os genéricos.

A taxa de imposto sobre os produtos petrolíferos sofre uma actualização de 2,5 cêntimos por litro.

Embora os CTT mantenham os preços durante 2007, os serviços postais reservados vão ser sujeitos a uma actualização de 1,8% em termos nominais.

O preço da água vai variar de região para região e consoante as entidades gestoras de abastecimento de água. No caso de serem privadas, têm de entregar uma proposta de actualização ao Instituto Regulador das Águas e Resíduos que será, depois, aprovada ou não pelo ministro do Ambiente.

O salário mínimo nacional vai ter um aumento de 4,4%, o que corresponde a 403 euros.

«No centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça»

Zé LG Zé LG, 26.12.06

Canta Camarada Canta

Canta, camarada, canta
Canta, que ninguém de afronta.
Que esta minha espada corta
Dos copos até à ponta

Eu hei-de morrer de um tiro
Ou de uma faca de ponta;
Se hei-de morrer amanhã
Morra hoje, tanto monta!

Tenho sina de morrer
Na ponta de uma navalha,
Toda a vida hei-de dizer:
Morra o homem na batalha.

Viva a malta e trema a terra
Daqui ninguém arredou!
Quem há-de tremer na guerra,
Sendo um homem como eu sou?

Tradicional da Beira Alta com letra adaptada

Retirado do "Avante"



Mineiros de Aljustrel à porta do primeiro-ministro

Zé LG Zé LG, 25.12.06

Os mineiros de Aljustrel foram, mais uma vez no dia de Natal, à residência oficial do primeiro-ministro reclamar a intervenção do governo para que a empresa canadiana Eurozinc, que detém a Pirites Alentejanas, proceda a aumentos salariais, reforce o quadro de pessoal, reduza a carga horária excessiva e assegure mais segurança no trabalho.

Morreu Fernando Sargaço

Zé LG Zé LG, 22.12.06

O Senhor Fernando José Sargaço suicidou-se, ontem. O seu funeral realiza-se amanhã às 10h30.

Homem simpático, bem disposto, com muitos amigos, desempenhou várias funções associativas e trabalhou desde miúdo até morrer, com 75 anos.

O desaparecimento do “Sargaço da bomba de gasolina”, como era conhecido, deixa saudades a todos os que com ele alguma vez conviveram.

À família enlutada apresentamos as nossas condolências.

Aberto concurso para construção do bloco de rega de Faro do Alentejo

Zé LG Zé LG, 22.12.06

A EDIA lançou o concurso para construção do último bloco de rega do aproveitamento hidroagrícola de Alvito/Pisão - o bloco de Rega de Faro do Alentejo, no concelho de Cuba, que, integrado no Sub-Sistema de Rega de Alqueva, permitirá irrigar 2.743 de um total de 9.516 hectares que serão beneficiados por aquele aproveitamento hidroagrícola.


A empreitada agora posta a concurso, orçada em 16 milhões de euros, engloba, além das redes de rega, a construção de um reservatório, das redes de drenagem e viária do aproveitamento hidroagrícola e um sistema de telegestão.


Fica assim completa a série de empreitadas a concurso para a construção do aproveitamento hidroagrícola de Alvito/Pisão, que inclui ainda os blocos de rega de Cuba Oeste, Cuba Este e Vidigueira, lançados recentemente. O Bloco de Rega das áreas beneficiadas directamente pela barragem do Pisão encontra-se em fase de conclusão e irá regar um total de 2.588 hectares.


O abastecimento de água a estes novos perímetros de rega será feito a partir da albufeira de Alqueva, através da Estação Elevatória dos Álamos, Canal de Adução Álamos/Loureiro, infra estruturas já concluídas, Túnel Loureiro/Alvito, a concluir no próximo Verão, e Canal Alvito/Pisão, com conclusão prevista para 2008.

 

Trata-se, de acordo com a EDIA, dos passos para “alcançar a meta estabelecida para 2009”, a criação de 25.700 hectares de novos regadios.

É preciso arrepiar caminho

Zé LG Zé LG, 22.12.06

O mundo rural e o interior têm vindo a despovoar-se. As pessoas mudaram do campo para as aldeias, destas para as vilas e de umas e outras para as cidades maiores.

“O Alentejo é, em 2006, uma região desvitalizada: perdeu 33% da população nos últimos 50 anos (caiu de 802 mil habitantes em 1950 para 535 mil em 2001); 48% da população vive de uma pensão; 10% dos trabalhadores estão desempregados; e 30% (180 mil pessoas) da população vive na pobreza.” Este é o retrato, quantificado, do Alentejo, apresentado por António Murteira, da revista Alentejo, na conferência “Alentejo: Desigualdades, Pobreza, Solidariedade”, realizada em Beja.

Quando parecia existir vontade de travar e inverter este processo, em consequência dos investimentos públicos e comunitários feitos, principalmente, pelas autarquias locais em dotar a generalidade dos centros urbanos de infra-estruturas básicas e equipamentos colectivos, que permitem a realização de actividades que dão respostas aquelas necessidades e asseguram às populações uma boa qualidade de vida, eis que novas políticas e medidas vão acelerar ainda mais o despovoamento e a desertificação do interior e do Alentejo, em particular.

Se pretendem despovoar por completo o mundo rural e a maioria dos centros urbanos do interior, porque permitiram que se investisse tanto neles, nos últimos anos?

Poderão dizer que a viragem se justifica porque, apesar dos avultados investimentos feitos, não foi possível travar o despovoamento.

Mas a verdade não é essa! O despovoamento prosseguiu porque não foram desenvolvidas políticas, de discriminação positiva, que fomentassem a instalação de empresas e de actividades produtivas, geradoras de emprego e capazes de atrair e fixar pessoas.

As medidas que têm sido tomadas e as que se anunciam acelerarão o despovoamento e a, consequente, desertificação de vastas zonas do interior do país e, em particular, do Alentejo.

Os aumentos do IVA levaram a que as populações raianas se passassem a abastecer de muitos produtos nos povoados vizinhos de Espanha, em detrimento do comércio nacional.

A nova Lei de Finanças Locais levará, numa ou duas décadas, à extinção de freguesias e municípios, o que inviabilizará a vida em inúmeras povoações.

O Programa Nacional de Política Nacional de Ordenamento do Território (PNPNOT), ao privilegiar uma rede urbana de centros urbanos de maiores dimensões, levará à concentração de investimentos neles, reduzindo ou inviabilizando a competitividade dos restantes, que tenderão a degradar-se.

O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), ao concentrar o investimento nos maiores centros e a privilegiar os grandes projectos, inviabilizará o acesso aos fundos comunitários por parte dos pequenos municípios, acentuando mais e mais rapidamente o seu afastamento dos outros.

Como se vê, não se trata de políticas e medidas pontuais e sem nexo entre si. Trata-se de uma estratégia clara, com políticas e medidas práticas concertadas, que visa o fomento da concentração, do investimento, das actividades e das pessoas nos maiores centros urbanos, em claro prejuízo dos restantes.

É incompreensível que os diversos agentes do interior do país tenham tardado tanto em aperceberem-se desta guerra aberta ao mundo rural e aos pequenos municípios e freguesias.

Quando, há alguns meses, Fernando Caeiros, presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, criticou a proposta de Lei das Finanças Locais por ela levar, a prazo, à extinção de pequenos municípios, não foi levado a sério, tendo chegado a ser criticado por alguns.

Agora, finalmente, a ANMP parece ter despertado para a situação e já diz isso mesmo e acusa de centralista a política do governo.

Até o próprio coordenador do PNPNOT, Jorge Gaspar, já apontou os riscos que tal estratégia comporta, chegando a afirmar que a extinção de municípios e freguesias levaria ao avançar do mato pelas povoações adentro, porque são as pessoas que cuidam do campo, do mundo rural e das povoações.

O caminho seguido por este governo, com esta política centralista e esta estratégia de concentração urbana, fará agravar ainda mais as desigualdades, assimetrias e falta de coesão territorial, económica e social.

A coesão territorial, económica e social só será alcançada com um malha mais apertada, mais fina, das diversas redes em que se deve actuar.

“Se nada for feito nos próximos 20 anos, cerca de 66% do território pode ficar deserto e seco”, afirmou Eugénio Sequeira, presidente da Liga para a Protecção da Natureza, nas III Jornadas Ambientais, realizadas em Castro Verde.

Para evitar que tal aconteça, Eugénio Sequeira referiu que “O combate à desertificação passa obrigatoriamente pela preservação do mundo rural”, alertando para a necessidade de “contrariar o despovoamento nas zonas deprimidas” porque a presença humana é fundamental no combate à desertificação.

Alvito, 24 de Novembro de 2006

Crónica publicada na última edição da revista Mais Alentejo

Mais Alentejo - nº 68 já saiu

Zé LG Zé LG, 21.12.06

Acaba de sair o nº 68

da revista Mais Alentejo.

 

Este número traz como

tema de capa

“A ceia dos cardeais

– mais e menos de 2006".

 

Faz ainda chamada, na capa, para:

Estremoz sabe por onde

Ruiva também é nome de vila

Gala dos Prémios Mais Alentejo

Marca Litoral alentejano

José Roquette protagonista.