Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

HISTÓRIAS DA CAÇA

Zé LG, 26.11.06

“HISTÓRIAS DE CAÇA” é mais um livro de Maria Antónia Goes, desta vez editado pela Gastronomia, sedeada em Alvito.

É um livro indispensável para quem gosta de caça mas também para quem se interessa pela história do último século de Alvito.

O livro relata episódios menos conhecidos e, naturalmente, sob o ponto de vista da sua autora.

Das inúmeras histórias, transcrevemos, com a devida vénia, esta, por traduzir a visão da autora sobre a caça.

 

A MAGIA DA CAÇA

A caça é uma das ocupações mais antigas do homem. Todos os homens primitivos, em diferentes lugares da terra caçaram. Os índios do Brasil ou da selva equatorial sul americana, de uma maneira geral, certas tribus de pretos em África, ou os aborínges da Austrália, que são as populações mais distanciadas da cultura ocidental e culturalmente mais atrasadas em relação a nós e mais próximas dos povos primitivos, continuam a caçar com as suas próprias armas – com fechas envenenadas matam jaguares, elefantes, leões e rinocerontes. Redes e fossos cavados no solo com paus pontiagudos espetados no fundo, também matam leões e elefantes.

 

Ricos e pobres, sempre caçaram – os ricos, antigamente, nas suas terras, a cavalo, usando armas, da lança à espingarda e à carabina, passando pelo arco e pelas aves de rapina. Os pobres usando armadilhas, laços, redes, zagaias ou paus. Não se trata, portanto, de uma ocupação caprichosa de puro lazer, que gente de dinheiro e em situações privilegiadas usa para passar o tempo. Caçar faz parte da condição humana, uma parte que contribui para o prazer de ser feliz, ambição suprema e portanto simples, de qualquer homem.

 

Entre todos os desportos, o que faz o homem da cidade sair verdadeiramente dos seus hábitos sedentários é a caça. É preciso ver o entusiasmo com que o caçador se levanta de madrugada, como anda centenas de quilómetros de carro e dezenas de quilómetros a pé, sob o sol escaldante ou sob a chuva gelada de Inverno, que o encharca até aos ossos, as botas carregadas de lama, a sensação de viver momentos irrepetíveis, de estar com os amigos, de partilhar um jogo de duras regras, de se ter evadido dos deveres do dia a dia, como a criança que falta à escola, para ir tomar banho numa ribeira às escondidas dos pais.

 

Na caça o homem esquece os seus verdadeiros problemas que deita para trás das costas ao vestir o colete, ao agarrar a arma, ao assobiar ao cão.

 

O furtivo e o caçador solitário têm uma maneira diferente de sentir a caça do caçador em grupo. O furtivo só conta com a sua inteligência e as suas próprias pernas. O solitário conta com o cão e com ele próprio. Ninguém está presente para o julgar, se errou, se podia ter feito melhor. Mas ambos têm por companhia o ar livre, os passarinhos, as estevas, as azinheiras e as pedras do campo e o fim é o mesmo – encontrar caça, o restolhar de uma perdiz a levantar, as pegadas do javali, as marcas de um veado numa árvore, os buracos dos coelhos, as tocas das raposas.

 

A caça é a origem de todas as civilizações.

Criação de uma Escola Básica Integrada

Zé LG, 25.11.06

“No próximo dia 27 de Novembro, pelas 17 horas, realiza-se uma sessão extraordinária da Câmara Municipal na Sala das Sessões dos Paços do Município, com ponto único: Criação de uma Escola Básica Integrada.

Informa-se que as sessões da Câmara Municipal são públicas, pelo que todos os munícipes interessados poderão estar presentes nas mesmas.”

 

Aviso in: http://www.cm-alvito.pt

Albufeira de Alvito

Zé LG, 25.11.06

Era este o aspecto da Albufeira de Alvito, no fim-de-semana passado.

Um mar, com uma ilha e um golfo.

São Bartolomeu, lá no alto, avistava-se.

O céu nublado, com algumas abertas, deixava escoar alguma luz, fazendo o contraste sol-sombra.

Sabe bem espraiar a vista.

 

 

Circuito Hidráulico de Adução à Barragem de Odivelas

Zé LG, 24.11.06

 

Consulta Pública

O projecto acima mencionado localiza-se nas freguesias de Alvito e Vila Nova da Baronia (concelho de Alvito) e Odivelas (concelho de Ferreira do Alentejo) e está sujeito a um procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental.

O Estudo de Impacte Ambiental, incluindo o Resumo Não Técnico, encontra-se disponível para Consulta Pública, durante 26 dias úteis, de 23 de Novembro de 2006 a 3 de Janeiro de 2007, nos seguintes locais:

-Instituto do Ambiente - Rua do Século, nº 63 1200-433 Lisboa

-Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo - Estrada das Piscinas, 193 7000-758 Évora

-Câmaras Municipais de Alvito e de Ferreira do Alentejo

O Resumo Não Técnico pode ser consultado nas Juntas de Freguesia de Alvito e de Vila Nova da Baronia (concelho de Alvito) e Odivelas (concelho de Ferreira do Alentejo), encontrando-se também disponível em www.iambiente.pt

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas especificamente com o projecto em avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente do Instituto do Ambiente até à data do termo da Consulta Pública.

Participe a sua opinião é importante e conta

Nota de Imprensa do Gabinete de Informação e Comunicação da Câmara Municipal de Alvito

O poeta solitário de Alvito

Zé LG, 24.11.06

ALENTEJANOS DA HISTÓRIA

Raul de Carvalho
O poeta solitário de Alvito

 “Perpassa na poesia de Raul de Carvalho um desespero anárquico constantemente dividido entre um terno sentimento e uma solidão angustiosa”. Quem o afirma é o crítico Serafim Ferreira, analisando assim a obra poética de Raul de Carvalho, que na sua solidão envolve de “recôndita ternura os Homens e os seres que os rodeiam” através de uma escrita onde as influências de Fernando Pessoa e Teixeira de Pascoaes são bem notórias. Nascido em Alvito a 4 de Setembro de 1920, Raul Maria de Carvalho passou toda a sua infância no Baixo Alentejo, onde brincou ao sabor do vento e das estações na planície. Um período de memórias que jamais esqueceu e sempre fez questão de deixar bem vincado nos seus livros mais autobiográficos.
Depois da infância passada em Alvito, Raul de Carvalho rumou, em plena década de 40, até Lisboa, onde se tornou frequentador do mítico café Martinho da Arcada. Foi lá que começou a contactar com grandes personalidades do meio literário da época, revelando igualmente uma enorme preocupação pela condição dos mais desfavorecidos. Raul de Carvalho assumiu então as afinidades que o ligavam ao movimento neo-realista e surrealista, tornando-se colaborador das revistas “Távola Redonda”, “Cadernos de Poesia” e “Árvore”, onde chegou a co-director entre os anos de 1951 e 1953. Em 1956 foi premiado com o “Prémio Simon Bolívar” no Concurso Internacional de Poetas de Siena (Itália) e a partir daí dedicou-se de corpo e alma à poesia, editando várias obras.
Raul de Carvalho morreu em 1984, a um dia de completar 64 anos de vida, no Hospital de São João, no Porto.

In CORREIOALENTEJO

Luísa Mesquita recusa ser substituída na AR

Zé LG, 23.11.06

No âmbito da sua intervenção na Assembleia da República, o PCP decidiu «encarar com naturalidade a renovação do seu Grupo Parlamentar», colocando neste contexto «a substituição dos Deputados Odete Santos, Abílio Fernandes e Luísa Mesquita».

Em nota de imprensa, o Grupo Parlamentar do PCP informou da recusa da Deputada Luísa Mesquita na aceitação da sua substituição e considera que, com esta atitude, «que constitui uma violação dos princípios e compromissos que presidem ao funcionamento do Partido Comunista Português e do seu Grupo Parlamentar para a qual não encontramos qualquer justificação a Deputada Luísa Mesquita quebra uma parte fundamental dos vínculos de confiança política que devem vigorar dentro de um mesmo grupo parlamentar, levando a que se torne incontornável uma reconsideração das elevadas responsabilidades políticas e parlamentares que tem até aqui exercido».

 

A TSF conseguiu falar com a deputada Luísa Mesquita que explicou não ter acatado a decisão da direcção, por não ter compreendido os motivos.
«Estou no exercício de um mandato para que fui eleita em 2005 com uma expectativa de mandato que terminaria em 2009», alegou. «A proposta de renúncia não tem como sustentação nem falta de confiança política no meu trabalho nem uma avaliação negativa, antes pelo contrário, e portanto não entendo», acrescentou.
A deputada afirmou também que para ser substituída seria necessário «haver um mínimo de sustentação», porque não «se considera uma peça movível, retirada sem nenhuma razão de um momento para o outro».

"Évora - 20 Anos Depois"

Zé LG, 22.11.06

A Câmara Municipal e a Universidade de Évora promovem, de 23 a 25 de Novembro, o colóquio internacional "Évora - 20 Anos Depois - O património e a renovação urbana: conhecer para intervir nas cidades Património Mundial”.

 

O colóquio, que pretende alargar o debate às questões que são mais ou menos comuns a todas as cidades classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade, decorrerá no auditório da CCDR Alentejo e está integrado nas comemorações dos 20 anos da classificação de Évora como cidade Património da Humanidade.

 

A Sessão Solene Comemorativa dos 20 anos da Classificação de Évora pela UNESCO, que terá lugar no dia 25 de Novembro, pelas 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, encerrará o colóquio e será seguida de uma visita inaugural à exposição "Évora Desaparecida", composta por fotografias da cidade, do século XIX e XX, pertencentes ao espólio do Arquivo Fotográfico Municipal e à exposição "Imagens e Mensagens" de escultura romana do Museu de Évora.