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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Jerónimo de Sousa em Beja e Évora

No âmbito da Campanha Nacional em Defesa da Segurança Social, o secretário-geral, Jerónimo de Sousa desloca-se no sábado, 9, a Beja, onde, às 11,30 horas, contacta a população nas Portas de Mértola e, às 17 horas, participa, em Évora, no Palácio D. Manuel, num comício.

EXPOMORA

A EXPOMORA 2006 realiza-se de 8 a 10.

 

De entre a vária animação destacam-se os espectáculos com Paulo Gonzo (dia 8), o Festival de Folclore (9) e Mafalda Veiga (10). Haverá ainda uma corrida de touros no dia 10.

Amanhã será feita a entrega dos Certificados do Sistema de Gestão Integrado (SGI) – Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho e apresentado o livro “Maria Dulce – A verdade a que tem direito”.

A atitude é importante

Conhecimento, trabalho e profissionalismo constituem os vértices do triângulo do sucesso.

Num mundo competitivo o conhecimento é determinante para um bom desempenho de funções ou tarefas. A competência profissional resulta em grande medida dos conhecimentos que se tem.

Mas de pouco valerá o conhecimento se quem o detém não se esforçar por aplicá-lo. Sem trabalho de pouco valerão os conhecimentos.

E, finalmente, o conhecimento e o trabalho serão muito mais produtivos se forem usados correcta e oportunamente, com profissionalismo.

Fazer bem pode custar o mesmo que fazer mal, pelo que não vale a pena fazer mal se pode fazer bem. Por isso não se percebe porque é que há pessoas que, sabendo como se fazem as coisas e podendo fazê-las bem feitas, as fazem mal.

A falta de brio profissional, de profissionalismo, é um problema que muito afecta o funcionamento das organizações e o rendimento do trabalho sem proveito para ninguém.

Quando se diz que o trabalho faz bem à saúde para há logo quem contraponha que, se assim é, que trabalhem os doentes. Parece-me incontestável que o trabalho faz efectivamente bem à ocupação do espírito. Mas mesmo que não faça bem à saúde, e nalguns casos até faz mal - daí a saúde ocupacional recomendar mudanças de funções ou tarefas ou a reforma por invalidez -, se se ocupa um posto de trabalho não faz sentido que não se trabalhe. Não vale dizer que se contratou um emprego e não trabalho…

Hoje e cada vez mais, o conhecimento é um factor decisivo de selecção de profissionais para qualquer função ou tarefa. Cada vez mais o trabalho é menos indiferenciado ou qualificado. Não só o conhecimento académico como o profissional é mais importante, constituindo, não raras vezes, a sua ausência factor de exclusão no acesso a carreiras, profissões ou tarefas.

Entretanto, com frequência deparamos com profissionais sem ou com poucos conhecimentos, trabalhando pouco e com pouco profissionalismo e sem qualquer brio profissional.

Quem não se deparou já com a incapacidade de um vendedor, ou de qualquer outro profissional, dar as explicações que o cliente pede?

Quantas vezes não se observam trabalhadores sistematicamente na conversa, ao telefone, na Internet ou a jogar ou, pura e simplesmente, a não fazer nada na hora de trabalho e quando deviam estar a trabalhar? Quantos trabalhadores não entram tarde e saem cedo do trabalho, frequentemente?

Quem não obteve já respostas secas do estilo “não sei!”, “não há!”, “não está!”, quando se faz uma qualquer pergunta, quando se procura alguma coisa ou alguém?

Quem não ouviu já alguém dizer que não vale a pena trabalhar ou trabalhar mais porque não se ganha nada com isso?

È este tipo de postura que não serve as organizações nem a sociedade e que não só não ajuda a resolver os muitos problemas que as afectam como geram mau ambiente e as tornam menos competitivas.

Importa pois mudar de postura. E isso não custa tanto como pode parecer a alguns.

Há uma pequena história que ilustra bem isso.

Uma pessoa dirige-se ao balcão de um empresa e pergunta se há um determinado equipamento. Usando a postura que aqui estou a criticar, o empregado responde apenas que não há. Se usasse a nova postura que se impõe, o empregado responderia, mesmo sabendo que não havia, que ia ver e voltaria dizendo que não havia mas haveria dois ou três dias depois ou indicaria onde houvesse.

Esta pequena diferença faz toda a diferença. Enquanto no primeiro caso o cliente fica com vontade de nunca mais lá voltar, no segundo caso, mesmo não tendo conseguido o que pretendia, voltará lá sempre que achar que pode encontrar o que precisa, porque sabe que será bem atendido.

É claro que o que aqui escrevi não se aplica apenas aos trabalhadores por conta de outrem mas a todos, começando nos empresários e gestores.

Até porque são os trabalhadores por conta de outrem que têm, por vezes, razões de queixa porque são mal remunerados ou mal dirigidos. Mas mesmo nestes casos não será seguramente com menos conhecimentos, trabalho ou profissionalismo que esses problemas se resolvem e que, por isso, passarão a ser melhor remunerados ou dirigidos. Assim até a autoridade para reclamar perdem…

Há coisas que se aprendem a bem ou a mal e esta é uma delas. Ou as pessoas, sejam jovens à procura do primeiro emprego, trabalhadores empregados ou desempregados, percebem que devem adquirir cada vez mais e mais adequados conhecimentos, trabalhar efectivamente e com profissionalismo e brio profissional ou enfrentarão cada vez maiores e mais complexas dificuldades em obter ou conseguir manter empregos.

O mesmo se aplica aos empresários e aos gestores. Diria mesmo, a começar por estes…

Há quem aponte a atitude das pessoas como o que mais diferencia os países ricos dos pobres, visto que a maioria das pessoas dos países ricos e desenvolvidos segue os seguintes princípios de vida: a ética, como princípio básico, a integridade, a responsabilidade, o respeito às leis e aos regulamentos, o respeito pelo direito dos demais cidadãos, o amor ao trabalho, o esforço pela poupança e pelo investimento, o desejo de superação e a pontualidade.

Acho que vale a pena pensar nisto.

Alvito, 14 de Agosto de 2006

Crónica minha publicada na edição da revista Mais Alentejo, acabada de sair.

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