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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Festival Músicas do Mundo começa hoje em Porto Covo

O Festival Músicas do Mundo, considerado um dos maiores eventos portugueses no campo da world music , apresenta 24 concertos em Sines, a partir de hoje e até ao próximo dia 29. O Festival decorre no castelo, na Avenida da Praia o Centro de Artes, em Sines, e junto ao Porto de Pesca de Porto Covo. No Centro de Artes de Sines estão a decorrer, desde o início do mês, iniciativas paralelas aos concertos. Exposições, ciclo de cinema documental, workshops, conversas, feiras do livro e do disco, animação de rua, e ateliers para as crianças são apenas alguns exemplos.

Esta noite os espectáculos decorrem em Porto Covo, com o brasileiro Francis Hime , a cabo-verdiana Mayra Andrade.

O programa do FMM pode ser consultado em www.fmm.com.pt 

Blog para divulgar informação à população

Com o sentido de envolver a comunidade, a Câmara de Alvito pretende implementar um modelo de gestão participada. Com este intuito promoveu um seminário, que teve como objectivo apresentar experiências de participação das populações nos processos de decisões e a proposta de modelo de gestão municipal participada no município de Alvito, que foi apresentado pela empresa Estud@lentejo.
João Paulo Trindade referiu em declarações ao "Diário do Alentejo", que "tem havido uma boa adesão por parte dos alvitenses". E acrescentou "que estão previstas várias acções, uma vez que o modelo que foi apresentado não é definitivo".
Encontra-se também prevista a consulta directa às populações e um painel acerca da apreciação do exercício da governação municipal e do plano de actividades, para além das decisões estratégicas.
Segundo o presidente da autarquia "é necessário levar a informação junto das pessoas. Uma informação transparente e actualizada, para que os munícipes se sintam motivados a participar", encontrando-se prevista a criação de um blog que sirva para divulgar informação à população.
A gestão participada tinha sido uma promessa eleitoral de João Paulo Trindade. No entanto, o presidente considerou que "este apenas é o início de um processo longo sem finalização, uma vez que o modelo de participação requer continuidade". "Pretendemos é deixar durante este mandato o objectivo a que nos propusemos implementado de forma sistematizada".

A unidade do PCP segundo Catalino

Exmo. Senhor

Director do Diário do Alentejo

 

Porque me senti “picado” por afirmações de José Catalino, dirigente do PCP em Beja e no Alentejo, feitas na entrevista que deu ao vosso jornal, publicada na sua última edição, solicito-lhe a publicação desta minha

Carta aberta a José Catalino.

 

A unidade do PCP segundo Catalino

 

Camarada Catalino

Espero ainda poder tratar-te assim, uma vez que tenho as quotas em dia, ao contrário de outros, a quem não as receberam.

Em termos de participação na vida do Partido, de militância, como costumamos dizer, não tenho tido oportunidade de exercê-la. Não por falta de disponibilidade minha, mas porque não tenho sido convocado ou convidado a participar em quaisquer reuniões, ao contrário do que antes acontecia. E, das duas uma: ou não tem havido reuniões, o que seria muito mau, ou elas têm-se realizado sem que para elas eu tenha sido chamado, o que viola as regras de funcionamento do partido…

Camarada, dizes, a certa altura da entrevista, que, apesar da direcção ter sido acusada de quase tudo, “o PCP saiu muito reforçado do 17ª Congresso”. Isso só mostra que, ao contrário do que afirmas, “as vozes críticas públicas em relação à direcção do Partido” não enfraquecem mas, pelo contrário, contribuem para o reforço do PCP…

Estas vozes (pelo menos a minha) continuam a existir no Alentejo, ao contrário do que julgas. Não se têm feito ouvir porque não é oportuno e porque muitas foram caladas ou afastadas, como tu próprio garantes, ao afirmar que “A vida fez com que algumas dessas pessoas se afastassem do partido ou deixassem de ser membros do PCP”. Só que não foste totalmente claro. Não foi “a vida”, foste tu e outros dirigentes que tal provocaram.

Afirmar, como o fizeste, que “os principais problemas estão sanados” é entender que os problemas do partido se resolvem afastando os que têm “as vozes críticas públicas em relação à direcção do Partido”. Reconheçamos que é uma visão muito própria e estreita do funcionamento democrático do partido… 

Aliás, não deixa de ser curioso e esclarecedor que, ao longo da entrevista, não tenhas referido uma só vez a necessidade de aprofundar a democracia interna, que é a questão mais reclamada pelos críticos, como eu, que sempre procurei integrar a minha acção no “conjunto do colectivo”.

Nunca, ao contrário do que insinuas, ouvi qualquer crítico da direcção do partido contestar a existência de “uma direcção única e uma opinião maioritária que se forma democraticamente no quadro da vida interna do partido”.

Acusas “alguns então membros do PCP” de considerarem que “não se reviam nestes princípios orgânicos do partido que eles próprios ajudaram a construir”, como se tal constituísse um crime de lesa pátria ou prejudicasse o partido, como se esses princípios constituíssem dogmas intocáveis. Em que fundamentas isso, nalgum poder divino,

Camarada? Como se não soubesses que “o mundo é composto de mudança”…

Não é verdade que os críticos (seguramente muitos de nós) “não queriam que este partido continuasse a ser o partido que sempre foi e que defendemos que continue a ser”. Acusar disso quem defende uma maior democracia interna só pode querer dizer que o PCP não é nem deve ser democrático. Espero que não tenha sido isto que querias dizer, Camarada…

Seria bom que, quando afirmas que “houve algumas pessoas que procuraram, através do trabalho fraccionário, … envolver membros da direcção e da organização do partido em situações que de todo contrariamos”, esclarecesses quem foram ou são essas pessoas, porque houve pessoas da direcção, que bem conheces, que desenvolveram esse trabalho fraccionário dentro dela e da organização. Mas não foi a estas que te referiste, pois não?...

Camarada, “os militantes honestos, sérios, de boa fé que se reviam no PCP” não “estavam confusos com a propaganda contra o nosso partido” mas pelo facto de terem sido confrontados com opiniões e posições diferentes e até contraditórias de “militantes (igualmente) honestos, sérios, de boa fé”. Essa situação nunca deveria ter sido transformada numa tragédia, como tu e outros fizeram, mas como consequência normal de sermos pessoas livres que pensamos pela nossa cabeça. Isso parece ter-vos incomodado, o que não deixa de ser sintomático do entendimento sobre opiniões diferentes…

Enfim, Camarada, esta – a democracia interna do PCP – é a questão que mais nos divide. Quanto a tudo o resto que referes na entrevista estamos, no essencial, de acordo.

Espero que tu e outros dirigentes acabem por perceber que não são só vocês que entendem a necessidade de “um partido ligado aos trabalhadores e à vida, um partido sempre olhando o futuro, um partido com princípios e com regras de funcionamento”.

Só que, ao contrário de ti, eu acho que estes não são dogmas, que podem e devem evoluir com os ensinamentos da vida.

Saudações comunistas

José Lopes Guerreiro

in www.diariodoalentejo.pt/

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