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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Por MARBeja nunca alcançado

Em meados do mês de Junho, num encontro que reuniu mais de 250 organizações e 300 pessoas no auditório do NERBE/AEBAL, nasceu um movimento pela afirmação da região de Beja.

Foi importante que os intervenientes no encontro se tivessem concentrado mais na afirmação da necessidade de união, com respeito pela diversidade de opiniões e posições, no interesse de todos se empenharem na definição do maior denominador comum para a afirmação da região de Beja no contexto do Alentejo, do país e da União Europeia, do que nas queixas e lamechices do costume.

Foi importante que o encontro tenha privilegiado a afirmação da região à sua defesa ou à contestação de outras, porque o que, efectivamente, importa é que a região, e cada um dos seus agentes, faça a sua parte, faça o que a cada um cabe fazer.

Não há desenvolvimento sem trabalho. Se todos trabalharmos, se todos fizermos o trabalho que nos compete, os resultados surgirão, porque entramos no caminho do desenvolvimento.

É importante queixarmo-nos, protestarmos, reclamarmos e exigirmos, sempre que nos sentimos prejudicados, preteridos ou que temos direitos que não foram respeitados. Mas, para além dessa luta cívica e política, importa que haja também a cooperação democrática e esta não se concretiza com desconfianças e preconceitos regionais, partidários, políticos ou ideológicos.

Esse é o caminho da divisão, dos que querem dividir para reinar, é o caminho dos que têm medo do debate e confronto de ideias, opiniões e propostas, é o caminho dos que se isolam para viverem a ilusão de que têm sempre razão.

O estado em que se encontra a região – ainda com menos gente e com piores índices de desenvolvimento socio-económico do que antes da adesão à União Europeia – não é só culpa dos outros, como referiram alguns dos participantes no encontro.

É também, e principalmente, culpa nossa, porque sempre que alguém pretende fazer alguma coisa pela região há sempre alguém que aparece com os seus preconceitos e desconfianças a excluir-se e a tentar que os outros não participem.

É culpa nossa porque não temos feito a nossa parte, esperando que outros a façam por nós. Não nos temos queixado, não temos protestado, reclamado e exigido o suficiente para que os nossos direitos fossem melhor assegurados, mas, principalmente, não temos sido capazes de amadurecer cívica e politicamente o suficiente para cooperarmos democraticamente na construção de plataformas de entendimento, que constituam a base do modelo de desenvolvimento que ambicionamos para a nossa região.

Aquele encontro, se outros méritos não teve, teve o de evidenciar tudo isto.

Depois do que se passou nos dias que antecederam o encontro e o se passou nos dias que se lhe seguiram mostra que alguns não aprenderam nem querem aprender a lição de maturidade cívica e política e de cooperação democrática que foi o encontro.

O movimento, criado no encontro, é um movimento de todos e para todos, não é contra ninguém, a não ser contra os que estão contra ele.

Os que se lhe têm oposto, atribuindo preconceituosamente a paternidade a quem não a tem, apontando objectivos tenebrosos e nublosos quando estes são óbvios e transparentes, tudo fazendo para impedir a participação de representantes de algumas entidades, a quem acusaram despudoradamente de se deixarem manobrar, deveriam dar o benefício da dúvida e participar e trabalhar activamente em tudo o que possa contribuir para a afirmação da região, em vez de o denegrirem.

No encontro foi criada uma comissão dinamizadora, que poderá ainda vir a integrar outras entidades da região, que estejam interessadas e a ela considere úteis.

Quem acusa esta comissão de subserviência a qualquer poder ou interesses, para além dos pretendidos pelo movimento, desconhece a sua composição ou não quer ver ou está manhosa e maldosamente a tentar que, mais uma vez, a nossa região não tenha saída para o estado a que chegou, por culpa doutros mas também nossa, e continue sem uma voz comum que a represente. Devem ser responsabilizados por isso.

Há muito tempo que não participava num encontro assim tão participado, tão plural e unido, tão positivo e afirmativo de uma vontade e de um querer assumir nas suas/nossas próprias mãos o nosso futuro colectivo. Por isso, estou convicto de que este não será mais um movimento que cria uma comissão (comichão, no dizer dos menos crédulos) para nada fazer. Acredito, quero acreditar, que desta é de vez, que desta vez é para trabalhar, trabalhar, trabalhar na afirmação de Beja como região com um futuro melhor que o passado.

Como não foi dado nome ao movimento, sugiro que se chame Movimento para a Afirmação da Região de Beja – MARBeja.

Por extenso, integra conceitos evidentes: movimento (dinamismo), afirmação (querer, vontade), região (delimitação de espaço / território) e Beja (ponto de partida e centralidade). A sigla MARBeja simboliza a amplitude da ambição (MAR) de Beja, das suas gentes e território.

Por MARBeja nunca alcançado, trabalhemos!

Alvito, 22 de Junho de 2006

 

Publicado da revista Mais Alentejo, nº 64

5,5% dos trabalhadores portugueses

recebem apenas um salário mínimo nacional de 437 euros ilíquidos, o que faz com que Portugal esteja na cauda dos países da União Europeia com salários mínimos, antes dos descontos de impostos e da Segurança Social, entre os 400 e os 700 euros. Os portugueses que ganham o salário mínimo nacional levam para casa 385,90 euros, depois dos descontos.

Dados divulgados pelo Eurostat

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